Katherine Hale

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— Espera só um minutinho que eu preciso falar com a Eloise. — paro Peter no caminho para o estacionamento, precisava falar com urgência com a Elô. Estamos pela gloria do senhor na reta final e o professor de Latim pediu uma peça sobre a Mitologia Grega. Sim, uma peça. Eloise ficou no mesmo grupo que eu, e mais outros três alunos.

Ela é uma garota muito inteligente, otimista, honesta, humilde, focada e bastante culta. É bem reservada, na sala de aula não costuma falar com muita gente, e nas apresentações ela fica bastante nervosa, dá vontade de pegar ela e colocar em um potinho.

Tiro minhas dúvidas e marcamos um novo ensaio ainda para essa semana, combinamos de ser em sua casa, pois a mesma mora sozinha e não teríamos interrupções. Viro de costas quando ela vai embora e espero Peter terminar de falar com alguns caras para irmos para casa. Ivy foi embora mais cedo com Melissa em meu Jeep, fiquei mais um pouco para assistir o treino de Peter depois das aulas noturnas, queria comer alguma coisa, meu estômago roncava em necessidade.

— Vamos comprar sonhos de padaria e pão de queijo? — engancho meu braço no seu assim que para ao meu lado.

— Eu acharia melhor um hambúrguer com bastante bacon.

— Pra onde vai toda essa gordura, hein? — passo a mão livre pelo seu abdômen sem resquício de gordura localizada.

— Segredo. — pisca o olho, me beija rapidamente, logo em seguida, abre a porta do carro para que eu entre

— Você não acha que esse Sebastian é suspeito demais não? — Peter pergunta assim que senta atrás do volante.

— Por que? — meu cinto emperra, puxo várias vezes e nada de sair do lugar.

— É estranho ele aparecer assim de repente tão interessado na Mel. Você não acha? — fala enquanto me ajuda com o bendito cinto.

— Sim e não. — olho bem nos seus olhos desconfiada. — Eles são amigos, se encontraram em NY, Mel é incrível e o estranho foi ele ter demorado muito para perceber isso. — desisto de tentar ajuda-lo.

— Eu não sei! Eu não confio nesse cara. Tenho medo que ele só queira usar o livro da Mel para o próprio interesse e acabe magoando ela. Afinal, imagino que ela ainda sinta algo por ele e talvez não esteja raciocinando muito bem. — diz, enfim puxando o cinto por cima do meu tronco e o prendendo na fivela.

— Também pensei nisso. Mas tem algo a mais no meio disso. Não acho que ela ainda goste dele.

— Sério? Por que você acha isso? — pergunta curioso.

— Se ela ainda gostasse dele não estaria enrolando por tanto tempo. Acho que tem outra pessoa em um grau mais alto do que o Seb.

— Se tiver, eu nunca percebi nada. — olha pelo retrovisor dando o retorno.

— Homens nunca percebem nada, meu amor.

— É, mas é diferente. Eu passo muito tempo com a Melissa no planetário e depois na faculdade. Eu acho que eu teria percebido. — apoia o braço na janela fechada do carro.

— Eu diria tempo até demais. — alfineto.

— Ok! É melhor a gente parar por aqui antes que você comece com suas loucuras.

— Loucuras nada! Você chega a ser protetor demais em relação a ela, isso me irrita.

— Falou a que quase bate na namorada do melhor amigo em Nova York. — solto uma gargalhada.

— Nem vem, você também não fica de fora. — digo ainda rindo.

— Claro! Porque assim como você, eu gosto de cuidar dos meus amigos. Você deveria entender e não ficar com ciúmes.

Não Escolhi Te PerderOnde histórias criam vida. Descubra agora