Capítulo 64:Futuro lar

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Sirius acordou com o barulho de coisas batendo, quando abriu os olhos viu vestidos voando para fora do closet. Já até sabia, a híbrida não tinha conseguido dormir de novo e tentou se ocupar com algo.

- Pelas barbas de Merlin, o que você está fazendo?

- Bom dia cachorrão, arrumando essa bagunça. E eu achei isso - ela saiu com um vestido de época azul mar com algumas pedrarias no corpete, o coque bagunçado e as bochechas rosadas quebravam o encanto do vestido apesar dela ainda continuar magnífica.

- Uau... - ele levantou esquecendo que estava completamente nu, ou talvez soubesse pelo olhar dela. - Não alimente minhas fantasias logo de manhã híbrida.

- Desculpe meu senhor, não quis provocá-lo - respondeu com formalidade que usava para encantar os homens séculos atrás, fez uma breve mensura antes de voltar para dentro do closet. Ele foi atrás puxando-a pelo laço nas costas do vestido.

- Quantos nobres você deixou babando por você?

- Milhares, e outros milhares sangrando - ela sorriu perversamente e Sirius soltou um gemido alto.

- Ah, que mulher - ela riu. - Hoje à noite temos que ir para a Toca, mas quero te mostrar uma coisa mais tarde. Nem faz a essa cara de safada aí não, é outro tipo de coisa - ele riu do beicinho dela e se vestiu antes de ajudá-la a arrumar tudo.

Sirius preparou alguns lanches para um piquenique, subiram na motocicleta e ele dirigiu por algumas horas, ainda se mantendo em Londres, passando algumas florestas, pediu para ela fechar os olhos e só abrir quando mandasse. Ele a ajudou a descer da moto e a levou por um caminho de pedras, subiram pequenas escadas e entraram em algum lugar.

- Pode abrir - ela o fez. Um salão de piso de madeira se estendia a sua frente, duas aberturas nas laterais e uma escadaria média a sua frente, um lustre antigo com teias de aranha pendia no teto.

- Que lugar lindo! - Ela sorriu, era uma belíssima casa, conforme andou viu a sala de jantar e cozinha juntas a direita, a sala de estar com uma grande e bela janela que mostrava o jardim: o caminho de pedras, a grama verde parecia ter luz própria, as árvores ao redor com frutos pendurados, e ao longe as luzes da cidade cercadas por colinas. A escadaria levava para três quartos e uma suíte com closet e um banheiro com pia e chuveiro duplo, e todos com grandes janelas que iluminavam todo o quarto. - Por que estamos aqui?

- É minha, ou melhor, nossa - ela se voltou para ele, o sorriso desaparecendo aos poucos. - Não faça essa cara, não comece a se martirizar. Você briga com Remo por isso, mas faz igualzinho - ele levou as mãos aos cabelos, um riso sem graça. Ele caminhou até ela, pegou sua mão e olhou no fundo de seus olhos. - Eu comprei para nós, eu quero um futuro com você, isso foi a única coisa que me distraiu enquanto você estava naquela mansão... eu amo você híbrida. Eu sei que não podemos ter filhos, sei que você é mil anos mais velha que eu, sei que é imortal e que quando eu morrer você ainda vai estar aqui - ela desviou o olhar, não queria pensar naquela possibilidade, um frio na barriga e uma sensação desagradável a acometiam toda vez, não se imaginava sem ele, - mas eu quero ter você do meu lado até eu ficar gagá. Quero morar aqui com você, na casa dos meus sonhos com a mulher dos meus sonhos. Eu, você e Harry, uma família. Por favor... não diga que não pode.

- Sirius - ele suspirou, lágrimas chegaram aos seus olhos. - Eu amo você, mais do que eu jamais pensei que poderia amar alguém e eu... nunca, nunca mais vou deixar você, até seu último suspiro, e nem depois disso pois viverá para sempre comigo, dentro de mim. Essa casa é perfeita, é nossa e é perfeita, como nós.

Ele sorriu aliviado e a beijou com urgência, queria mostrar a ela o quanto a queria, que não viveria sem ela. Ela correspondeu, como amava aquele homem, segurou sua cintura o puxando para perto sentindo o corpo forte dele contra o seu. Ele se afastou sorrindo, limpou as lágrimas.

Nick MikaelsonOnde histórias criam vida. Descubra agora