"Eu me identifico com a primavera. E o Harry se identifica com o inverno mais gelado." - Anna Farchild.
"Anna quer se casar, ter filhos e morar numa casa com a cerca branca. Eu só quero me formar, voltar a Londres e morar em um apartamento. E eu ode...
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"Ela me quer tanto quanto eu a quero. Estamos sob a pele um do outro." – Harry.
ANNA
Ao entrar na casa da fraternidade e ver o Harry, não consigo evitar sorrir para ele. Agora ele vem em minha direção e eu fico nervosa sem saber o que direi. "Deus, me ajude a não parecer idiota."
-Olá, Savanna. –Ele me cumprimenta com um meio sorriso.
Aposto que ele me chamou de Savanna para me irritar. Caroline e Trish se cutucam e olham para nós, mas eu continuo ignorando-as. Harry está na minha frente e eu vou aproveitar.
-Olá, Harry. –Cumprimento-o sorrindo e sentindo as minhas bochechas quentes só pela mera lembrança do nosso beijo.
-Teve uma boa noite na quarta? Aliás, esse lenço é lindo. –Ele comenta rindo só para me provocar.
Sei que as minhas amigas estão juntando as informações e concluindo com quem eu estava na quarta-feira à noite. "Valeu, Harry, agora já estão preparando o interrogatório."
Pelo sorriso dele, ele sabe que me deixou um chupão. Descarado.
-Um inseto me picou no pescoço. –Digo com cara de inocente e ele ri alto.
Deu me ajude, mas tenho vontade de me jogar em cima dele quando vejo as covinhas lindas nos cantos de suas bochechas.
-Quer uma bebida? –Ele pergunta.
-Sim, claro. –Aceito e indico para que ele ande na minha frente.
Vamos para a cozinha e noto algumas garotas e garotos nos olhando e comentando, mas não me importo. Harry e eu somos diferentes, não temos nada a ver: eu sou uma líder de torcida que faz pré-medicina e ele é um garoto rebelde, tatuado e de cabelos longos que faz parte do grupo dos 'pensadores' das letras.
Ele está lindo com uma camisa vermelha de botões estampada aberta até o peito junto com uma calça preta justa e prendeu os cabelos longos em um coque, o que o deixou com a aparência mais perigosa.
Harry me entrega um copo de vodka com suco de cereja e pegou uma cerveja para si. Pessoas bêbadas passam por nós rindo e eu me pergunto como elas conseguem ficar bêbadas tão rapidamente sendo que a festa mal começou.
-Você vem muito aqui? –Pergunto a ele só para puxar assunto.
-Digamos que eu estou por aqui todas as noites já que eu moro aqui.
-Sério? Não parece que você é um cara de fraternidade. –Comento rindo, porém ele continua sério.
-Então com o que eu me pareço? –Ele pergunta na defensiva.
-Com você mesmo. Eu só quis dizer que esses caras de fraternidade, geralmente, usam camisas pólo, praticam esportes e tem uma tendência a serem babacas. –Justifico-me.
-Então não acha que eu sou um babaca de camisa pólo? –Ele sorri.
-Bem, você pode até ser um babaca, mas não é um babaca de camisa pólo. –Digo para descontrair.
Ele gargalha alto e eu penso que ele deveria rir mais porque ele fica, ridiculamente, sexy jogando a cabeça para trás e rindo.
-Ora, ora, o Rei do Mau Humor está rindo? Como eu já vi de tudo, eu posso morrer. –A loira mal humorada, a qual conheci na outra festa, comenta ao entrar na cozinha. Acho que o nome dela é Kelly e ela está com outra garota morena de cabelos curtos espetados, acho que a conheci vagamente.
Harry apenas a olha com indiferença e não se dá ao trabalho de responder. Ela continua olhando para nós dois e ri alto como se ela soubesse um segredo que eu não sei e, de um momento para outro, ela vai embora. Quero perguntar sobre o que aconteceu aqui, mas Harry logo começa.
-Bem, já que eu moro aqui, venha. Eu vou te mostrar a casa, mais especificamente, o meu quarto.
Ele me puxa pela mão e eu o sigo. Sei que não deveria, mas que se dane. Eu, realmente, quero ver o seu quarto e que ele me beije de novo.
HARRY
Enquanto subo as escadas com a Anna ao meu lado, penso em esganar a Kelly. Essa vadia vai contar para todos os meus amigos que eu estou interessado em uma garota e eles vão encher a porra do meu saco.
Eu não sou conhecido pela educação e muito menos por estar interessado em uma garota mais do que o necessário para levá-la pra minha cama. "Que inferno!" Anna está sob a minha pele fazendo-me querer mais. Eu sou educado com ela, o meu interesse vai muito além de sexual. Eu quero levá-la pra cama e muito, mas não é só isso, eu quero conversar, quero vê-la acordar, quero vê-la sorrir e que me conte sobre o seu dia. "Que merda de pensamentos são esses?" Quanto mais eu penso nisso, eu fico mais assustado e decido que eu só preciso comer alguma garota, voltar a minha rotina na universidade e o meu interesse pela Anna vai passar. Eu não sou para namorar, não namoro e nem quero.
Entro no meu quarto já decidido a chamar a Kelly para um dos quartos mais tarde porque eu não trago garotas para o meu quarto. Tento me convencer de que eu só estou trazendo Anna porque não quero os meus amigos prestando atenção em nós. Além disso, eu quero beijá-la e até mais do que isso, mas não acho que ela vai me deixar fazer mais que isso. Tenho certeza de que ela não é virgem como a sua amiga tinha dito, mas também tenho certeza de que ela não é de abrir as pernas para qualquer cara de primeira, apesar de que na quarta-feira, quando a beijei, ela se descontrolou tanto quanto eu.
-Nossa! Quantos livros. –Ela comenta passando as mãos pelos livros em minha estante. Aproximo-me dela por trás e decido que está na hora de jogar as minhas cartas.
-Eu os tenho colecionado ao longo dos anos. –Sussurro em sua orelha e sinto que ela treme em minhas mãos. Sorrio por isso. Ela não vai resistir a mim. Ela me quer tanto quanto eu a quero. Estamos sob a pele um do outro.
Decido que, hoje, eu vou fazer tudo o que ela me deixar fazer. E depois eu preciso dar um jeito de esquecer essa garota e todas as coisas imbecis que ela me deixa com vontade de fazer.