- Você ouviu a conversa. - Disse quase num sussurro, dando a volta no sofá e sentando-se ao lado dela. - Quanto tempo estava ali?
- O suficiente para ouvir o que talvez não pretendia me contar tão cedo. - Respondeu a olhando. Emma ajeitou-se no sofá ficando de frente para ela. - Quem é ela? E não me diga que é apenas uma colega de trabalho, eu vi a forma com que ela gritou seu nome quando aquele tiroteio começou. Foi a partir do grito dela que vi que estava naquele meio, me desesperei e saí do carro sem que Isabella tivesse a chance de me impedir. Vi a forma que ela salvou sua vida, depois como discutiram. Não pude ouvir o que diziam uma para a outra, mas qualquer um via ali o quanto ela estava preocupada com você. - Disparou passando uma das mãos na testa, seguindo os dedos entre seus cabelos.
- Kristen é minha ex namorada. - Disse de uma só vez. Emma juntou as sobrancelhas mostrando uma expressão de brava. Em partes Spencer diria que ela fica linda brava, mas não nessa situação.
- E não pretendia me contar? Você está trabalhando com sua ex namorada, que aparenta querer sei lá o que com você e não ia me contar? - Disparou mais uma vez demonstrando sua indignação.
- Eu a conheci no distrito de San Antônio quando entrei para o FBI, acabamos nos envolvendo e quando vimos não dava pra parar mais. Porém um dia ela simplesmente foi embora e não me deu mais notícias, nunca mais soube dela, nem ao menos o porque havia ido embora. - Ela respirou fundo. - Fiquei anos tentando descobrir o que fiz de errado, o que tinha de errado comigo, e quando finalmente me vi livre de todo aquele sofrimento, tranquei o que ainda restava a sete chaves e segui minha vida, afirmando sempre que jamais me apaixonaria de novo. Mas aí apareceu você e tudo mudou, você me ensinou a amar novamente. - Ela olhou com pesar para Emma. - Eu não disse nada antes porque não queria que ficássemos justamente assim.
- Assim como Spencer? - Perguntou a olhando.
- Nesse clima horrível, Kristen faz parte do meu passado, passado esse que deixei em San Antonio quando decidi construir uma vida com você aqui. E nada do que ela faça para tentar consertar o que fez comigo, vai mudar o que sinto por você. - Respondeu tentando ser o mais sincera possível.
- Acha que devo me preocupar com o fato dela trabalhar no mesmo distrito que você?
- Claro que não! - Respondeu de imediato. - Amor... - Spencer segurou uma das mãos de Emma. - Eu amo muito você, e você já sabe o que sou capaz de fazer por nós. Por que deixaria que algo destruísse o que conquistamos? Por que deixaria que algo atrapalhasse nosso relacionamento? Como deve ter ouvido, estou evitando ela desde que a vi entrar naquela sala. Estou deixando claro que eu não quero nem saber o porquê ela me deixou, isso já não me interessa mais, já não me importa mais. Eu só quero ficar bem com você, ser feliz com você.
Nesse instante Emma aproximou seus lábios dos dela, e pousou um beijo rápido no mesmo, e mantendo-se de olhos fechados ela abraçou Spencer com força. Spencer conhecia bem aquele abraço, então a envolveu em seus braços, e ouviu a confirmação do por que Emma a abraçava daquela forma.
- Tenho tanto medo de perder você. - Sussurrou.
- Não vai. - Spencer Sussurrou de volta a apertando mais contra si.
° ° °
Em um barzinho da cidade Kristen bebia algo enquanto conversava com seu amigo, esse vez ou outra revirava os olhos enquanto ouvia suas lamentações e reclamações. Ela já havia perdido a conta de quantos drinks já havia tomado, a princípio pensou ser fraco e que não a deixaria tão bêbada, mas aos poucos o álcool foi batendo e quando se deu conta já havia subido pra cabeça.
- Eu vou conversar com ela, mesmo que ela não queira, ela vai me ouvir. - Murmurava deixando o rapaz entediado com todo aquele assunto.
- Vai mudar alguma coisa se ela souber? Por que eu sinceramente acho que não. - Opinou a olhando. - Ela já demonstrou de todas as formas que não quer saber sobre o que te levou a deixá-la. Por que é tão importante assim?
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A Escolha (Um Romance Lésbico)
RomanceSinopse: Deixa Eu me apresentar, Spencer Coleman, é o meu nome e eu perdi os meus pais quando tinha 5 anos, mesmo com a pouca idade aquela noite jamais saiu da minha mente, muito menos algo que me faria reconhecer o culpado por isso. 17 anos se pass...
