11.

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Ruan ficou me encarando por uns segundos sem falar nada apenas me olhando nos olhos. Eu sabia que se eu não dissesse alguma coisa eu iria acabar me arrependendo.

_Eu não acho uma boa ideia se envolver em relacionamentos, Ruan._ eu falei, mas ele continuou me olhando nos olhos e avançou um pouco em minha direção. Eu já sentia minhas pernas ficando mole.

_OK. Eu também não acho._ ele disse baixo.

_E eu também não sou de sexo casual._ Falei ficando com as costas na parede quando ele avançou um pouco mais.

_Eu gosto._ ele falou ainda com os olhos em mim.

_Então não tem como ter um "nós" nesse momento._ minha voz já estava mais baixa do que eu queria que estivesse.

_Isso é o que você acha certo fazer._ eu concordei apenas acenando com a cabeça. Ele pegou uma mecha do meu cabelo e brincou entre os dedos._E o que você gostaria de fazer, na verdade?

_Como?_ perguntei.

_Olha nos meus olhos, Luísa. Você disse que não quer qualquer tipo de relacionamento agora porque acha que é o certo a se fazer. E quanto ao que você quer de verdade?_ ele se aproximou mais unindo nossos corpos. O perfume dele me bateu me deixando sem palavras. Eu estava presa em seu olhar hipnotizante.

_Eu..._ ele balançou a cabeça fazendo um biquinho.

_Eu sei, não precisa dizer.

Ruan colou nossos corpos e logo em seguida  nossos lábios num beijo que eu correspondi imediatamente. Sua língua tomou a minha com desejo e meu coração ficou tão alterado que eu podia sentir o nó da emoção se formar em minha garganta.

 Sua língua tomou a minha com desejo e meu coração ficou tão alterado que eu podia sentir o nó da emoção se formar em minha garganta

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A porta do elevador se abriu e duas mulheres vestidas com roupas formais nos encararam sem ação para entrar no elevador. Saí andando e Ruan veio atrás de mim. Se a porta não tivesse sido aberta, sabe-se lá o que teria acontecido.

Ruan me puxou na calçada mais uma vez, mas dessa vez ele deu apenas um selinho nos meus lábios. Ele olhou rápido no seu relógio de pulso.

_Uma pena que eu tenha reunião.

_Tudo bem. Eu tenho que ir no restaurante da minha mãe.

_Anota seu número._ ele me entregou o celular dele e eu anotei o meu número._ Posso ir na sua casa hoje a noite?

_É claro que você pode._ eu falei enquanto brincava com o tecido do seu terno. Ele ficava tão delicioso num desses que a minha vontade era despi-lo.

Ruan se aproximou mais uma vez e respirou no meu pescoço me fazendo arrepiar.
_Já falei que seu perfume parece jasmim?

_Uma vez anos atrás._ lembrei da nossa adolescência.

_Continua o mesmo._ ele inspirou mais uma vez. Ele deu-me um beijo na testa._Preciso ir agora. Eu levaria você se não estivesse atrasado.

_Não se preocupa comigo. Eu pegou um táxi._ dei um beijo em seus lábios e saí andando. Ele me puxou pela cintura e deu outro beijo._Bom trabalho.

_Até mais tarde._ ele falou abrindo a porta do carro, entrou e deu partida me deixando sozinha na rua.

Eu precisava urgente de um carro. Meu pai queria me dar um de presente, mas eu rejeitei. Quero comprar um com meu próprio dinheiro.

Peguei o táxi e fui para o restaurante de minha mãe. Eu queria contar a ela sobre eu e Ruan, mas não sabia como.

_Mãe, manda separar um jantar para mim? Vou receber uma pessoa em casa hoje e você sabe que eu não sei cozinhar.

_Claro, filha. Escolha o que quiser._ ela ficou pensativa e fez um bico preocupada._ É o Vicente?

_Ah! Não. Não mesmo. Zero chances de eu voltar com ele._ fiz uma pausa e ela continuou me encarando. Ela não ia perguntar, mas queria saber quem era a pessoa._ É o... Ruan.

Os olhos da minha mãe se iluminaram.

_Eu sempre gostei dele._ ela disse sorrindo._ vou separar meu melhor prato.

Voltei para casa com o embrulho já eram quase sete horas. Minha mãe queria que eu trouxesse comida para um banquete e não deixou que eu pagasse. Por fim, eu disse que não pagaria se ela deixasse eu escolher apenas o essencial. De sobremesa eu trouxe um pote de sorvete de baunilha.

Entrei apressada na casa. Arrumei o risoto numa travessa e coloquei a garrafa de vinho tinto para gelar.

Tomei um banho. Vesti apenas uma calcinha vermelha de renda. Coloquei um vestido preto justo e de alcinha que dispensava o uso de sutiã.
Escovei os cabelos e de maquiagem apenas o básico com um gloss rosado.

Eu andava de um lado pro outro ansiosa pela chegada Ruan que ainda não havia ligado nem passado mensagem.

Resolvi deitar no sofá e colocar os fones escutando as músicas da Sia e acabei pegando no sono. Quando acordei, já passava das dez horas da noite e Ruan não havia aparecido. Nenhuma ligação.

Respirei fundo e levantei do sofá. Fui para a cozinha e fiquei olhando o risoto sem saber o que fazer. Peguei um prato e servi um pouco para mim. Eu que não ia estragar a comida maravilhosa da minha mãe por causa de homem.

Coloquei o prato no microondas, peguei uma taça e levei junto com a garrafa do vinho para a sala. Liguei a TV e coloquei num filme bem clichê. Se fosse para eu chorar que fosse por cena romântica de algum filme.

Voltei para a cozinha e encarei o pote de sorvete na geladeira, mas eu preferi deixar ele quieto lá. Peguei meu risoto no microondas e fui para a sala. Joguei umas almofadas pelo chão e fiz minha refeição assistindo TV e usando a mesa de centro para apoio do prato.

Meu celular que estava no sofá acendeu com a mensagem. Eu não queria pegar o celular tão rápido, mas eu fiz mesmo assim.
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+55 11 9****-****.
Desculpa por ter dado bolo em você. Clarisse precisou de mim por causa de uns problemas pessoais. Amanhã conversamos.
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Nem respondi a mensagem. Apenas salvei seu número nos meu contatos.
"Clarisse, é claro." pensei.

Despejei o resto do vinho na minha taça e levantei como se eu estivesse brindando.

_Um brinde a Clarisse._ falei e tomei o liquido de uma só vez.

Desliguei a TV e levei as louças para a cozinha. Dormir era o que eu precisava para não pensar demais, então fui para o quarto.

DE VOLTA PARA MIM. (CONCLUÍDO) Onde histórias criam vida. Descubra agora