Capítulo 33

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Antes de mais nada: sabem quem é o Oliver Sykes? Vocalista dos Bring Me The Horizon? Pronto, passei só para dizer que, gente, eu comia-o todo, tipo DE CIMA A BAIXO, DE PÉ, SENTADA, DEITADA, DE LADO, DE FRENTE, DE COSTAS, DE PERNAS PARA O AR, EU COMIA-O TODO GENTE! TODO! ATÉ O RABO TATUADO DELE EU COMIA! COMIA-O NA COZINHA, NA SALA, NO QUARTO, NO WC, TELHADO, JARDIM, CASOTA DO CÃO, GENTE, EU COMIA-O. eu fucking comia-o.

adiante, comentem e boa leitura.

*

O Natal de verdade que se aproximava; estava apenas a um mês de distância e já haviam começado a decorar a cidade com luzes em postes, varandas, lojas, entre outras coisas. As montras estavam já a ser renovadas e a loja de disfarces recebia cada vez mais fantasias do Natal. É mais ou menos por esta altura que eu começo a pensar no que vou oferecer a cada membro da minha gigante família e aos meus amigos.

Eu, a Carly e à Miranda há anos que temos a mesma estratégia: prendas conjuntas, o que acaba por ser mais bonito e, ao mesmo tempo, mais barato, sejam elas prendas de Natal ou de aniversário. A Miranda e eu já tínhamos ideia do que dar à Carly, mas eu e a Carly, no que toca à Miranda... nadinha. Ainda não sei o que vou dar a ninguém - excetuando a Carly - porque parece que, à medida que crescemos, menos presentes parecem adequados de se oferecerem. Quer dizer, a uma criança é dar-lhe um brinquedo e está feito; o que vou dar ao Harry? Legos? E ao Mark? Carrinhos da Hot Wheels?

Suspirei e tombei a cabeça sobre a minha mão esquerda, enquanto rabiscava o meu caderno de matemática com apontamentos. Logo era suposto termos uma aula de Educação Sexual - ou aula de Criação de Laços de União Através De Exercícios De Educação Sexual - e o professor Malik não estava. Pergunto-me como terá reagido à minha resposta de ontem à noite, que foi basicamente não lhe responder nada. Nada me parecia adequado, portanto limitei-me a deixá-lo no vácuo e, de momento, sinto-me a pior pessoa do planeta.

Quando tocou, arrumei as minhas coisas enquanto o meu estômago roncava. Oxalá a fila da cantina seja mínima que eu não quero ter de esperar vinte minutos para comer. Ultrapassei metade da fila ao juntar-me ao Harry, que estava ao telefone sei lá eu com quem.

"E o que queres que eu faça?" Resmungou ele. "Mas... eu não quero saber, ela é grandinha o suficiente, não tenho de andar atrás dela."

Ergui uma sobrancelha. Estariam, o Harry e a pessoa do outro lado da linha, a falar da Gemma, a irmã dele?

"Por amor de Deus, Gemma, ela tem 22 anos!"

Era com a Gemma que ela estava a falar e a sua mãe tem, de longe, 22 anos... Madison?

"O que te faz pensar que se eu lhe ligar ela atende?... Provavelmente foi passear, dar de comer aos patos no parque, sei lá... ela não se vai matar, calma..." Bem que podia. "Gemma, já todo o mundo sabe que ela não regula... Olha, liga-lhe, eu vou almoçar... Adeus." E desligou o telemóvel, com um revirar de olhos.

"O que foi?" Questionei, obviamente com o sangue repleto de curiosidade.

"A Madion saiu de casa ao mesmo tempo que eu e ainda não voltou, como se isso fosse problema meu." Suspirou.

Algo me diz que ela foi procurar o professor Malik; aposto que sabe que ele está... bem... com gripe.

"Adiante, a tua mãe insistiu bué. Parece que vamos passar lá o Natal, mas não ponham azevinho em lado nenhum e não ponham a Martha debaixo dele comigo."

"Oh, credo, Harry. Quem iria fazer uma coisa dessas!" O Mark, claro. E a Catherine.

"Como foi o treino de Vólei? A Annie e a Amy disseram-me que ficaste no grupo fixo."

Physical Education Teacher Z.M.Onde histórias criam vida. Descubra agora