Naquela mesma noite...
Corri para o Rio de Janeiro pagando um absurdo por um voo fretado. Malditos paparazis. Nunca imaginei uma coisa tão inocente gerar tamanho bafafá na imprensa. Minha irmã se assustou quando joguei meu celular contra a parede de tanto ódio em ver minha foto insinuando algo com aquela criança. É isso que Gabriela é, uma criança que mal saiu das fraldas. Se essa notícia chega aos ouvidos da Sabrina, não quero nem imaginar.
Cheguei no Rio de Janeiro por volta das 22 horas com um celular novo tentando falar com ela. Não consegui então meu celular tocou.
- Fala Rafa. - Disse puto.
- O que você está fazendo cara?- a voz de crítica dele não passou despercebido.
- Agora, chegando no Rio. Quero falar com a Sabrina antes que ela veja as notícias. Estou indo pra casa dela pra...
- Vem pra boate da Barra que é mais certo de achar ela. - Ele disse em um tom nada agradável.
- Que? - Deus, será que ela viu a tal reportagem? Caralho!!!
- Ela está aqui com uns amigos. E pelo que estou vendo, um pouco mais animada que o normal! - Ele disse... Atrás Cecília pedia o celular. - Enzo, vou te dar um conselho, mulher enganada sabe se vingar melhor que ninguém.
- Eu não a enganei, aquela garota é irmã do meu cunhado.
- Então não perde tempo meu amigo, ou o corno da vez vai ser você! – Rafa falou me deixando mais agoniado.
Meu sangue ferveu. Em menos de 20 minutos estava lá, entrando naquele lugar. Não sei o que faria se a visse com outro homem.
Entrei vasculhando o lugar com os olhos. Logo encontrei Rafael no camarote de sempre e assim que me avistou me indicou com a cabeça o local onde ela estava. Próximo ao balcão.
Fui caminhando quando a avistei. Estava agarrada a um homem moreno, que dançava com a coxa no meio de suas pernas mexendo o corpo tão perto que parece que iam trepar ali mesmo. A mão em sua cintura devia estar coçando para descer. Passei a mão sobre a cabeça tentando manter o fio que se rompia de controle. Uma mão se colocou em minhas costas. Me virei e levei um tapa imenso.
- Eu te avisei para não magoar a minha amiga! - Patricia se preparou para dar uma joelhada em meu saco, mas defendi na hora segurando também seu pulso.
- Aquele caralho todo é mentira! Aquela garota é quase minha irmã. Irmã do meu cunhado, criada comigo. Vim correndo para tentar amenizar o que essa porra de matéria faria e encontro aquilo! - Apontei para Sabrina que ria nos braços daquele infeliz. Parecia se divertir bem. - Soltei sua mão indo furioso até ela. Coloquei a mão no ombro do rapaz que estava com ela o afastando para trás e quando finalmente ela me olhou se assustou, mas logo seu rosto mudou para desprezo. - Acho que posso dançar também!
- Não estou afim! - Ela saiu andando. Fui atrás deixando para trás aquele imbecil que estava se esfregando nela.
- Pode parando aí. Você estava se esfregando com um cara qualquer e sai puta comigo? - Falei furioso.
- Fica tranquilo, isso não vai sair nos jornais amanhã! Diferente de mim, você não será um corno publicamente. Aliás, o que você está fazendo aqui hoje?
- O que eu estou fazendo aqui!? - Repeti com um sorriso de nervoso.
- Não tinha que voltar amanhã somente? Enjoou da garota?
- Caralho não tem outra garota!
- Não, o povo que lê fofocas são todos tão loucos quanto eu! – Ela parou perto do balcão, cruzou os braços se virando então pude ver praticamente toda a lateral de seu corpo exposta.
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Sabrina
RomanceSabrina é uma menina problemática com uma família cheia de problemas e por essa motivo foge de romances... até agora
