"Eu me identifico com a primavera. E o Harry se identifica com o inverno mais gelado." - Anna Farchild.
"Anna quer se casar, ter filhos e morar numa casa com a cerca branca. Eu só quero me formar, voltar a Londres e morar em um apartamento. E eu ode...
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"Enquanto Harry me quiser, eu vou estar com ele." - Anna.
ANNA
Harry e eu fomos para o quarto assim que Colin saiu do apartamento e dormimos imediatamente, sinceramente estávamos cansados. E nesta manhã, acordei com os beijos de Harry em meu pescoço e, em menos de um minuto, ele estava sobre mim me beijando. Rapidamente pegou uma camisinha, a colocou, e estava dentro de mim.
Desta vez, não senti dor nenhuma o que ocasionou num bom sexo, Harry sabe exatamente onde me tocar e o que fazer para me fazer gritar seu nome, entretanto posso me gabar de que consigo deixá-lo louco, eu posso perceber pela respiração e o verde de seus olhos que ficam quase negros de desejo.
No momento, ele está deitado de bruços na cama dormindo profundamente. Ele fica tão lindo sem a ruga - quase constante - que ostenta entre as sobrancelhas, parece mais jovem e despreocupado. Eu estou apaixonada por ele, não há nada que eu não faria por ele. Parece ridículo - eu sei, - mas qualquer coisa nessa vida será melhor do que não ter mais manhãs como essa com o Harry.
Eu já o conheço bem e sabia, desde que o vi pela primeira vez, que ele não era exatamente o tipo de cara que as mães sonham para serem namorado das filhas, sei que ele já deve ter transado com um monte de garotas - ele usa as mãos, a língua e o corpo muito bem para ter pouca experiência no assunto, - mas eu quero ele. Não me iludo com a esperança de mudá-lo e sei que - provavelmente - nosso caso não vai durar muito. Por isso, vou aproveitar cada minuto com o Harry e sem arrependimentos.
Enquanto Harry me quiser, eu vou estar com ele.
Levanto-me, pego meu celular e o ligo - já que desliguei de madrugada para garantir que Colin não conseguisse ter contato. Ao ligá-lo, sou informada por duas chamadas perdidas da minha mãe, mas depois ligo pra ela, não quero estragar meu dia com o Harry.
"Ela deve estar querendo que eu vá passar um fim de semana na casa dela para me mostrar a algum futuro aliado político."
Vou tomar um banho e, ao voltar, Harry não está no quarto. Escuto risadas vindo da cozinha e sei, sem sombra de dúvidas, que Trish e Caroline estão aqui e estão prestes a comer o fígado do Harry no café da manhã. Por isso, me visto correndo e saio do quarto pra salvá-lo porque sei que - com elas - ele não se saíra tão bem quanto com o Colin.
HARRY
Acordo depois do sexo matinal com a Anna esta manhã ouvindo o chuveiro. Fico tentado a entrar, mas sei que não posso ir muito rápido. "Porra! Ela acabou de perder a virgindade e ainda não está acostumada com o meu pau."
Levanto da cama, visto minhas boxers, prendo meus cabelos num coque e vou até a cozinha pegar um copo de água. Pelo caminho, sorrio sozinho lembrando do que fizemos essa manhã. Eu queria fazer amor com ela devagar, mas mal consegui colocar a camisinha antes de entrar nela. Ela me deixa louco de tesão, é mais que tesão - eu preciso estar dentro dela, olhando em seus olhos para sentir que ela e minha. - Sempre achei que o sexo fosse uma forma de sentir prazer e aliviar o estresse, mas com a Anna é diferente: eu quero me conectar com ela, quero ser ela e que ela seja eu, quero que ela entre na minha pele e eu na dela. Eu preciso senti-la junto de mim. Quando transei com ela, pude sentir todos seus sentimentos claramente através de seu rosto e corpo, como se eu estivesse dentro dela - não meu pau, mas eu todo. - Isso é estranho, eu sei, mas não sei explicar de outra forma.
Estou distraído tomando minha água de frente pra pia quando ouço um gritinho de espanto. "Puta merda!"
-Meu Deus! -Uma garota morena exclama com seu pijama da Hello Kitty. Ela é muito gostosa, mas nem eu e nem meu pau está ligando para ela. A minha libido só quer a Anna, por isso – com esse 'constrangimento' - tusso sem graça.
"Que merda, onde está a Anna?"
-Você é o Harry, certo? Já te vi por aí antes. -Pergunta meio séria, contudo não parece brava. -Nunca imaginei que seria você a tirar certas partes da anatomia da Anna. -Comenta sorrindo.
-Sim, sou o Harry. -Afirmo a ela ignorando o resto do que disse. "Que enxerida."
-Caroline, me traz logo essa merda de aspirina antes que os meus miolos saiam pelo nariz e... -Uma loira entra na cozinha e para de falar arregalando os olhos ao me ver. Já conheço as duas amigas da Anna, de várias festas, e penso que é muito estranho que nunca tenha conhecido a Anna até semana passada.
Também agradeço aos céus por nunca ter dormido com nenhuma das duas.
-Meu Deus! -A loira também exclama.
Depois de alguns segundos em um silêncio constrangedor, ambas se olham e começam a rir.
-Venha aqui, Harry, queremos saber como você, entre todos, conseguiu fazer a Anna abrir as pernas. -A tal Caroline diz rindo e abrindo armários enquanto a loira se senta numa cadeira esperando suas aspirinas.
O que ela disse foi ofensivo e nem - por um caralho - eu vou contar a elas sobre a minha intimidade com a Anna. O jeito que ela falou me fez sentir como se ela só quisesse me fazer sentir parte da 'família' delas, então não fiquei puto e sorri para ela.
-Já chega, amiga. -A loira diz. -Me desculpe, Harry, não sei se a Anna te disse, mas essa aqui faz jornalismo e tem um grande talento pra repórter investigativo. -A morena dá de ombros.
-Tudo bem. -Digo a elas. -Eu não ia contar nada a ela mesmo e nem sob tortura. -Digo rindo e elas riem junto.
Elas dizem que vão fazer o café da manhã e a loira, Trish, reclama que está com uma ressaca horrível. Enquanto isso, a morena - Caroline - coloca massa de panquecas numa tigela e diz a Trish pra se conformar, já que ela está só com ressaca física e não moral.
Nesse momento, Anna chega na cozinha com seus lindos olhos verdes azulados assustados e olha pra nós três. Ela está adorável com a minha blusa preta do avesso e um short ridículo rosa de corações. "Ela veio me salvar." Sorrio pensando na situação. A minha Anna veio correndo me salvar das suas amigas.