Capítulo 30

38 16 0
                                        

A chuva caia forte na noite fria daquela sexta feita.

O silencio do luto da mansão ecoava pelos corredores.
Porem o que mais preocupava a mulher de cabelos morenos era o homem em meio ao quintal atirando flechas debaixo da chuva.

Mesmo após tudo que ocorreu, Rafael não conseguiu superar o acontecido.
Não conseguiu acreditar que tudo aconteceu por conta de uma vingança corporativa.

Miranda mantinha os olhos abertos presos ao marido.
A mulher estava em pé, encarando a porta de vidro que dividia o campo da sala de estar.

— Devia ir se deitar, senhora.— a voz de Arthur soou pelo corredor, fazendo Miranda virar-se.
O jardineiro caminhou em direção a patroa com uma manta em mãos.

O vento estava castigando a pele de quem o enfrentava e frio não dava brecha a mulher que esperava o marido.

— Até parece que vou conseguir dormir enquanto ele está se encharcando na chuva.— a morena murmurou.— Ele insiste em se castigar!— Miranda voltou a encarar o marido.

O jardineiro riu do comentário da patroa e encarou Rafael debaixo da chuva.

— É a forma que ele encontrou de mostrar que está com problemas. Rafael não é alguém que fala muito sobre seus problemas, mas tem um dom nato de resolver os problemas dos outros.— Arthur riu.
Reconhecia que Rafael era uma pessoa difícil, mas admirava a força de vontade do patrão.

— As vezes tenho medo dele explodir!— a morena murmurou tomando a manta das mãos de Arthur e jogando-as sobre os ombros.

— Acredito que você não permitiria. Ele confia muito em você, assim como nós também confiamos nele.— o jardineiro balbuciou antes de um bocejo.— Enfim, boa noite, senhora.— Arthur murmurou.
O homem deu as costas e seguiu em direção ao seu quarto.

Miranda virou-se novamente para o marido e suspirou.
Arthur tinha razão em dizer que Rafael resolvia qualquer assunto que caia sobre suas mãos, no entanto se afogava todas as vezes que o assunto é sobre si mesmo.

O homem soltou a última flecha e virou-se para a mansão, encontrando os olhos da esposa sobre si.
Caminhou em silêncio em direção a porta de vidro e soltou o arco e flecha no chão.

Abriu a porta e observou o vento agitar os cabelos de Miranda.

— Você não vai entrar aqui molhado desse jeito!— a morena murmurou ao observar o marido por os pés para dentro da sala.

Rafael bufou ao encarar a esposa.
Estava com frio e Miranda não estava ajudando o criticando.

— Quer que eu tire a roupa e ande de cueca pela mansão?— Rafael perguntou como um pigarreio.

Os olhos de Miranda percorreram o corpo molhado de seu marido e sentiu uma chama acender-se em seu corpo.

— Sim...— ele murmurou.— Não! Quero dizer...— Miranda enrolou-se.

Rafael bufou e fechou a porta atrás de si, antes e começar a desabotoar sua camisa.

A morena observou com atenção o homem se livrar das peças superiores até tocar o cinto de couro e o retirar d fivela.

— O que fazendo?— Miranda pigarreou confusa encarando as mãos de Rafael puxarem o cinto.

O empresário encarava com atenção cada expressão de sua esposa.
Percebeu que a mulher apenas o repreendeu, não tentou impedi-lo.

— Estou retirando minhas calças, querida!— Rafael caçoou observando a expressão envergonhada de Miranda o observar.

Sentia o corpo quente. Achava que poderia explodir se Miranda ao menos tocasse seu corpo.
Os olhos da mulher sobre si, o fazia querer provoca-la mais.

Amor MeuOnde histórias criam vida. Descubra agora