Capítulo 42: Recriando lembranças

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Ao olhar ao redor notou que estava na rua de seu apartamento, as ruas largas e molhadas ainda pela chuva da manhã, as pessoas apressadas para seus trabalhos. Os olhos de Sirius brilhando, todas as memórias voltando.

- O que quer fazer primeiro? Entrar ou caminhar.

- Entrar – ele respondeu com um sorriso, aquele sorriso de quinze anos atrás.

Ela segurou sua mão, guiando-o para as portas adornadas e gigantescas do lugar. O porteiro a cumprimentou, pediu se tinha bagagens ela disse que não, por enquanto. Então entraram no elevador, reformado depois de tantos anos, mas o ranger do metal continuava o mesmo.

Eles subiram até a cobertura, o homem de uniforme vermelho que os acompanhou abriu a porta e entregou a chave a Nick que agradeceu antes de fechar a mesma. Antes que pudesse se virar para ver se tudo estava em ordem, sentiu as mãos fortes de Sirius a empurrarem pela cintura contra a porta.

O hálito fresco soprou em seu ouvido.

- Você me prometeu uma comemoração pela minha liberdade, e eu escolho esse lugar, não precisa nem de uma cama, eu trepo com você na parede mesmo.

- Promessas, promessas, quando vai começar a agir Black? – Um sorriso malicioso em seus lábios.

Black a ergueu em seu colo, as pernas enroscadas em sua cintura. A híbrida o encarou surpresa, as mãos dele em suas coxas. Conseguia sentir cada músculo tenso de seu corpo relaxando, cada respiração e frieza metálica de seus anéis. Uma das mãos a segurava em seu colo, a outra se emaranhava naqueles cachos negros.

Ele a provocou, passando a língua por seu pescoço, então seus lábios, sorriu sabendo do efeito que causava, então a beijou, profundamente. O gosto de Bourbon dela lhe preencheu, a língua macia contra a sua. Ela tirou a jaqueta dele e a própria, jogando na pequena mesa ao lado. Black encarou seu corpo.

- Espero que não goste tanto dessas roupas – ele falou puxando a varinha. Com um breve aceno da mesma, um feitiço não verbal, as roupas dela simplesmente se desfizeram em pedaços no chão, deixando-a apenas com as roupas intimas.

De olhos arregalados, mas um sorriso no rosto ela encarou os olhos azuis estrelados dele. Então fez suas garras aparecerem, e com simplicidade deslizou-as pelas costas de Sirius, deixando sua camisa na mesma situação, revelando o peitoral nu coberto de tatuagens.

- Sinto muito, você gostava dela?

- Coisinha cruel...

Suas bocas se encontraram em uma paixão ardente. Ela desceu de seu colo conforme ele se perdia em seus lábios. Usando sua velocidade empurrou-o contra a parede oposta. O beijou ainda mais deslizando as mãos por seu corpo, seu pescoço e cabelo dando um puxão leve para incentiva-lo. Quando o sentiu firme sob a calça não pode deixar de sorrir. Encarou-o nos olhos e lentamente se ajoelhou.

- Pensei que não se ajoelhasse perante homem nenhum?

- Você é a única exceção, amor...

Ele sorriu assistindo pacientemente todos os seus movimentos. Quando sua língua o acariciou, e ela começou seus movimentos ágeis e prazerosos. Se demorou ali, pacientemente, para Black uma tortura deliciosa. Ele jogou a cabeça para trás, agarrando os cabelos negros de sua híbrida. Um grunhido saiu de sua boca, foi quando ela parou e se levantou.

- Acredito... que agora seja minha vez – a respiração falhando na voz grossa de desejo.

Ele a beijou, guiando-a para a mesa. A híbrida sentiu seu quadril contra o mármore frio quando Black a sentou. Segurou seu pescoço conforme a beijava e a empurrava contra a mesa fazendo-a deitar, arqueou as costas ao sentir a superfície gelada. Sirius beijou todo seu corpo, seus seios, barriga, coxas até chegar onde queria, onde tomou seu tempo assim como ela o fez, sentiu seu gosto maravilhoso, até arrancar aquele mesmo grunhido, quase um rosnado de sua parte selvagem.

Nick MikaelsonOnde histórias criam vida. Descubra agora