O mundo de Rose é dividido entre as Pedras e a Poeira. Rose é uma Poeira por sangue e sem títulos por nascimento, filha de falecidos criados e carrega uma grande farsa em suas costas.
Ela foi adotada pelos Rubi e desde então aprendeu a ser uma e...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Não acredito o que vi diante dos meus olhos, estava quase lá, aí de repente uma garota aparece e estraga o meu plano.
O pedido de fuga de Nathew reverbera pela minha cabeça, não podia fazer isso com a minha família, mas se tivesse feito não estaria nessa situação embaraçosa.
Iríamos dividir um príncipe e me envergonho por isso, não por eu querer uma coroa, mas sim por ter provavelmente destruído o coração do homem que eu amo e me agarrado a qualquer oportunidade engrandecente.
Parte de mim se orgulha disso, precisei fazer isto, mas meu coração nega a cada segundo essa sensação.
Terei que competir com uma garota pelo príncipe, terei que conquista-lo primeiro.
O baile continuo, Lord Opala e sua filha estavam conversando com o rei, papai e mamãe não chegaram a falar comigo, pessoas de diferentes pedras vieram os parabenizar. Christopher ainda estava ao meu lado.
- Não era o planejado -- disse ele em um sussurro.
- Não era mesmo -- eu disse e ele riu.
- Pelo menos teremos tempo para nos conhecer Rose -- disse ele.
- Não se anime com isso -- digo.
- Tenho que dançar com a Lady Opala -- disse ele.
- Ela também é sua noiva, seria injusto dançar só com uma -- disse.
- Vejo que é uma boa competidora -- disse ele rindo.
- Não quero brigar pela sua atenção -- disse.
- Não queria que isso acontecesse -- disse ele - Desculpe o incoveniente -- falou em seguida.
- Tudo bem -- falei.
- Já tá na hora da dança -- comentou.
- Então é melhor ir -- falei.
Ele se retirou e foi até Lady Opala. Observei pouco os dois dançante, vi somente eles darem alguns rodopios pelo salão.
Lady Opala dançava bem, parecia uma boneca de porcelana, Christopher a guiava com delicadeza em cada passo.
Ele era uma pessoa gentil, não merecia entrar no meu jogo, mas infelizmente ele era a minha peça mais importante e uma jogada certa ganharia não só a partida, mas também pagaria as dúvidas de minha família.
Não sou uma pessoa egoísta, é o que digo a mim mesma. Papai dizia que os Rubis sempre fazem tudo pela família e pelo que quer e eu honrarei o nome pedra.
*
No outro dia, minha casa estava em uma correria, Madalena, Cássia e Diana arrumavam minhas malas.
De acordo com o que o rei disse, a pedra de minha família e a de Opala ficariam hospedadas no palácio, enquanto o príncipe não escolher uma esposa.
Um jogo de tabuleiro, cada pedra tinha uma peça com a intenção de chegar a coroa e virar dama. Farei o que puder para ganhar.
- Bom dia senhora -- dizem elas em conjunto.
- Já estão preparando as minhas malas ? -- perguntei.
- Não só a sua senhora -- disse Madalena.
- Como ? -- pergunto.
- Não iremos mas trabalhar no Palacete -- disse Diana abaixando a cabeça.
- Por quê ? -- perguntei.
- Não sabemos ainda, foi apenas o que a senhora Rubi disse -- falou Cássia.
- Desfaçam as suas malas -- mandei.
- Senhora ? -- perguntou Madalena arregalando os olhos.
- Vou falar com o papai e a mamãe e providenciarei que continuem trabalhando -- falei.
- Muito obrigada senhora ! -- disse Cássia dando pulinhos de euforia.
- É muita gentileza da sua parte -- disse Madalena e Diana concordou com um sorriso.
- Que isso, vou precisar da ajuda de vocês lá no palácio -- disse - As outras criadas não vão saber me tratar do jeito que vocês me tratam -- falei e elas riram.
- É uma honra trabalhar para senhora -- disse Diana.
- E parem de me chamar de senhora - falei - Meu nome é Rose -- disse em seguida.
- Sim, senhora -- elas dizem juntas Depois do café da manhã já estávamos em uma limousine preta , totalmente normal com apenas uma bandeira com o brasão da pedra de minha família para nos idenficar.
- Papai? -- chamei.
- Diga princesa -- disse ele.
- Não quero que demita minha criadas -- falei.
- Filha -- disse ele passando a mão nos cabelos já quase branco - Sei que irá conquistar o príncipe, elas não terão mais trabalho lá em casa -- disse ele.
- E para aonde elas vão? -- perguntei.
- Para casa querida -- disse mamãe tocando em meu joelho.
- No palácio irá ter novas criadas, não se preocupe -- disse papai.
- Papai, elas vão ficar desempregadas, devem ter família para sustentar, assim como as minhas outras tinham -- disse - Poderia ser eu na mesma situação que elas se o senhor não tivesse me adotado -- falei.
- Filha !! -- disse mamãe com o indicador nos lábios.
- Você é a minha filha, para mim você é uma rubi e não quero que se compare com as criadas -- disse ele baixo mais ainda sim bravo.
- Desculpe papai -- falei olhando para baixo.
- Não terá tarefa para elas fazerem e não posso sustentá-las de graça -- disse ele tocando em meu rosto.
- Por favor -- pedi.
- Me desculpe querida -- disse ele passando o braço pelo meu ombro.
Ninguém falou nada pelo restante da viagem.
Eles me educaram para ser uma Rubi e acabaram esquecendo que eu não era, nunca deixavam eu conversar com os filhos das criadas quando mais nova, tinham medo, medo de me perder, medo que eu me apega-se a uma criada pelo fato de eu ser uma poeira. Provavelmente seria uma funcionária do Palacete se meus pais biológicos estivessem vivos, isso deve doer mais neles do que em mim.