"Eu me identifico com a primavera. E o Harry se identifica com o inverno mais gelado." - Anna Farchild.
"Anna quer se casar, ter filhos e morar numa casa com a cerca branca. Eu só quero me formar, voltar a Londres e morar em um apartamento. E eu ode...
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"Eu amo essa mulher e eu vou mantê-la comigo durante o resto das nossas vidas." - Harry
ANNA
Harry e eu chegamos na casa do meu pai às seis da tarde de sábado. Já se passaram 24 horas desde que recebi a notícia sobre o meu pai e vim correndo para Los Angeles. Coloquei o meu celular para carregar e, assim que eu o ligo, ele começa a pipocar de notificações. Todos os meus amigos querem saber como o meu pai está e até a minha mãe tentou me ligar várias vezes. Mando uma mensagem respondendo a todos e ligo para a minha mãe avisando que o meu pai parece estar fora de perigo, mas ainda não acordou. Ela me pareceu genuinamente preocupada a princípio, contudo, assim que soube que estava tudo correndo bem, rapidamente voltou a sua frieza habitual.
Harry e eu estamos morrendo de fome, então tomamos um banho separados, embora tenha sido difícil manter as mãos dele longe de mim, e eu estou preparando alguma coisa para comermos enquanto o Harry se recosta na bancada da cozinha com os cotovelos sobre ela e o rosto apoiado nas mãos.
-Droga, babe. Eu quero comer você e não essa coisa aí que você está fazendo. Você está me matando. -Ele se lamenta.
-Harry, não seja resmungão. Precisamos comer alguma coisa ou eu vou desmaiar antes que você possa fazer um décimo do que sei que está planejando aí dentro dessa sua cabeça. -Digo rindo fazendo-o soltar uma gargalhada e jogar a cabeça pra trás.
-Você me convenceu, mas anda logo ou eu vou te agarrar aqui mesmo e a sua madrasta pode chegar e morrer de inveja do que eu vou estar fazendo com você nessa cozinha. -Ele sorri e arqueia as duas sobrancelhas para cima e para baixo.
Assim que ele diz isso, paro para pensar que eu nem sei onde a April está. Bem, é bom mesmo que ela não esteja aqui porque eu estou com muita raiva do descaso dela com meu pai.
Harry sobe para o meu quarto para pegar o seu celular e ligar ao pai dele avisando que ele não sabe quando vai voltar para Vancouver e devolver o Range. Consegui convencê-lo a oferecer o carro dele para o pai, caso ele precise. Harry morre de ciúme do seu Ford Mustang, mas eu consegui fazê-lo ser gentil e oferecê-lo ao pai.
Por fim, continuo tentando cozinhar algo que seja ao menos comestível e me distraio.
-Anna, minha querida, como você está? -April entra na cozinha e me abraça.
Ela veste uma roupa de tênis e eu sei que deve ter passado todo o dia tomando coquetéis e jogando tênis no clube enquanto o marido estava entre a vida e a morte. Que linda, né?
-Olá, April. Você tem notícias do papai? -Pergunto só para provocar porque eu sei que ela não tem notícias dele.
-Oh! Eu liguei para o Richard e ele me disse que o seu pai está fora de perigo, graças a Deus. -Richard é o médico e amigo do meu pai. -Sabe, eu estava muito nervosa, por isso eu fui jogar tênis no clube para tentar tirar isso da cabeça. -Ela suspira. -Eu fiquei tão preocupada com o seu pai.