"Eu me identifico com a primavera. E o Harry se identifica com o inverno mais gelado." - Anna Farchild.
"Anna quer se casar, ter filhos e morar numa casa com a cerca branca. Eu só quero me formar, voltar a Londres e morar em um apartamento. E eu ode...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
"Eu sei que estou Brincando com fogo e que, certamente, Harry vai me queimar, mas eu não me importo. Eu o quero e não vou recuar."– Anna.
ANNA
Acordo esgotada na quinta-feira porque não consegui dormir direito pensando em Harry e no nosso beijo. Eu já beijei alguns garotos, inclusive o Colin, mas nunca perdi o controle daquele jeito. Se o Harry tivesse dito alguma coisa, eu teria perdido a minha virgindade no banco do seu carro. Graças a Deus ele me deixou ir.
Tomo banho e, ao me olhar no espelho, praguejo em voz alta: Harry me deixou um enorme chupão no pescoço. E agora? O dia está quente para que eu coloque um cachecol ou uma gola role e, para piorar, Caroline e Trish estão na cozinha nesse momento e querendo saber onde eu estive. Passo um quilo de maquiagem sobre a marca roxa e coloco um lencinho estampado por cima como um enfeite.
Olho-me novamente no espelho e vejo como eu estou. "Para que eu estou me arrumando? Como se o Harry fosse estar me esperando, nós só temos aula de literatura juntos na segunda." Mesmo assim, analiso meus jeans skinny, minha blusa branca justa e o lencinho. Coloco uma sapatilha vermelha e saio apressada de casa dizendo às meninas que estou atrasada, mas a verdade é que eu não tenho aula às quintas de manhã.
Meu dia se passa tranquilamente e ninguém repara no lenço no meu pescoço. No almoço, Liam me conta que seu padrasto está tendo problemas com o filho que sequer atende suas ligações. Não pergunto qual é o problema entre pai e filho, mas deve ser coisa séria. Ele me convida para um jantar em sua casa no sábado a noite para que eu possa conhecer a sua mãe e sua namorada que estará na cidade. E obviamente eu aceito. Adoro comida caseira e não sou exatamente uma boa cozinheira para fazer a minha própria comida. Além disso, quero conhecer a Susi, a namorada de Liam, e a Beth, sua mãe. Já conheço o reitor Styles porque a minha mãe, ao me trazer para cá no ano passado, fez questão de ir até a sala dele para me apresentar.
Quando entrei na WSU, fui para um dormitório já que não conhecia ninguém, contudo dei a sorte de dividir o dormitório com a Caroline e depois, no meio do semestre, nos mudamos para um apartamento fora do campus. Trish era amiga de academia da Caroline onde elas faziam yoga e, prontamente, aceitou morar conosco. Somos uma família barulhenta, bagunceira e inteligente.
Caroline estuda jornalismo com o intuito de ser repórter, eu acho que ela deveria ser detetive já que é tão bisbilhoteira. A Trish cursa engenharia civil porque o pai tem uma construtora e ela quer continuar com o negócio da família, mas com saltos e descolorantes no cabelo.
Trish, como eu já havia dito, é loira de cabelos cacheados, alta e com seios fartos. A Caroline é morena de longos cabelos negros lisos e uma bunda de dar inveja. Eu sou a menor de nós três e, embora eu tenha um corpo malhado devido aos treinos, sei que o meu forte é o rosto. Eu realmente odeio as minhas coxas grossas, minha barriga marcada e essa covinha ridícula que tenho nas costas, no final da espinha. Infelizmente, não se pode ser perfeito, embora a minha mãe tenha se decepcionado muito quando descobriu que eu não poderia ser exceção a essa regra.
Chego em casa à noite, tomo um banho e vou ver algum filme de terror até dormir, mas quando deito na minha cama só penso em olhos verdes.
Na sexta, vou ás aulas normalmente e, ao chegar em casa, Trish e Caroline estão me esperando produzidas e com um vestido vermelho que mais parece uma blusa nas mãos. Eu consegui evitá-las desde quarta-feira, quando sai com o Harry, e elas acabaram por concluir que eu não fiz nada que valesse a pena naquela noite.
-Savanna Rose Farchild, vista esse pequeno pedaço de pano e vamos AGORA para o Delta Phi. Hoje tem festa e nós três vamos pegar uns caras, amiga. –Trish diz pulando de excitação.
-Isso mesmo, Anna, você precisa beijar na boca e dar logo a protegida para, pelo menos, valer a pena o absurdo de caro que seus pais pagam para você estudar aqui. –Caroline diz com os braços cruzados.
-HÁ HÁ HÁ! Vocês são tão engraçadas. –Digo fingindo desinteresse, mas pego o vestido, vou tomar um banho e me arrumar.
Eu odeio festas de fraternidade, mas foi no Delta Phi que eu conheci o Harry. Quem sabe eu não o vejo lá? Eu gostaria de vê-lo de novo. Eu sei que estou Brincando com fogo e que, certamente, Harry vai me queimar, mas eu não me importo. Eu o quero e não vou recuar.
HARRY
Mais uma festa, mas dessa vez eu estou animado com a expectativa de ver os olhos verdes azulados, então desço assim que a festa começa. Eu passei o dia de ontem e hoje pensando na Anna, queria ligar para ela, mas não tenho seu telefone. Mas o que eu estou pesando? Eu não ia ligar para ela, mas ter o seu telefone em meus contatos me acalmaria um pouco.
Fiquei passeando pelo campus com a esperança de vê-la, mas quando a vi, ela estava almoçando com o Liam no refeitório e nem por um caralho eu ia falar com ela na frente do meu digníssimo quase meio irmão. Meu pai é casado com a mãe do Liam e eles moram juntos em uma linda casa como uma pequena família feliz.
Eu odeio o meu pai. Ele abandonou minha mãe e eu em Londres quando eu tinha só 5 anos e nunca mais voltou, só mandava cartões e presentes. Minha mãe me criou sozinha e eu cresci sem um pai para me dizer como ser um homem, por isso o culpo por todas as merdas que já fiz na vida e que me levaram a vir para essa porra de país para estudar. Hoje em dia, Eddie Styles é o reitor da WSU, um homem respeitado e rico que vive em uma mansão com sua família feliz. Ele não precisa de mim, o filho problemático, e eu não preciso dele.
Desço as escadas e não vejo a Anna e suas amigas em lugar nenhum, mas Clarissa, irmão do meu amigo John, me cerca nas escadas.
-Oi, Harry, festa animada, não é? –Ela pergunta com os olhos esperançosos.
Clarissa foi uma garota que eu me arrependi de comer: ela é um carrapato feliz. Não sei o porquê que ela resolveu grudar logo em mim, apesar de que ela já deu para metade do time de futebol. Por que eu? Azar é claro.
-Na verdade... –Ia dar uma resposta mal educada para ela sair de perto quando eu vi Anna chegando. Clarissa seguiu o meu olhar e viu que eu estava com cara de bobo olhando para a Anna. "Que ótimo."
Anna passou os olhos pela sala como se estivesse procurando alguém e, quando o seu olhar parou em mim, ela sorriu. Mas não foi um sorriso falso e coquete, ela sorriu de verdade para mim. "Porra!" E essas ruguinhas nos cantos de seus olhos são lindas.
-Ela é do Colin, Harry, não se dê o trabalho. –Clarissa comenta quando eu começo a andar em direção a Anna.
Clarissa está errada. Anna não é do tal Colin. Ela é minha. Ignoro o carrapato e continuo na direção de Anna que está com um vestido vermelho de alça bem decotado e justo até a cintura, soltinho nas pernas "e que pernas". Colocou um salto alto e um lenço no pescoço. Sorrio comigo mesmo por saber o porquê do lenço. Eu estou parecendo um homem das cavernas e daqui a pouco eu vou querer mijar em torno dela. "Ótimo, Harry!"