Quando abri os olhos, percebi que estou no hospital novamente. Logo após João aparece.
- Maryah tudo bem?
- Acho que sim. Apenas um pouco de dor.
- Não precisa se preocupar com a queda abriu alguns pontos mas já cuidei disso. Como você bateu a cabeça vai ficar um pouco em observação mas quando te der alta você vai para casa descansar.
Em algumas horas de observação na sala do hospital, não apresento nenhum sintomas. João me libera.
De volta em casa, eu prefiro não me arriscar e só saio do quarto se for muito necessário. Pois recebo alimentação no quarto, tem Patricia para cuidar do bebê. Não tem porque ficar me esforçando sem necessidade. Tenho que fazer aquilo que for melhor pra mim.
Durante essas duas semanas, foi tudo exatamente assim. Todos os dias João me levou café no quarto, me medicou, me deu bom dia, sempre preocupado perguntando se eu precisava de alguma coisa. Parava apenas para conversar comigo, até me mimando, as vezes trouxe uma flor, um chocolate, e para falar a verdade, estava adorando esse jeito amoroso como me trata, sem cobrar nada em troca. Se ele não aparecia em algum dia, eu sentia já falta, posso dizer que quase uma saudade, meu dia não era bom e só melhorava depois que eu via ele.
Era inevitável não abrir aquele sorriso toda vez que eu o vejo, meu coração acelera, eu perco o chão, o simples fato de ouvir sua voz me faz perder toda razão. Quando ele se aproxima minha mão transpira, minha mente pira e eu já não sei o que fazer. Sei que estou criando algum tipo de afeto por ele, mas não quero criar ilusões mesmo sabendo que ele é um cara bacana. Não sei porque mas acredito que existam muitas coisas em jogo.
Patrícia está sempre ao meu lado, cuidando de mim e principalmente de Joãzinho. Ter ela aqui foi essencial para minha recuperação, mais rápido para cicatrização da cirúrgica e da queda. Porém minhas lembranças continuaram intactas.
João Miguel terminou de me tratar em casa, com os pontos sarados e as costelas recuperadas, me sinto uma nova pessoa, tudo isso graças a dedicação dele.
As vezes me sinto estranha nessa casa, ele também parece estranho em alguns momentos. Uma noite dessas eu escutei ele discutindo ao celular, pedindo calma que logo resolveria. Ele ficou alterado e triste.
No outro dia de manhã, enquanto tomavam café na mesa e eu desci as escadas ouvi conversarem sobre uma outra casa, uma outra vida. Cada vez tudo ficando ainda mais confuso.
- Bella precisamos voltar, não posso mais deixar Luíza com ela. Ta se tornando uma problema, o prazo acabou, tenho que resolver isso ainda essa semana.
- Quando você quiser João, sabe que pode contar comigo sempre. Mas não fica assim. Ao me verem param totalmente a conversa.
Tomo o café da manhã com eles, que não tocaram mais no assunto. Hoje é folga dele, com o calor que faz nessa cidade é impossível sair de casa. Fico no quarto com Joãozinho, nos refrescando com o ar condicionado, da sacada do quarto posso ver João Miguel e Bella se divertindo na piscina. Claro que eu não me dou ao luxo, de alguma forma eu tenho medo de me afogar, nem sei se tenho habilidade de nadar.
Minha atenção é toda dele, o que dizer de João? Ele é tão lindo que até parece um rei, um Deus e ele tem esse jeito de ser carinhoso, sempre preocupado e disposto a ajudar, cuida de mim sem obrigação nenhuma, tem amor e trata meu filho como se fosse dele, ele é simplesmente perfeito, tão perfeito que eu não consigo ver nenhum defeito.
Acho que ele percebe meus olhares pois ele dá um sorriso que me atormenta a mente, me despertando a vontade de provar de seus lábios, um calor percorre meu corpo e me vejo na obrigada de tomar um banho frio para afastar esses pensamentos. Achei melhor não voltar para a sacada. Melhor evitar ele agora, pois há outras coisas que já é tarde demais.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Primeiro olhar
RomansaPLÁGIO É CRIME! PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS. CONTÉM PALAVRAS ILÍCITAS, VIOLÊNCIA E CENAS DE SEXO. Quando nós trocamos o primeiro olhar, o meu coração pediu pra se apaixonar! Será que existe mesmo esse amor ao primeiro olhar? Maryah, é uma jove...
