"Eu me identifico com a primavera. E o Harry se identifica com o inverno mais gelado." - Anna Farchild.
"Anna quer se casar, ter filhos e morar numa casa com a cerca branca. Eu só quero me formar, voltar a Londres e morar em um apartamento. E eu ode...
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"Com o Harry é sempre assim: Em uma hora está tudo bem e de repente ele surta e fala uma merda como a que disse." - Anna.
ANNA
São oito horas e eu estou na portaria do meu prédio esperando o Harry para sairmos pro nosso encontro de comemoração dos nossos três meses. Ele fez questão desse encontro, então lá vamos nós. Harry chega e, antes que eu possa abrir a porta do carro e entrar, ele sai do banco do motorista e abre a porta pra mim.
-Você é muito apressadinha, babe. Quase não consigo abrir a porta pra você entrar. -Ele diz rindo.
"Harry nunca abriu a porta pra mim."
Ele realmente está disposto de tornar a noite de hoje em um encontro com todas as letras. Não posso deixar de sorrir, isso vai ser divertido.
-Você está linda, babe. -Ele me elogia já com o carro em movimento.
-Você está mais ainda, lindo.
-Eu queria colocar uma roupa mais chique, mas depois eu pensei na porcaria da patinação e resolvi vir vestido de mim mesmo. -Ele comenta, mas ele está lindo do mesmo jeito.
Nós vamos a um restaurante italiano lindo no centro de Vancouver. Percebo que muita gente está nos olhando, contudo, eu acho que não estão reparando como somos diferentes um do outro e sim como o Harry está lindo com um sobretudo preto e cachecol vinho com desenhos de folhas douradas. Acabamos jantando e correu tudo bem. O mesmo eu não posso dizer do cinema: O Harry ficou se mexendo ao meu lado o tempo todo, comendo pipoca e reclamando da cadeira. Depois que a pipoca acabou, eu percebi que ele ficou quieto e dei graças a Deus por ele finalmente estar interessado no filme, entretanto o meu alívio durou pouco porque, em menos de cinco minutos depois, senti a mão do Harry tentando subir pelas minhas coxas e percebo que ele só ficou quieto tempo suficiente pra analisar suas possibilidades de colocar a mão em mim. Deixo-o me tocar e acabo por ter um orgasmo dentro do cinema. Quando saímos, Harry me leva para o carro para irmos patinar no gelo, mas, antes que eu possa dizer alguma coisa, ele me joga no banco de trás e fazemos amor ali mesmo. "Oh, Deus! Que vergonha. Espero que ninguém tenha visto nós dois."
-Você me deixou muito duro dentro daquele caralho de cinema, babe. Se não te fodesse, eu não ia conseguir ir nessa patinação. -Ele diz rindo e arrumando os cabelos que acabei por despentear enquanto ele estava em cima de mim.
Adoro essa impetuosidade do Harry. Ele me quer a qualquer momento e lugar e eu fico feliz de deixá-lo fazer o que quiser comigo porque, só dele me olhar cheio de desejo, eu já fico louca. Chegamos na patinação e o Harry já caiu umas três vezes. A cada vez que cai, ele xinga pelo menos uns dez palavrões e estou vendo a hora que vão nos expulsar da pista. Aqui tem muitas crianças, adolescentes e universitários. Morro de rir porque um grupo de garotas, cerca de 15 anos, estão tentando chamar a atenção do Harry e elas ficam todas vermelhas e sem graça quando ele percebe e joga um beijo pra elas e pisca um olho.