Mais um dia se encerrando sem nenhuma notícia. A noite foi longa, não conseguia dormir, eu apenas queria que amanhacesse logo, para continuar em minhas buscas incessante. Ouvi dizer que insônia é sinal de saudade. Meu deus do céu, pensar nela está me rendendo boas noites sem dormir. Cidades vazias, ruas frias, noites sem fim, as quais atravesso em pensamento, entre lamentos e medos, isolado dentro de mim. Noites silenciosas nem tão perto do fim, onde deitado, porém, acordado, espero calado que tudo isso acabe enfim.
E assim que o sol surge e os pássaros dão graças do seu cantar, eu me levanto e procuro pela casa uma serra de cortar cano, vou até o banheiro onde vou cortando o gesso que ainda está em meu braço. Eu já estou bem e não vou perder tempo indo ao médico somente para isso, se eu mesmo posso fazer.
Sem avisar ninguém saio, o primeiro lugar que vou é na delegacia.
Passo mais de três longas horas conversando com o delegado Bruno, sem nenhuma pista concreta ele apresentou algumas hipóteses.
Eu contei pra ele, tudo que tinha acontecido e falei também do meu ponto de vista, ele achou que era muita loucura mas que é possível considerar pois os dois casos foram muito bem desenvolvido, com o mesmo modo operante, sem deixar nenhum pista e como não fizeram contato, só deixaram os casos ainda mais misteriosos.
Quando saio da delegacia, vou procurar o lugar onde Maryah trabalhava. Não é um lugar difícil de achar. Converso com uma moça da recepção que informa, que José Marcus está há algum tempo fora da cidade, em um trabalho complicado, sem data para voltar.
Terei que deixar essa conversa para outro dia.
Volto para casa e chego a tempo do almoço, mas não senti vontade de comer. Eu reconhecia esses sintomas, não tinha mais vontade de nada, a única coisa que eu quero é achar Maryah mas parece impossível achar ela, essa situação está acabando comigo.
Passo o resto da semana andando, procurando pela cidade na esperança de a encontrar ou ter apenas uma pista, mas não. Como está difícil, eu não vejo mais caminhos para procurar, não quero desistir de procurar, estou desnorteado, ficando louco, não sei mais o que fazer.
Estou cansado e confuso. Vou em um parque da cidade para me distrair um pouco e não sei se foi uma boa escolha, é um lugar onde muitas famílias e crianças vão para se divertir. Tudo me faz lembrar de Maryah, meus filhos, minha família, que alguém roubou.
Vou saindo entristecido do parque, quando uma senhora me para pedindo dinheiro para comer. Eu sempre tive coração mole pra esse tipo de coisa, paro, abro minha carteira e puxo uma nota de 50 reais, com ela cai uma foto de Maryah com Joãozinho.
- O moço tem um coração muito bom, as pessoas quase não entende esse seu jeito, mas como poucos você faz a diferença. Obrigado por ajudar alimentar essa pobre velha.
- De nada, sempre ajudo como posso, a quem me pede ajuda. Pra mim era normal ajudar alguém que quer comer, sempre quis poder fazer mais pelos necessitados. Não importa o modo, eu sempre faço o que posso. Ela se abaixa e pega a foto que caiu, olha para a foto, depois olha para mim, e volta a olhar para a foto.
- Já que você ajudou essa pobre velha, quero ajudar você também, posso? Não acredito que ela possa me ajudar.
- Como que você poderia me ajudar? Respondo sem esperança e com tom sarcástico.
- Esse bebê é seu filho, essa moça é sua esposa. Eu sei que estão sofrendo com a falta dela, posso ver em seus olhos, em seu rosto vejo o desespero, o medo e o cansaço, mas não desista da sua alma gêmea. Você errou e pago, aprendeu a sua lição. Infelizmente ela não aprendeu a lição, a teimosia dela a levou para outro caminho, por isso tudo está acontecendo, são as consequências mas saiba que aonde quer que ela esteja, está bem, um pouco confusa mas é normal. Tudo que você precisa saber, está perto.
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Primeiro olhar
RomantikPLÁGIO É CRIME! PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS. CONTÉM PALAVRAS ILÍCITAS, VIOLÊNCIA E CENAS DE SEXO. Quando nós trocamos o primeiro olhar, o meu coração pediu pra se apaixonar! Será que existe mesmo esse amor ao primeiro olhar? Maryah, é uma jove...
