Capítulo 37

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Levo a jovem que eu nem sei o nome e sua amiga Katlyn em casa, na verdade uma apartamento legal até, deixo meu cartão caso precisasse de alguma coisa.
Como nenhuma delas apareceu fiquei preocupado e voltei ao apartamento da jovem afim de saber se ela estava bem, deixei flores e um cartão mas não obtive respostas.
Minhas festas de fim de ano foi trabalhando, foi triste pois são datas que sempre comemorei com a família, estava atordoado em meio a tantos pensamentos.
Aquela moça de alguma forma, não saía dos meus pensamentos, a cada dez a metade era dela. Foi o mais próximo que cheguei de outra mulher. Mas eu estou aqui por Maryah, ela é meu foco. Voltei lá para me desculpar e nunca mais a procurei.
Os meses foram se passando, eu já estava cansado de tanto procurar e não encontrar, é como se ela tivesse evaporado, sumido, é como se ela realmente tivesse desaparecido. Estava com saudade de casa e da minha filha. Esse é o meu final de semana de folga, e vou voltar a Curitiba, fazer uma visita, recarregar as energias.

*

Hoje cheguei quase no meu horário, estava com muita pressa estacionei ao lado do hospital e sai meio que correndo, até que algo me chamou a atenção. Um Lancer prateado, pego meu chaveiro que levo a cópia dela também, fico tentado a colocar a chave e a porta abre, o alarme toca, eu escrevi rápido um bilhete com o material que encontro e saio correndo para o hospital.
Me sinto feliz, eu encontrei ela depois desses meses todo, aqui do lado do meu trabalho.

Tinha a curiosidade de ver se ainda estava lá mas estamos em poucos médicos e o dia tá corrido, parece que hoje foi nomeado o dia nacional dos acidentes.
Já está anoitecendo e fui tomar um café para espantar o cansaço. Quando volto a sala de emergência, o Doutor Salvatore que está chegando um caso.

- Lancer, se apresse o próximo caso é seu rapaz.

Eu coloco as luvas, o jaleco e mascara, preparado na entrada, para não perder tempo. Não demora muito, de longe posso ver que é uma gestante e quando se aproxima posso ver a moça grávida, foi atropelada próximo o hospital.

- É doutor, não sei se é coincidência mas parece que a paciente é sua parente. Não entendi a ironia dos auxiliares.

Colocam as mãos sobre a barriga dela, ela está inconsciente. De imediato peço que a coloquem nos aparelhos, se for preciso que se faça ultrassom para ver a situação do feto. Ao primeiro sinal de sofrimento fetal, não vou pensar duas vezes para fazer o parto. Essa moça não é estranha, tento lembrar de onde e só depois percebo que essa é a jovem que ajudei no desfile. Então o mau dela era esse, com certeza estava grávida e não sabia. Mas nem faz tanto tempo, mas acontece.

- Doutor Lancer, com o impacto da batida a bolsa estourou. Mas o bebê está mau posicionado, parece estar enroscado a bacia, é mais indicado a cesariana. Porém seria conveniente chamar o obstetra mas todos estão em casos. O senhor vai ter que fazer esse! As enfermeiras que atenderam ela estão com os pertences, caso queira olhar. Vamos preparar os instrumentos.

Vou até a sala das enfermeiras, pergunto sobre a moça que deu entrada, elas me dão o cartão de acompanhamento da gestante. Seu último acompanhamento foi hoje, ela está de 36 semanas, o bebê vai ser prematuro. Viro para ver o nome Maryah Lancer. Não sei se rio de nervoso, de idiota que isso parece. Quem foi o imbecil que fez essa brincadeira? Ela não é minha mulher. Não se parece com ela.
Não pode ser, eles tão apenas brincando comigo. Não é Maryah, ela é totalmente diferente. Reviro mais um pouco, todas documentos dela. Mas o cnh, é ela mesmo?!

Volto a sala de cirúrgica correndo, estão todos a minha espera mas antes de começar a fazer a cesárea, eu preciso ter certeza que é ela, e só tem um jeito. Pego o braço da moça e olho, é a mesma tatuagem que a minha. Sim, agora eu tenho certeza que é ela, minha Maryah.

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