Capítulo 50

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- O que foi que você disso? João Miguel? Tá de brincadeira Maryah? Ele fica completamente vermelho, sua expressão muda e posso ver com se irritou.

- Quer saber, vamos voltar pra casa agora e você vai me contar tudo que aconteceu entre vocês.

Ele saiu me arrastando, todos que estão aqui simplesmente ficam olhando, fico com muito medo dele, ele está com raiva, pode me fazer algum mau, eu não sei o que é pior, o medo de que ele me machuque ou essa confusão em minha cabeça, sonhos, lembranças, será que são reais, ou apenas ilusão da minha mente, algum desejo criando por ela? E porque mencionei o nome é João Miguel? Nem eu sei!

Em casa, Neto continua com uma fisionomia nada agradável, vamos até o quarto dele e sentamos na cama para conversar.

- Maryah, primeiro quero te pedir desculpa por esse meu jeito compulsivo, sei que fui grosseiro mas só de pensar nas mentiras que ele te contou, o que ele poderia ter feito com você, me deixa louco. Preciso que você me conte tudo, o que te contou ou o que te fez. Me sinto pressionada e não sei se devo contar tudo mesmo, tenho medo mas se ele descobrir sozinho pode ser pior.

- Ele foi gentil, cuidadoso, carinhoso, cuidou muito bem de mim e do bebê, ele não me falou nada de mais, falou sobre sua vida, ele contou algumas coisas sobre a minha. Não sei como explicar, mas ele me pareceu confiável, acabei gostando dele, nos beijamos e você sabe...

- Não posso acreditar nisso que você ta me contando Maryah, você acreditou nas mentiras dele, como fazer isso comigo? Eu aqui preocupado e você se da ao direito de ir para cama com ele! Eu sempre te amei, nem se quer olhei para outra mulher e você faz isso. Você vai ficar de castigo pra aprender a não fazer esse tipo de coisa. Fico com muito mais medo, o que ele vai fazer comigo?

- Me perdoa, eu não sabia que era casada, não sabia que ele estava me enganando, não me machuca por favor.

Ele me leva até o meu quarto e tranca a porta, sai e me deixa totalmente confusa. Não consigo entender nada. E sinto ainda mais falta de João, ele não era assim comigo, me deixava livre, a vontade, me fazia se sentir especial, única, sabia me acalmar com suas conversas, dava todo apoio e atenção que eu precisava, como será que ele está? Será que sente minha falta? Ou se me procurou?

Sei que fiquei dois dias trancada no meu quarto, sem comida, estava mais fraca, só não passei sede porque consegui tomar água no banheiro que tem no meu quarto. Nesses dois dias a casa ficou totalmente em silêncio, talvez não tivesse ninguém. Ouço o portão da garagem se abrir e o carro entrar, logo a porta do meu quarto se abre.

- Maryah, como está?

Me desculpa por ter deixado você aqui trancada mas a raiva me cegou, não deveria ter feito isso com você. Mas assim você também vai aprender a me respeitar e nunca mais me trair, agora venha se alimentar.

Preferi não o responder, nem conseguia olhar na sua cara, depois disso que ele fez fiquei com medo, devagar fui caminhando até a cozinha, estou um pouco tonta mas consegui chegar até a mesa e comer. Estou morrendo de fome, comi um pouco de tudo que está servido na mesa.

Achei melhor ficar na minha e se afastar dele, talvez assim pudesse me proteger de uma certa forma.

Assim fiquei por mais duas semanas, continuava trancada no quarto, apenas saindo para comer.

Nunca tinha visto ele tão revoltado como aquele dia da praia, não queria deixá-lo ainda mais com raiva, agora nem sair de casa com ele eu saía. Estou vivendo uma verdadeira prisão a domicílio.

Um dia do nada, Neto me mandou arrumar todas as minhas coisas pois iríamos se mudar para um lugar mais calmo e seguro, para não aborrecer, eu não fiz nenhuma pergunta apenas obedeci.

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