Capítulo 42

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Halina on.

Eu fiquei no telhado, observando o sol se pôr enquanto ouvia a minha família gritar lá dentro, provavelmente dando sermões ainda em Nyx.

Eu não liguei.

Ele se salva.

Eu fiquei um bom tempo, até que as estrelas surgissem no céu, então as admirei por horas, até entrar em casa.

— Querida? -meu pai me encarou.

— Hum? -o olhei.

— Você está bem? -perguntou.

— Sim. -respondi.

Até me lembrarem.

— Sabe que posso matar se quiser...

— Pai! -bufei um riso.

Ele sorriu para mim.

— Pense só que maravilha, minha garotinha continua sendo minha e da sua mãe. -ele disse.

— Pela mãe. -sacudi a cabeça rindo.

Meu pai me abraçou de lado, sua asas me acolhendo como um casulo superprotetor enquanto caminhávamos.

— Acho que está na hora de termos nossa conversa de pai pra filha. -ele disse.

— Ah não, eu já sei de tudo! -falei.

Ele me encarou.

— Eu estarei aqui com você do crepúsculo ao amanhecer, te amarei até que tudo não passe de sombras e lembranças. —cantarolei— já sei tudo sobre a sua história com a mamãe, até o que não era necessário. -tossi.

Ele arregalou os olhos, tossindo.

— Bem, Uhum, não era sobre isso, querida. -ele disse.

— Ah não? -questionei.

Ele negou.

— Não estou afim de tocar no assunto de sua parceria e ir quebrar o nariz do meu sobrinho neste momento, queria falar sobre você. -ele disse.

— Oh. -falei entendendo.

Ele nos atravessou, e nós surgimos na sacada, sentados.

— Sabe que sempre pode me contar tudo, não é? Sou o seu pai, mas quero que me veja primeiro como o seu amigo. -ele disse.

Eu suspirei apoiando minha cabeça em seu ombro.

A asas esquerda do meu pai me puxou para perto e ele me abraçou de lado.

— Eu não contava com tudo isso agora. -fui sincera.

— Eu também não, pela mãe, estava considerando te trancar em uma torre, com o jalzahr de guarda. -ele disse.

— Papai! -gargalhei junto com ele.

— Mas o que mais quero é que você seja feliz, minha princesa, o resto é o resto. -ele beijou a minha cabeça.

— Queria um dia ter o amor como você e a mamãe tem. -falei.

— Também não foi fácil para nós. -ele disse.

Eu o encarei, as sobrancelhas erguidas.

— Sua mãe é meio maluquinha, meu anjo. -meu pai disse.

Ele soltou um riso como se lembrasse.

— Mas é a minha maluquinha, e foi isso que me fez me apaixonar por ela. -ele disse.

— E a mamãe...

Corte do AlvorecerOnde histórias criam vida. Descubra agora