Capítulo 9: O fugitivo de Azkaban

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Nick voltou para casa, pegou uma garrafa de Bourbon e sentou-se no sofá de couro da sala de estar. Ainda não acreditava que aquilo tinha acontecido com seus amigos, um dia e tudo mudou, estava com uma raiva tremenda daquele bruxo das trevas que todos temiam, mas agora que ele sumiu as coisas seriam, talvez, um pouco melhores para o mundo bruxo.

E Harry, um garotinho de apenas um ano já tem o destino traçado. Nick ficou com pena dele, ter que viver com os tios trouxas, longe de todo um mundo que conhecia seu nome e seus feitos. Ela queria tanto conhecer esse garoto, e dizer que sentia muito pelos seus pais.

Não queria nem começar a pensar sobre Sirius, o que realmente havia acontecido, sabia que ele era inocente, mas não estava entendendo mais nada. Sua cabeça girava com tantos pensamentos e teorias.

- O que aconteceu irmã? Parece estar enlouquecendo, está com o mesmo olhar de Klaus – ouviu a voz de Kol ao seu lado.

- Meus amigos morreram, o homem que eu... foi preso por algo que não fez, e... é muita coisa para assimilar.

- Caramba, sinto muito, irmã.

Os dois dividiram o uísque, ela contou histórias sobre o tempo que ficou longe daquela casa, sobre as pessoas que conheceu, principalmente sobre o rapaz de cabelos negros que até hoje visitava seus sonhos. Kol a entendeu, a ouviu e apoiou dizendo que o veria novamente. Nick nunca quis tanto que os anos passassem tão depressa.

Enquanto isso acontecia, Klaus estava, surpreendentemente, menos paranóico. Até bebia e jantava rindo com sua família. Mas ainda sim algo incomodava o híbrido. Ele ainda tinha que passar pelas luas cheias, não conseguia usar cem por cento de seu poder, seus dois lados sobrenaturais. Não culpava mais Nick, até porque ela estava o ajudando o máximo que podia, tentando localizar duplicadas pois havia prometido que encontraria uma para o ritual, até passava as luas cheias com ele.

Essa era a parte divertida, ambos se transformavam juntos, e passavam a noite correndo livres pela floresta iluminada pela luz da lua. Nick se lembrava das transformações de Remo, desejando voltar no tempo.

Foi assim que os anos se passaram tão rápido para Nick. Com a promessa que fez ao seu irmão de que encontraria uma duplicata para realizar o ritual, começou a viajar por todos os cantos do mundo. Enquanto procurava seu objetivo, se divertia em festas exclusivas, se aproveitava de homens tolos e apaixonados por sua beleza. Até certo dia, era 1994, cansada de procurar voltou para New Orleans sem nenhuma novidade.

Estava lendo um dos velhos livros empoeirados de séculos atrás, fingindo não ouvir sua irmã que não parava de falar sobre um homem humano que viu hoje mais cedo. Quando a voz de Kol a surpreendeu.

- Nick! O Papai Noel está aqui de novo, mas sem presentes... – ela desceu o mais rápido que pode.

Lá estava ele de novo, a barba branca cada vez maior e mais grisalha, os oclinhos meia lua sempre iguais, e as roupas estranhas típicas de Dumbledore.

- Espero que não tenha voltado com mais péssimas notícias.

- Na verdade não, podemos conversar?

Ela assentiu e o guiou para o escritório onde estava lendo antes.

- Anda Rebekah, para fora. Vai reclamar dos seus amores não correspondidos para o Kol...

- Ah, não... – ouviu Kol reclamar do andar de baixo. A garota loira saiu irritada olhando com arrogância para Dumbledore.

- Então, o que aconteceu no mundo bruxo dessa vez? – Perguntou servindo uísque para os dois, e sentando-se.

- Bom, posso dizer que são boas notícias. Primeiramente acho que gostaria de saber, que Harry Potter ingressou em Hogwarts, já realizando grandes feitos em seus dois primeiros anos, derrotou as tentativas de Voldemort a tentar voltar com todo seu poder, salvando a escola mais de uma vez, claro que com ajuda dos seus fiéis amigos.

- Acho que ele é mais parecido com os pais do que imaginava, aposto que causa problemas como Tiago – ela respondeu sorrindo imaginando o garotinho.

- E ganharia essa aposta com certeza. Bom, ano passado começou o terceiro ano dele, está com treze anos agora. E, como creio que sabe, já fazem doze anos que aquela tragédia aconteceu. Sirius estava em Azkaban – o coração de Nick pareceu pular uma batida com aquele verbo no passado, mas resolveu não o interromper – acontece que ele descobriu que Pedro Pettigrew na verdade estava vivo todos esses anos.

"E, na verdade, Tiago e Sirius decidiram sem comunicar ninguém naquela época que Sirius seria muito óbvio como fiel-do-segredo, decidiram nomear Pedro. Mas ele era espião de Voldemort, e revelou a localização dos Potter. Sirius o confrontou, após a morte dos amigos, foi Pettigrew quem explodiu aquela rua matando os trouxas, cortou o próprio dedo e escondeu-se na forma animaga por todos esses anos como bichinho de uma família bruxa. Sirius o reconheceu em uma foto no jornal e fugiu de Azkaban para ir atrás dele. Indo até Hogwarts.

"Harry descobriu a mentira que todos acreditavam ser verdade sobre Black, que ele havia entregado seus amigos. Um dia, em sua forma animaga, encontrou Pedro, mas ele estava com o melhor amigo de Harry. Ele o levou a força até a casa dos gritos onde a verdade foi revelada. Ele e Remo pretendiam matar Pedro, mas Harry não permitiu, pretendiam entrega-lo aos dementadores assim libertando Sirius, mas não ocorreu como o esperado. Pedro acabou fugindo, Sirius foi pego, mas Harry com seus amigos o libertaram, agora ele é um fugitivo, pois não consegui provar a inocência dele ainda. Peço desculpas, por ter pensado por um momento que ele seria culpado. "

- Não precisa, Alvo. Eu nunca duvidei da inocência dele. Caramba! É muito para assimilar – ela disse levando as mãos à cabeça, mas sorrindo mais do que contente.

- Agora preciso de um favor. Estão todos do Ministério atrás de Black, preciso de um lugar temporário para ele se esconder. Você teria algum, bem afastado?

- Sim, é claro. Tenho uma cabana na floresta do norte da Europa, está preservada com alguns feitiços antigos, mas fazem muitos anos que não vou lá.

Ela passou a localização a Dumbledore, e o agradeceu por vir dar-lhe as notícias que tanto esperou. Ele disse que iria leva-lo lá ainda hoje e se alguma coisa acontecesse a contataria imediatamente. Então aparatou com o mesmo estampido estranho de sempre.

Nick estava mais leve, uma preocupação a menos havia sumido de seus ombros ao saber que Sirius estava bem e a verdade fora revelada. Abriu uma garrafa de champanhe a isso no jantar com seus irmãos, sem muitas explicações do motivo.

Nick MikaelsonOnde histórias criam vida. Descubra agora