Capítulo 11: A Ordem da Fênix

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Os dois dias passaram depressa. Ela acordou se vestiu pegou sua jaqueta de couro, já era de tarde quando saiu de sua cobertura e foi até a ponte onde esperou Dumbledore como combinado. Se perdeu por um momento observando a água cintilar ao encontrar a luz do sol, a brisa fresca vinha de encontro ao seu rosto, seus cabelos cacheados esvoaçavam. Uma voz calma e paciente a despertou de seus devaneios.

- A natureza é realmente extraordinária não acha, Nick – ela se virou para ver Dumbledore sorrindo gentilmente. – Bom tê-la de volta.

- Não poderia concordar mais. Então, o que vim fazer aqui?

- Bom, como lhe informei, devido ao estado atual do mundo bruxo sob risco de ataque de bruxos das trevas, a volta de Voldemort e a recusa do Ministério em aceitar que ele retornou, reunimos a Ordem da Fênix novamente. Gostaria que fizesse parte dela.

- É claro que sim, sabe que sempre quis ajudar vocês.

- Sei, e talvez me arrependa em não ter permitido antes. Amanhã faremos uma reunião com todos para separar as missões e discutir o que podemos fazer. Mas hoje pretendo levar você até a sede para conhecer todos, isso se você aceitar.

Ela assentiu determinada. Ele contou brevemente quem fazia parte da Ordem, e disse que a sede é onde costumava ser a Nobre Casa dos Black. Quando já estava começando a escurecer, ela segurou o braço de Alvo, e com um giro e aquela sensação desagradável com a qual nunca se acostumava, pararam na frente de um prédio antigo, na placa da esquina informava "Largo Grimmauld". Nick olhou para um lado e depois para o outro, dizia número onze e na seguinte casa, treze.

Dumbledore ergueu o que parecia ser um isqueiro que apagou as luzes dos postes mais próximos, então entregou-lhe um pedaço de pergaminho escrito:

"A sede da Ordem da Fênix encontra-se no Largo Grimmauld, número doze, Londres"

Assim que leu, ergueu seus olhos para a estrutura na sua frente, onde uma porta escalavrada havia se materializado entre os números onze e treze, e a ela seguiam paredes sujas de fuligem. Como se uma casa extra tivesse se inflado empurrando as vizinhas para os lados.

Dumbledore foi na frente, a guiando pelos degraus de pedras gastos. A híbrida olhou para a porta, a tinta preta desbotada, com alguns arranhões, a maçaneta de prata tinha a forma de uma serpente enroscada, sem buraco de fechadura, nem caixa de correio. Pelo que Sirius havia lhe contado, parecia bem a cara de sua mãe.

Alvo puxou a varinha dando uma batida na porta. Houve uma sucessão de ruídos metálicos e ela abriu rangendo. Ambos cruzaram a mesma mergulhando na escuridão quase absoluta do hall. O olfato apurado de Nick imediatamente sentiu cheiro de poeira e humidade, enquanto Dumbledore devolvia as luzes dos postes.

- Ótimo, vamos lá. Só recomendo que fale baixo no corredor – ele disse baixinho, Nick ficou confusa mas fez o que pediu o seguindo até o final do corredor, e virou-se para entrar na sala de jantar onde uma mulher ruiva e rechonchuda veio até ele.

- Dumbledore, que bom que veio. Espero que fique para o jantar hoje, e trouxe uma visita?

- Ah, sim – ele disse puxando Nick para seu lado. – Na verdade ela será parte da Ordem também. Essa é Nick Mikaelson, uma velha amiga e podem confiar nela, vai nos ajudar bastante.

Ela olhou para os presentes na sala, seus olhos de imediato encontraram os azuis acinzentados de Sirius que a olhou com espanto, ele havia mudado, estava mais velho, com barba, os cabelos continuavam os mesmos (talvez um pouco mais longos). A voz de Remo a tirou de seu transe ao rever aquele homem.

- Nick! Caramba é você mesmo, claro que não mudou nada... – ele a olhava surpreso já haviam se passado quinze anos, desde a última vez.

- E você está esperando o que para vir me dar um abraço – ela respondeu sorridente. Os dois se abraçaram fortemente. Quando se afastaram, Nick notou que Sirius não estava mais ali.

Nick MikaelsonOnde histórias criam vida. Descubra agora