Decepção

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Boa noite meus amores! Cá estou eu de novo e queria agradecer vocês por todo o carinho com a fic e os comentários a cada capítulo. Eu amo demais escrever pra vocês.
E pra vocês já irem preparando o coração, estamos perto do final dessa história (vou chorar? talvez). Mas tem alguns capítulos aí por vir ainda e talvez eu já esteja aí pensando em uma próxima - só talvez mesmo kkkkk que que vocês acham?
Um bom início de semana pra vocês, que ele seja mais tranquilo do que o da nossa furacão aqui! 



Gizelly


Voltamos de Goiânia direto para o meu apartamento. Depois de dias incríveis como aqueles foi difícil me despedir de todos, eu já me sentia extremamente apegada a cada um deles. Tudo tinha corrido muito bem e, quando chegamos aqui ontem à noite, comemoramos o sucesso do fim de semana com uma noite sensacional. Bom, todas com a Rafa eram, mas com toda a provocação e a vontade acumulada nos últimos dias essa tinha sido especial. Agora ela dormia ao meu lado e eu estava preparada para passar o dia assim, mas acordei com vozes alteradas soando pelo apartamento.
Um frio percorreu a minha espinha quando eu reconheci a voz que Marcela tentava acalmar – o que minha mãe estava fazendo ali?  Rafaella acordou também, me olhando confusa. Eu ainda não entendia as palavras que escutava, mas sabia que algo muito ruim tinha acontecido. Levantei, pedindo pra Rafa ficar por ali e assim que saí no corredor vi minha mãe fazendo o caminho em direção ao meu quarto. Marcela tentava impedir, andando à sua frente, mas falhava visto que minha mãe só avançava. Comecei a andar em direção a ela, tentando levá-la para o caminho inverso, mas ela não parou até nos encontrarmos. O que nos fez parar no meio do corredor. Um silêncio pesado pairou no ar por segundos quando ela me viu.


- Gi... – Marcela tentou começar, mas foi interrompida pelo grito da minha mãe.

- Que merda é essa que você fez? – ela olhou bem nos meus olhos e eu consegui ver a decepção cravada profundamente ali. Enquanto meu cérebro tentava raciocinar qual seria a merda que eu tinha feito comecei a notar que ela havia chorado e que o celular estava desbloqueado em sua mão, na outra ela carregava um jornalzinho de Vitória. Talvez vendo no meu rosto a minha confusão ela empurrou o jornal contra o meu peito. Dei uns passos pra trás com o impacto, chegando quase na porta do meu quarto. Segurei o jornal com as mãos tremendo um pouco. Só a presença dela ali já me deixaria nervosa, com aquele tom então, eu estava prestes a desabar. E eu ainda nem sabia o motivo de tudo aquilo até abrir o jornal. Uma foto minha estava estampada na folha das fofocas e eu não estava sozinha. Era uma foto no dia em que as fotos da minha coleção foram tiradas, de quando Rafa chegou e eu a beijei. De quando eu achava que estava em um ambiente seguro. Agora os gritos faziam sentido, mas minha cabeça não muito, um zumbido alto preencheu meus ouvidos – Responde, Gizelly.

- Mãe, se acalma.

- Me acalmar como se você está jogando o seu nome na lama? O nome que eu te dei, o nome da nossa família. Tá espalhado em páginas por aí com essa desgraça de notícia Gizelly.

- Tem mais?

- Tem muito mais. – ela me entregou o celular, aberto na hashtag #girafa. As páginas se lotavam de reproduções da foto que eu vi no jornal e outras de momentos que eu e a Rafa estávamos juntas, não necessariamente nos beijando, mas demonstrando afeto. Fotos que antes deixavam dúvida, mas com a foto do beijo confirmavam uma história que vinha se desenrolando há algum tempo. Pra fechar com chave de ouro, nossas fotos chegando a Goiânia pareciam ter acabado de surgir – Eu nunca entendi muito você deixar esse papinho rolar sabe filha, mas acho que agora faz sentido. Você queria atenção, né? Agora você tem, parabéns.

Brisa LeveOnde histórias criam vida. Descubra agora