Capítulo 75: Jogo de escolhas

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Sirius Black...

O que Klaus falou não saiu da minha cabeça por dias, meses, e o pior era que nem havia tempo para conversar sobre isso com a minha híbrida. Ela zanzava de um lado para o outro, sempre preocupada, bolando planos, quando conversávamos era sobre estratégias.

Tirava isso da mente quando Remo e eu íamos as caças de comensais, havia um grupo deles que estava caçando quem dizia o nome de Voldemort em voz alta e os nascidos trouxas que agora fugiam do ministério sob acusação de roubarem magia dos seus ancestrais (uma completa estupidez), e nós tentávamos encontra-los. Já conseguimos impedir alguns poucos ataques deles, os bruxos que salvamos diziam estar do nosso lado e informavam o local onde se escondiam.

Sabíamos que os comensais estavam na mansão Malfoy, e acreditávamos ser para lá que estavam levando os nascidos trouxa que encontravam.

- Droga, droga - falou Remo assim que entrou no apartamento atraindo atenção de todos.

- O que foi Aluado? - Perguntei. Ele apenas me entregou um pedaço de pergaminho amassado, rasgado e sujo, parecia ter sido pisoteado, e nele havia foto de um garoto moreno e uma garota loira pálida, a palavra desaparecidos estava em baixo.

- Luna Lovegood e Dino Thomas, alunos de Hogwarts e amigos de Harry. É possível que tenham sido capturados por isso.

- Além deles o Olivaras também está preso - falei.

- Isso se já não estiver morto - falou a híbrida sendo realista até demais, olhei para ela franzindo o cenho, ela deu de ombros.

- E Grampo, o duende que guardou cofre de Dumbledore por anos - mencionou Remo, - tenho receio do plano deles.

- Então somos dois. De Olivaras querem a varinha das varinhas, acho que isso já deixou de ser história para ele, as crianças creio que ele espera que Harry as vá salvar em um ato heroico. Mas e o duende? Querem o segredo dos cofres?

- Talvez queira pegar algo, não sei - palpitou Remo sem ter ideia do que queriam.

- Sabemos onde eles podem estar, basta fazer uma investida - eu disse, precisava fazer algo, sentir minha vida por um fio, a adrenalina da batalha.

- Ficou louco - falou a híbrida me encarando. - Quer invadir aquela mansão repleta de feitiços que você não sabe que diabos fazem, o ninho dos comensais com o chefão deles lá dentro. Só os dois, brilhante!

- Você não toparia?

- É óbvio que sim, mas eu não tenho ideia de como entrar naquele lugar sem alguém lançar uma maldição da morte em vocês.

- Ela tem razão - falou Remo me abandonando, - precisamos bolar o plano dos planos aqui.

- Se fossemos pegos, entraríamos fácil. Depois é só quebrar as dobradiças de dentro, você já fez isso - argumentei para híbrida.

- Que gênio! Se eles pegarem vocês é para atrair o Harry, vai mesmo fazer seu sobrinho invadir aquele inferno e correr o risco de não conseguir sair? - Mas que porra essa mulher sempre tem razão! Bufei, mas não ia desistir. - Eu também quero liberta-los, mas está impossível nesse momento, vamos pensar em jeito - ela levantou e deu um beijo em minha bochecha, só para diminuir minha frustração, mas não adiantou híbrida!

Ela deu um tapinha no ombro de Remo antes de sair, provavelmente para se alimentar.

- Nós vamos fazer algo Sirius, mas precisamos ser pacientes agora. Não podemos colocar a vida de inocentes em risco, acredite, o que eu mais queria era invadir aquele lugar explodindo tudo.

Nick MikaelsonOnde histórias criam vida. Descubra agora