Capítulo 76: Mansão Malfoy

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Sirius Black...

Não nego que estava difícil ficar longe da minha híbrida. Mas todo esse tempo estava me obrigando a pensar sobre tudo o que disse. Eu queria passar o resto da minha vida com ela e sim eu abriria mão de tudo por isso, mas mudar toda minha essência para isso é muita coisa. Eu sou um bruxo, desde que nasci, é isso que sou, não sei ser outra coisa. Precisava admitir que ela está certa mais uma vez, não quero viver sem magia, ela faz parte de mim, por causa dela eu sou Sirius Black, por causa dela conheci meus amigos, minha família, conheci minha garota. Sim, ela também foi a causa de muita dor e sofrimento, mas sem ela não chegaria onde estou.

Então não, não quero ser um vampiro. Sou um bruxo, sou Sirius Black, sou um animago, é isso que sou. Preciso falar isso a ela, ela vai entender. Se eu pudesse ficaria com ela para sempre, mas não posso deixar de ser o que sou para isso. E além disso, já aceitei a morte, se ela vier ao meu encontro estarei pronto.

A tarde Remo veio ao meu encontro com uma péssima noticia, o pai de Tonks havia sido morto a algumas semanas por comensais, disse que Tonks estavas se sentindo péssima, ao ouvir isso senti meu estômago revirar e raiva crescer dentro de mim. Por isso decidimos dar uma olhada na antiga sede. Não me surpreendi ao ver um comensal lá, mas porque apenas um? Talvez já soubessem que Harry não estava ali? Ou conseguiam ver a sede, alguém haviam revelado o segredo?

- Aluado, eu tive uma ideia - sussurrei.

- Sirius, não - era tarde demais, acendi uma bomba de bosta modificada pelos Weasley, joguei até o comensal encapuzado, ela foi rolando e chiando. Ele analisou a mesma sem entender, até que ela explodiu. O comensal foi jogado para trás, a rua inteira explodiu em fedor horrendo e rosa, o comensal e a rua estava brilhando cor de rosa e purpurina. Queria tê-lo mesmo matado, mas uma concussão já estava de bom tamanho.

Cai na gargalhada sob o feitiço de desilusão, Remo não se aguentou e se apoiou em mim, os dois rindo como doidos, com certeza James também estava gargalhando conosco, conseguia até imaginar sua voz "mandou bem Almofadinhas", viu só, o que seria de mim sem magia. James me espancaria só por pensar nisso.

- Vamos seu idiota - Remo me agarrou pelo braço e aparatou comigo. Cheiro de areia e água salgada invadiu minhas narinas, a cabana de Gui e Fleur estava à frente. Entramos e ainda estávamos rindo, Gui, Fleur, os Weasley e a híbrida com seu irmão Kol, o olhar dela em mim era indescritível, havia muita emoção misturada foi o motivo de me fazer calar a boca.

- Onde os bonitos estavam? - Perguntou Molly.

- Tem um comensal de vigia na antiga sede, acho que sabem que Harry não está mais lá, e tenho minhas dúvidas se já não sabem o segredo do lugar - falei com o apoio de Remo.

- E porque estão tão felizes com isso? - Pediu Kol.

- Sirius explodiu uma bomba de bosta nele. Deixou a rua rosa, brilhando e fedendo.

- Arrasou cachorro. Nossa bomba Umbridge - os dois ruivos idênticos estenderam as mãos que se encontraram com as minhas. - E como ela foi? Teve um desempenho bom? Grande explosão espero, as coloridas estão vendendo como água no deserto - perguntou Fred ganhando um olhar feio da mãe.

- Foi fantástica, ótimo tempo até explodir, tão forte que atirou o comensal para trás - os dois comemoraram. Remo arranhou a garganta me fazendo ficar quieto. - Então o que perdemos?

- Nick estava contando que os vampiros dela estão vindo, os lobisomens estão treinados e prontos para lutar. E os meus irmãos estavam contando como estava a situação de Hogwarts.

- Isso mesmo. Os comensais tomaram conta do vilarejo, estão fechando lojas que apoiam Harry, colocaram até toque de recolher e alarmes nas ruas, qualquer um que pisar lá fora da hora aciona o alarme, e a caçada dos bruxos de preto começa - contou Jorge com o apoio de Fred.

Nick MikaelsonOnde histórias criam vida. Descubra agora