CAPITULO 36

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PONCHO

Bato a porta do escritório com força ao sair. Ainda não acredito que a Anahi vai se prestar a esse papel e embarcar na loucura dos meus pais, ela teve a coragem de me provocar. Passo pela sala sem olhar para os lados, não quero falar com ninguém, sinto raiva dessa situação.
MAITE: Poncho? Aconteceu algu.. - bato a porta de casa sem que Mai termine a frase.
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ANAHI
A conversa com tia Pilar foi estranha e eu nunca imaginaria que ela me proporia algo assim, e pelo jeito como Poncho saiu, nem ele. Eu realmente entendo ele ficar puto, não concordar com as opiniões dos pais porque até eu achava aquilo uma loucura e de início não tinha intenção de aceitar. Mas aí o Poncho se virou contra mim, como se fosse eu a culpada da mãe estar propondo algo tão avesso ao que ele queria, e quando ele começou a me provocar como se eu fosse uma má profissional ou estivesse desesperada por dinheiro, não tive escolha. Quem ele pensa que é para falar daquele jeito comigo? Será que em algum momento ele pensou que tinha algum poder em MINHAS decisões?
ANAHI: Coitadinho.. - dou risada. - Foco Anahi!
Tenho que esquecer esse assunto, parar de olhar o Poncho de qualquer outra forma que não seja profissional. Afinal, não é essa relação que temos agora? Uma advogada com seu cliente? Em pensar que durante uma das muitas noites que não conseguia dormir aqui, me peguei pensando em como seria nossa relação. Ironia do destino.. Volto a arrumar minhas malas metodicamente como sempre faço e, durante todo o processo tento me forçar a não pensar em Alfonso e isso só me faz pensar ainda mais.

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