Capítulo 4

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Layla on.

Quando chegamos os rapazes sorriram grandemente ao me verem.

— está linda senho....

Eu arqueei uma de minhas sobrancelhas para o peregrino que riu bagunçando seus fartos cabelos Castanhos.

— quero dizer, Layla. -disse ele sorrindo.

Eu sorri de lado assentindo, não quero cordialidade com os que serão meus amigos pelo o que vejo.

— vamos comer, depois vamos a um lugar para animar um pouco. -disse Taylor com um olhar divertido.

— que lugar??. -perguntei  enquanto sentavámos a mesa.

— os Cat's!!. -disse Lúcia batendo palminhas animada.

— os quem?. -questionei confusa.

— é um bar , onde bebemos e dançamos até o dia raiar. -disse William.

— não é um bar, é "O" Bar. -disse Taylor fazendo ênfase nessa parte.

Acabei rindo da cara que o mesmo fez para o irmão.

— vocês são irmãos gêmeos. -falei o óbvio.

A única coisa que muda são a cor dos olhos.

— sim, mas eu sou o mais bonito. -disse Taylor convencido.

— Taylor, nós somos gêmeos. -disse William revirando os olhos.

— mas eu nasci com toda a beleza. -rebateu ele.

Foi impossível não rir da discussão dos dois, são iguais de aparência tirando seus olhos, mas os pensamentos são totalmente diferentes.

Uma moça, ou melhor, uma feérica de cabelos pretos chegou até nossa mesa.

— o que vão pedir?. -perguntou ela docemente.

— o de sempre Mari. -disse Lúcia sorrindo.

Ela assentiu e quando se virou para mim seus olhos me vasculharam por completo antes de se arregalarem.

— minha senhora. -disse ela baixando a cabeça.

Eu fiquei estática e sem reação alguma.

— não sabe como todos aqui estão felizes pela senhora estar aqui. -disse ela sorrindo.

— ah por favor, me chame de Layla. -falei sem graça.

Ela sorriu docemente antes de assentir.

— trarei seu pedido. -disse ela saindo.

— tenho que me acostumar. -falei mechendo em meus cabelos.

Eles sorriram.

A feérica que descobri seu nome ser Mari, trouxe nosso jantar, quando levei a primeira colher na boca soltei um murmúrio de satisfação, os sabores explodiram em minha boca causando várias sensações diferentes, realmente, a comida feérica é mil vezes melhor que a humana.

— como está?. -perguntou William curioso.

— Divina!. —falei encantada— nunca pensei que a comida daqui fosse tão espetacular como diziam nos livros. -falei besta.

Eles sorriram.

— agora, minha senhora, provará muitas comidas diferentes. -disse Lúcia erguendo sua taça.

Ergui a minha fazendo um breve brinde com os três. Assim que o vinho feérico desceu por minha garganta, tive certeza, aqui as coisas são mil vezes melhores que no mundo mortal.

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