Capítulo 45

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Desculpem pela demora e pelo tamanho do capítulo. É um pouco mais pequeno que o costume, maaaas é fofo! Portanto, boa leitura e deixem comentários e votos, por favor.

MUITO OBRIGADA PELOS FUCKING 80 COMENTÁRIOS, JESUS! CREDO! VALHA-ME DEUS! Muito obrigada a sério, posso não responder, mas acreditem que eu leio tudo e que fico imensamente feliz por todas as palavras que são escritas na caixa de comentários dos capítulos.

*

Pousei o telemóvel abruptamente na mesinha-de-cabeceira, só depois pensando se seria ou não uma boa ideia abrir a porta. Bem, o Mark não era a minha mãe, nem em nada se parecia com ela, tanto física como psicologicamente; porém, ser o Mark ou ser a minha mãe não altera em nada a situação: eu e o meu professor de Educação Física estamos juntos. Mas ele não ficara tão desiludido como a minha mãe, ou até mesmo como o Harry. Apenas surpreso, confuso.

Depois de um breve momento de reflexão, rendi-me e passei a mão de forma brusca pela cara, secando fracamente as bochechas embebidas em lágrimas; em passadas largas e receosas, atravessei o quarto e girei a chave na fechadura da porta, abrindo-a. Ele estava tal e qual o jantar, horas antes, a única diferença era a saca de plástico enorme que ele trazia numa das mãos, recheada de presentes. Assim que o deixei entrar, fechei a porta e tranquei-a novamente, deslizando pela mesa e aterrando de rabo no chão.

"Vim trazer-te os presentes." Anunciou, sentando-se ao meu lado, encostado à parede. "Abre o meu primeiro."

De dentro da sala de plástica, rompida aqui e ali, tirou um embrulho retangular, em papel vermelho com estrelas brancas de vários tamanhos e uma fita dourada bastante maltratada. Sem algum tipo de apetite para o fazer, tirei um dos pedaços de fita-cola e arrastei um pouco de papel pelo conteúdo da prenda, rasgando-o. Uma caixa de chocolates Merci. (Obrigado em francês)

"Tem uma nota." Acrescentou, virando a caixa de chocolates ao contrário.

Peguei no cartão colado à traseira da caixa de chocolates: Merci por seres a melhor irmã de sempre. Mesmo que me odiasse por não ter dito nem sequer um obrigado, tirei o plástico que protegia a caixa e, um a um, fui comendo os chocolates que lá estavam.

"Lá se vai a dieta das espinhas, não é?" Encolhi os ombros. Como se eu quisesse saber disso agora.

A prenda da Martha era um panda de peluche com 50 centímetros, que eu própria tinha escolhido na segunda-feira passada. A prenda dos pais, do Peter e da Catherine - ou dos pais apenas - era uma caneca preta dos Green Day, com uma mão branca a agarrar uma granada vermelha em forma de coração. Dentro da caneca, mais chocolates que iria devorar antes do dia acabar. O Harry ofereceu-me uma figura de ação do Darth Vader - o Harry oferece-me sempre alguma coisa ou de Star Wars, ou de Harry Potter -, e a Anne e a Gemma ofereceram-me uma caixa de Ferrero Rocher, que daqui a nada vou absorver juntamente com os merci e os chocolates da caneca.

O problema de se ter 17 anos é que a imaginação para presentes é pouca, então a melhor solução que encontram é chocolates. E pronto, eu estava a precisar.

"Esta é da Carly e da Miranda, acho." Entregou, por fim, a última prenda. Rasguei o papel de embrulho.

Um frasco gigante cheio de... sais de banho...? Ah, aqui está a etiqueta: Spa-Num-Frasco. Interessante.

"Posso fazer-te uma pergunta?" Assenti. "Podes contar-me a verdade. O que quer que me respondas, não vai sair daqui, não vou contar a ninguém, nem mesmo à Anna, só se me deixares, OK?"

Voltei a assentir e ele soltou uma grade lufada de ar pela boca.

"Gostas dele? A sério?"

Physical Education Teacher Z.M.Onde histórias criam vida. Descubra agora