"Eu me identifico com a primavera. E o Harry se identifica com o inverno mais gelado." - Anna Farchild.
"Anna quer se casar, ter filhos e morar numa casa com a cerca branca. Eu só quero me formar, voltar a Londres e morar em um apartamento. E eu ode...
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"Harry é tão lindo parecendo bravo e perigoso e eu sei que o meu pai está vendo apenas o bravo e perigoso além das várias tatuagens." - Anna
ANNA
Hoje é sexta-feira e tem uma semana desde o infarto do meu pai. Conversei com os médicos pela manhã e eles disseram que o meu pai vai se recuperar completamente, contudo ele precisa tomar cuidado daqui pra frente para que isso não aconteça, e eles vão dar alta pra ele agora à tarde. Por isso, fui para a casa arrumar tudo que ele precisa pra ficar confortável e já contratei enfermeiras pra ficarem com ele 24 horas por dia. Papai não queria de jeito nenhum, mas eu bati o pé e disse que eu não ia aceitar que fosse de outro jeito, mas se ele quisesse ser teimoso, eu ia mandar a April tomar conta dele e ele sabe que ela não se ofereceria pra isso e se fosse obrigada a fazê-lo ela só iria deixá-lo nervoso, então ele aceitou as enfermeiras.
Harry tem sido o meu porto seguro nesses dias. Ele tem me ajudado em tudo e tomou a frente em várias coisas que tinham que ser resolvidas, mas não quis entrar no quarto do papai depois que ele acordou. Harry não gosta do meu pai por causa do descaso dele comigo, eu não o recriminei e nem tentei obrigá-lo a ser gentil com o meu pai.
Agora, Harry me deixou no hospital e foi buscar umas coisas que eu comprei para ajudar no repouso do meu pai em casa. Ele vem pra cá em seguida e vamos esperar até podermos levar meu pai pra casa. Passei pela recepção e sorri pra senhora Martinez a cumprimentando. Tento ser simpática com ela porque o Harry só passa por ela olhando de cara feia. Ele disse que ela não foi exatamente gentil com ele quando o mesmo chegou ao hospital, no primeiro dia. A senhora Martinez retribui os olhares atravessados do Harry, por isso eu chego a rir dos dois, é engraçado ver que a pequena recepcionista de meia idade não ter medo da cara feia que ele faz toda vez que a vê.
Fui ao consultório do médico do meu pai e conversei com ele sobre os cuidados que precisamos ter em casa ficando um bom tempo conversando e ele me explicou tudo que preciso saber sobre esse período de recuperação. Saindo do mesmo, vou para o quarto do meu pai vendo que já está acordado e o mesmo mostra um sorriso. O meu pai começou a me tratar muito bem ultimamente, acho que é porque ele viu que fui eu quem cuidei dele todos esses dias.
-Oi, Bibis. Eu já posso ir pra casa? -Pergunta ansioso para sair desse quarto.
-Daqui a pouco, pai. O doutor Manollo vai passar aqui e, se estiver tudo bem com você, Harry e eu vamos levá-lo para casa.
-Harry é o seu namorado, não é? As enfermeiras me disseram que é um rapaz muito bem-apessoado, com uniforme de futebol da WSU, te trouxe na pra cá semana passada. -Meu pai descreve o Colin.
Eu não falei com o meu pai sobre o Harry porque o mesmo não queria visitá-lo, então eu preferi não falar nada já que o meu pai ia querer vê-lo e eu não queria ter que obrigar o Harry a fazer isso ou ter que dizer ao meu pai que o meu namorado não gosta dele. Todavia, como o Harry vai levá-lo pra casa hoje, eles vão se encontrar de qualquer jeito agora.