Capítulo 14

8.9K 559 48
                                        

Chegamos discretamente pelos fundos do restaurante, na qual Bruno havia dito que sempre o frequentava pois os funcionários já o conheciam e sempre era muito reservados, além de ser próximo ao CT.

Uma mesa já nos aguardava num lugar menos movimentado do restaurante e assim que nos sentamos, o garçom deixou o cardápio com a gente.

- Querem que eu traga algo para vocês já irem bebendo? - o rapaz perguntou e Bruno me olhou.

- Pra mim pode ser um suco de laranja! - eu pedi e o garçom anotou. Eu não poderia beber nada alcoólico por conta do jogo no próximo dia.

- E o senhor?

- Pode ser o mesmo que ela! - o garçom assentiu e pediu licença, saindo.

- Vamos pedir o quê? - Bruno disse analisando o cardápio.

- Já que você veio aqui mais vezes que eu, o que mais gostou?

- Sem dúvidas, esse camarão gratinado de entrada!

- Então vou pedir esse mesmo! Eu nem sei o que significa metade dessas coisas nesse menu, que vergonha! - Eu dei uma risada nasalada e senti minhas bochechas arderem. O jogador na minha frente riu também.

- Desculpa! Achei que você ia gostar daqui!

- Não, Bruno! Eu gostei muito daqui só tô com muita vergonha porque não sou tão chique como você e por isso não estou acostumada com essas coisas!

- Não que eu seja chique mas tudo bem! - ele riu - Na próxima você escolhe! - meu coração errou a batida.

- Vai ter próxima?

- Por mim sim! - eu sorri e o garçom trouxe nossas bebidas - Obrigada!

- De entrada vamos querer o camarão gratinado! - o garçom assentiu e saiu novamente.

Bruno ficou me explicando o que cada prato tinha e eu entendi um pouco e resolvi pedir espaguete com carne, que tinha um nome mais sofisticado mas nem me arrisquei e Bruno permaneceu nos frutos do mar para o prato principal. O garçom anotou tudo quando trouxe as entradas.

- Animada para amanhã?

- Sem dúvidas! Bem mais que o último jogo... Minha família vem assistir amanhã!

- Com certeza você deve estar feliz por isso! Eles sempre te acompanham nos jogos?

- Quase sempre! Mas eles trabalham aí foca difícil acompanhar quando é longe de São Bernardo!

- Entendi, mas acredito que essa oportunidade na Seleção vai te abrir muitas portas e com certeza você vai conseguir até sustentar eles!

- É o que eu mais quero! Você sempre trabalhou com seu pai e sua mãe também é desse meio, você acha que isso facilitou pra você? - eu ri.

- O quê? - Bruno me questionou para saber o motivo da risada.

- É que eu tô parecendo aquelas jornalistas fazendo essa pergunta pra você! - Agora ele riu.

- De fato é uma pergunta que recebo muito nas entrevistas mas respondendo, por um lado foi mais fácil, sabe? Para aprender e ter experiência mas por outro, sempre havia cobrança, ainda mais depois que meu pai resolveu me levar para a Seleção.

- Eu lembro disso! Foi o maior bafafá mas você e seu pai provaram que todos iam pagar com a língua! - ele sorriu. Ficamos em silêncio por um tempo enquanto comíamos.

Nosso prato principal chegou e o garçom perguntou de queríamos sobremesa mas Bruno disse que não iríamos pedir.

- Tenho uma ideia melhor para a sobremesa! - ele comentou assim que o Garçom saiu - Você gosta de açaí?

- Você tá falando sério? Eu amo açaí!!

- Então fechado!

Ficamos conversando sobre vários assuntos enquanto comíamos. Quando terminamos, ele pediu a conta e apesar de eu insistir para dividirmos, ele pagou tudo sozinho.

Saímos do mesmo modo que entramos no restaurante: discretamente. Bruno segurou em minhas mãos e me levou até uma açaiteria que tinha na mesma rua. Fizemos os pedidos e não demorou muito para eles serem feitos, já que não havia muitas pessoas ali. Fomos caminhando em direção ao CT comendo o açaí.

- Acho que eu já te disse isso hoje... - Bruno começou dizendo, quebrando o silêncio - Mas você tá linda! - senti minhas bochechas arderem.

- Obrigada! - ele parou no meio do caminho e eu fiquei sem entender - O que foi? - eu disse me aproximando dele.

- Percebi que a noite toda eu não fiz uma coisa!

- Que coisa? - Bruno não disse nada, apenas colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e aproximou seu rosto no meu, iniciando um beijo.

Correspondi o beijo e então nossas línguas dançavam juntas. Nos separamos por falta de ar.

- Agora a gente tem que compensar! - eu disse e ele riu, juntando nossos lábios novamente.

Destino - B. RezendeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora