Capítulo 24

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Eu estava em casa há quatro dias e amanhã eu já teria que voltar para o Centro de Treinamento. Durante esse período, meu pai e meu irmão me auxiliaram bastante para eu conseguir fazer as minhas sessões de fisioterapia. Eu já me sentia bem melhor para voltar aos treinos e estava confiante quanto à isso também.

Hoje minha cunhada viria para jantarmos todos juntos, também meio como uma despedida porque eu ficaria longe de casa por algum tempo por conta do torneio pré-olímpico.

Por volta das sete da noite, meu irmão e Joana apareceram enquanto eu ajudava minha mãe a terminar o jantar e meu pai arrumava as mesa.

- Oi, Jo! - eu disse abraçando minha cunhada. Nos últimos dias tínhamos ficado mais próximas e eu a achava uma pessoa maravilhosa, sorte do meu irmão.

- Oi, Laurinha! - ela retribuiu meu abraço - Como está os preparativos para amanhã?

- Tudo pronto já! - meu irmão riu.

- Nem é ansiosa!

- Antes tudo pronto com antecedência do que deixar tudo pra última hora, né Luan? - foi uma indireta bem direta para ele, que sempre arrumava as malas no dia da viagem e acabava sempre esquecia algo. Meu irmão me deu um leve tapa na cabeça e a namorada dele riu.

- Se comportem, gente! - minha mãe disse e eu voltei para as panelas.

- Eu trouxe um mousse de maracujá para a gente comer! - minha mãe agradeceu e Luan guardou o pote na geladeira - Querem ajuda? - Joana perguntou.

- Não precisa, amor! - meu irmão disse - Eu ajudo elas, não precisa se preocupar! - eu amava isso no meu irmão! Apesar de toda nossa implicância, que acabava sendo normal para irmãos, ele sempre foi muito atencioso e também prestativo, o que me fez lembrar um pouco o Bruno.

Eu e o capitão da seleção nos falavámos direto, com excessão de hoje, mas foi porque que eles tiveram uma partida contra a Venezuela, então Bruno ficou o dia todo envolvido com isso. Eu e minha mãe assistimos a partida pela tarde e vimos a incrível vitória do Brasil por 3 sets a 0.

Joana então foi ajudar meu pai a terminar de por a mesa e nós três finalizamos o jantar. Cada um se serviu e ficamos papeando enquanto também comíamos.

- Como está a expectativa para amanhã, filha? - meu pai perguntou.

- Altíssimas! - eu disse rindo.

- Vai dar certo, mana! Eu até acho que você já joga sexta que vem! - Luan disse.

- Sexta eu acho que não! - eu disse - Talvez o próximo, porque acho que não vão querer se arriscar!

- Eu também acho! - Joana comentou - Ainda vai estar recente a lesão, então acho que todos vão tomar os cuidados necessários!

- É o mais prudente também! - minha mãe disse antes de dar um gole no seu suco.

- O importante é que você vai para Nova York!! - meu irmão falou animado, me fazendo rir - Quero presente, Laura!

- E você tá me achando com cara de Papai Noel? - Joana riu.

- Não, mas tem cara de "irmã que joga na seleção brasileira feminina de vôlei"!

- Vou pensar no seu caso, mas para a minha cunhadinha vai ter presente sim! - eu fiz hi-five com Joana, que retribuiu rindo de nós dois.

- Sabia que isso ia acontecer! - Luan se lamentou.

- Isso o quê, menino? - minha mãe o questionou.

- Isso! - apontou para mim e a para a sua namorada - Elas duas agora vão ficar de complô pro meu lado!

- Não posso fazer nada se eu sou mais legal que você! - eu disse me gabando. Joana riu, junto com meus pais, e deu um selinho no meu irmão. Sorri e voltei para o meu jantar.

Conversamos mais um pouco até todos terminarem e podermos comer a sobremesa que minha cunhada trouxe, que estava divina. Depois que todos terminaram, meu pai e meu irmão ficaram lavando as louças e nós mulheres ficamos conversando na sala até eu escutar meu celular tocar no meu quarto.

- Já volto! - eu me levantei e fui até o meu quarto, procurando meu telefone que estava na minha mesa. Era uma chamada de vídeo do Bruno. Sorri e logo atendi - Oi!

- Oi! - ele sorriu ao me ver - Como você tá?

- Estou bem, acabei de jantar! E você?

- Estou bem também! Então deu certo o jantar em família?

- Deu, mas faltou você!

- Bem que eu queria ir! - ele sorriu tímido e eu fiquei ali só observando o quanto aquele homem era lindo.

- Vi o jogo e devo dizer que vocês mandaram muito bem!

- Sério que você conseguiu ver? - eu assenti - Foi um jogo tranquilo!

- Com você tá falando, Bruno? - ouvi a voz do Douglas e logo seu rosto dividiu a tela com o de Bruno - LAURINHAAAAA!

- OI! - eu disse acenando para ele.

- Vocês não se largam, né? - Douglas disse olhando para mim e Bruno, me fazendo rir.

- Deixa eles namorarem, Douglas! - alguém gritou e eu reconheci a voz, que era de Lucarelli.

- Tá bom! Tchauzinho, Laura Rezende! - Douglas disse e ouvimos risadas, que eram dos rapazes do time. Eu ri e olhei para Bruno que também ria mas estava vermelho como pimentão.

- Tchau, Douglinhas! - eu disse antes dele sair e só o rosto do Bruno ficar na tela.

- Ela nem nega mais! - ouvi o ponteiro falar e percebi que Bruno andava.

- Desculpa por isso! - ele disse se sentando em algum lugar, que estava mais silencioso.

- Relaxa, já até me acostumei! - ele riu.

- Mas você gostaria de se chamar Laura Rezende? - agora foi a minha vez de ficar igual um pimentão.

- Você e suas perguntas, Bruno! - eu ri tímida.

- Eu acho que você o meu sobrenome combina muito com o seu nome! - ele disse me olhando e a cada palavra dele, eu sentia minha bochecha arder ainda mais e Bruno percebeu isso, porque riu.

- Realmente combina! - eu confessei.

- Quem sabe, se você quiser, a gente possa mudar!

- Quem sabe...! - ficamos nos olhando por um tempo.

- Estou ansioso para segunda!

- Também, está quase chegando!

- Amanhã você volta para o CT que horas?

- O voo será às 10 horas! - ele assentiu.

- Eu vou precisar sair agora! - disse mexendo em alguma coisa no celular - Meu pai já me mandou um montão de mensagens! - ele riu - Combinamos de ir jantar hoje! - eu assenti.

- Tudo bem, vai lá!

- Amanhã depois da avaliação você me liga?

- Ligo sim!

- Ótimo e também me avisa quando pousar! - eu ri de sua preocupação.

- Tá bom, pai! - foi a vez dele rir.

- Boa noite, meu bem!

- Boa noite, meu anjo! - eu disse antes de encerar a ligação.

Destino - B. RezendeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora