Capítulo 46

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Com duas semanas de fisioterapia, e muita força de vontade, movido por tranquilo um desejo interminável de encontrar Maryah.

Eu já estava melhor e a verdade é que eu não tinha mais paciência pra esperar as coisas se resolverem sozinhas. Eu não pensava em outra coisa, eu precisava sair e fazer algo.

- Ulisses fique preparado pois hoje mesmo iremos voltar para Blumenau. Tudo começou lá, tem que ter alguma pista.

- Certo senhor, ao seu comando.

Não tinha muito o que se fazer aqui, era isso que estava me afundando e depois de muito pensar, levantei algumas hipóteses.

Cheguei a conclusão de que deveria voltar onde tudo começou, ou seja, deveria voltar para Blumenau, o ponto de partida de tudo. Só que eu não poderia simplesmente sair assim, aconteceram muitas coisas sem explicação e preciso ter cuidado aqui ou em qualquer lugar, pode ser qualquer pessoa, mas eu vou tomar minhas providências.

- Bella hoje mesmo estarei voltando para Blumenau, se passaram quase dois meses e nada de pistas ou noticias, eu não posso mais esperar, preciso fazer alguma coisa logo. Mas claro que não vou sair e deixar vocês aqui sem proteção, contratei uma equipe para fazer a segurança de casa e de vocês, Alan, Maicon, Roger e Davi. Não saíam de casa sem eles, qualquer coisa falem com Davi, ele vai ser o chefe depois que eu for. Logo eu voltarei e Maryah estará ao meu lado.

- Irmãozinho, se cuida e promete que vai ligar todos os dias pra não me deixar preocupada? Que Deus te proteja e que os anjos te acompanhe. Assim ela me abençoa, assim eu espero.

- Amém, pode deixar.

- Agora com você Patrícia, quando minha mulher sumiu, estava com você. Cuide do meu filho, se precisar proteja com sua vida, eu não vou aceitar outro erro. Tenha a consciência que você está sendo responsável pela pessoinha mais inofensiva e importante na minha vida, é tudo que eu tenho dela, se algo acontecer com ele, eu e você vamos se acertar. Somente advertindo. Eu não queria assustar ela, só queria que ela tivesse consciência que em seus braços segura o meu bem mais precioso.

Por mim levaria ele comigo, só pra ter a certeza de que nada vai acontecer, é por ele que eu continuo a procurar, pelo que sinto também. Toda vez que eu o olho, cresce ainda mais a esperança em mim, de um dia a encontrar.

Mesmo estando com meu braço ainda engessado, dirigir ainda é um pouco complicado mas com Ulisses eu vou de carona, depois do acidente eu nem tinha pensando em comprar outro, mas por enquanto prefiro não pensar nesse detalhe.

*

Chegando na casa de Blumenau, vou direto para o andar de cima, sem nem ao menos cumprimentar os empregados, sei que eles esperam por alguma notícia mas agora não é o melhor momento.

Entro no quarto que era de Maryah, sento na cama, fecho os olhos e posso sentir seu cheiro, algumas lágrimas são mais forte do que eu e acabam rolando em meu rosto.

Eu não consigo chegar a uma conclusão final que realmente faça sentido, não se tem nenhum pista, isso não é um sequestro normal, porque ninguém se comunicou? Porque ninguém pediu resgate? Será que ela ainda está viva?

Pego sua bolsa que ficou ali e vejo o que tem dentro. Coisas que toda mulher deve ter, batom, perfume, dinheiro, alguns documentos da faculdade, do apartamento e a chave do apartamento. Eu não sei nada do que ela fez nesse uma ano, onde foi, quem conheceu. Agora mesmo que eu não vou saber, mas se pode ter algo a descobrir, só me resta o ap. Vai ser por lá que eu vou começar procurar alguma pista. Chamo Ulisses e peço que me leve até o apartamento dela.

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