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Projeto De Formiga Beijoqueira

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  Depois do ocorrido, sabíamos que tínhamos que agir o mais rápido possível. Porém dessa vez, o que foi bem incomum, Tony queria fazer as coisas com calma. O que me surpreendeu e me deixou furiosa.
Ele já estava passando dos limites pedindo que tivéssemos paciência. O que já não me restava muita.
Dentro de uma nova armadura, já que a minha foi danificada, pude sentir meu peito subir e descer rápido contra o metal da armadura por estar calada com aquele absurdo.

- Já chega! - bati o pé contra chão e acabei com a discussão que acontecia na sala. - Não temos tempo para discutir o que vamos ou não fazer. E também não temos tempo pra enrolação, se ninguém vai fazer nada eu faço.

Baixei meu capacete energizei a armadura grudando a arma gravitacional nas minhas costas, e peguei o reator o levando comigo. Por ele ser funcional e pequeno pude levá-lo sem muito esforço.

- Charlotte você não pode fazer isso sozinha. - Steve entrou na minha frente me segurando pelos ombros.

Eu levantei a máscara o olhando nos olhos, minha expressão não era das melhores.

- Eu sugiro que saia da minha frente Capitão. - Steve pareceu se assustar com minha reação. Só mais uma prova de que ele não me conhece.

- Charlotte, nós vamos com você. - Natasha pôs o escudo de Steve no suporte das costas dele batendo no ombro do próprio. - Você tem razão. Só estamos perdendo tempo.

- Natasha. - Steve não concordava com Natasha.

- Vai se acovardar? - ela levantou a sobrancelha para ele que soltou o ar dos pulmões. - Muito bem garotão. - ela bateu no escudo nas costas dele se virando e eu fui junto.

- Ele não vem, não é Nat? - estávamos andando pelo corredor.

- Ele vem sim. Vai convencer os outros que estamos certas. E então? - olhou para mim. - Qual é o plano?

Natasha era uma ótima amiga e sabia a hora certa pra agir.

- O plano é simples. Vamos bater educadamente na porta deles e oferecer o reator em troca deles irem embora em paz.

- E como pretende dizer isso a eles? Se não percebeu eles parecem não falar nossa língua.

- Deve ter algum jeito.

-Então vamos descobrir.

Natasha se segurou em meu pescoço e descemos voando para perto da nave dos ceifadores.
Mas para nossa surpresa e da nossa equipe que veio logo atrás, os ceifadores pareciam nos esperar fora da nave. Nem precisamos bater na porta deles.

- E como vai ser agora? - Steve perguntou assim que parou do meu lado esquerdo.

- Não sei. - sussurrei saindo da armadura. Lembrei da reação de um deles quando me viu ser expulsa da armadura.

- Charlotte não. - Steve segurou meu pulso para que eu não fosse mais pra frente.

- Olha a reação deles por me ver sair da armadura. - ele soltou meu braço mais ficou alarmado em ver que um casal se aproximava. Mesmo assim não pegou o escudo, ele queria demonstrar que estava ali em paz.

Eles chegaram até a gente falando em português. Agradeci mentalmente por minha ter me ensinado a falar o idioma desde pequena.

- Eu falo esse idioma, mas eles não. - apontei o resto da equipe.

- Seu povo é estranho, falam muitas línguas. Não tem como absorver tudo o que vocês sabem nesse sentido. - eu não entendi, como absorver?

- Como assim absorver? - a mulher sorriu para ele que fez um gesto de cabeça e se aproximou mais. - Mais o que estão fazendo?

A mulher se aproximou de Steve, e o homem se aproximou mais ainda de mim sem que eu percebesse. Ele me segurou com rapidez e juntou nossos lábios.
Aquele projeto de formiga estava me beijando?
Eu não fechei os olhos é claro! Minha expressão era de surpresa, enquanto a dele era de concentração.
Não demorou muito e ele me soltou, me deixando com um gosto ruim na boca. Parecia que eu tinha voltado a China e comida aquela comida que tinha formiga que experimentei e que eu não gostei.

- É assim que aprendemos uma nova língua. - o homem respondeu ao voltar a sua posição anterior falando em inglês.

- A que ótimo! Poderia ter avisado antes. - cruzei os braços olhando o casal a minha frente. - Sem contar que esse gosto horrível de formiga não vai sair tão cedo da minha boca.

- Vai uma balinha de menta aí, Charlotte? - Scott debochou.

- Vê se não enche. - respondi entre dentes.

- As formigas são ricas em proteína. - A entendi o gosto de formiga. - Sei que sabem o que viemos fazer aqui. Não tem como vocês nos fazerem mudar de opinião.
Precisamos da energia que vem do núcleo da sua terra.

- E quanto tempo a energia do nosso núcleo vai durar? - descruzei os braços e olhando o ceifador a minha frente, pus as mãos na cintura esperando sua resposta.

- Dura três décadas, de acordo com as contas do seu povo.

- Tá, deixa eu vê se entendi. Vocês vão destruir um planeta que tem bilhões de anos, para fazer o seu sistema funcionar por apenas trinta anos. Me corrija se eu estiver errada!

- Você está certa. - ele respondeu secamente.

- Eu tenho uma proposta para o seu povo. Para que não tenham mais que desistir outros mundos para sua sobrevivência.
E então o que me diz?

- Eu sou o general o segundo no comando em nosso sistema, tudo passa por mim antes de chegar a nossa rainha. - se era assim então eu falaria com ele.

- Projetamos e montamos um reator que tem poder de prover energia para sua nave eternamente. Nunca mais vão precisar destruir civilizações inteiras. - a mulher que "também absorveu" nosso idioma por meio de Steve, estava traduzindo tudo para seu povo. Eles pareciam bem felizes por não ter mais que destruir outros planetas. Ou porque teriam energia sem muito esforço, nunca vou saber o que se passa em suas mentes.

- Vou informar a nossa rainha. - assenti com a cabeça.

- Ah, e da próxima vez tentem bater na porta antes de atacar. Uma boa conversa pode resolver as coisa bem mais fácil do que partir para luta.

- Tivemos muitas baixas por causa do ataque. - falou a mulher.

- Nós também tivemos, seria bom que não se repetisse. Por que ao contrário de vocês, temos soldados em todo o mundo. - Steve não estava para brincadeira. - Derrotamos Thanos que tinha um exército muito maior do que o nosso. Somos os Vingadores, o nosso planeta pode até ser destruído mas vamos vingar a sua queda.
- Steve estava bem sério, mas eu estava com um sorriso de lado no rosto.

- Nosso planeta pode até morrer, mas seu sistema também morrerá. Não vamos deixar barato. Então pensem bem, se querem viver ou morrer junto com a terra!

Eles pareciam em dúvida sobre o que fazer. O que eles fariam por enquanto era informar a sua rainha sobre a nossa conversa.
As condições eram claras! Se nosso planeta vivesse eles viveriam em paz, se nosso mundo morresse eles também morreriam. Era uma escolha simples. A não ser que a rainha deles fosse uma tirana.

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Será que a rainha dos ceifadores é burra o suficiente para matar todo o seu povo? Vamos descobrir no próximo capítulo.

   E não se esqueçam de votar e comentar.

       Bjs de luz 😘

A Garota De Ferro Histórias para pegar e não largar. Descubra agora