Com muita dificuldade, conseguimos entrar num táxi. Passei o endereço para o motorista e fui ao longo do caminho apreensivo porque no momento tudo o que eu podia fazer era esperar. Meu pai aproveitou para ligar para a polícia, usando o número que estava no papel que a Gattaz tinha me entregado do B.O.
- Olha isso! - Douglas virou a tela do seu telefone para mim, mostrando um vídeo. Era a Laura e o Leonardo num estacionamento, ele falava algo com ela, até que ela disse algo e recebeu um tapa no rosto. Não sei se era possível, mas eu estava com mais ódio ainda.
- Ele bateu nela! - Lucarelli comentou, assistindo o vídeo.
- E eu vou bater nele! De onde esse vídeo? - perguntei para o Douglas.
- Alguém filmou escondido e lançou na internet, só se fala disso no Instagram e no Twitter! Todo mundo querendo matar o Leonardo!
- Manda eles entrarem na fila então, porque eu já sou o primeiro! - eu disse soltando meu cinto e abrindo a porta do carro assim que o motorista parou em frente ao nosso destino. Paguei ele e adentramos no hotel.
- Em que posso ajudar? - um funcionário nos abordou.
- Estamos indo para o quarto 302! - eu disse e comecei a andar em direção ao elevador, mas o funcionário me segurou.
- Perdão, mas o senhor não está hospedado aqui, está?
- Não, mas no momento a minha namorada está no quarto com um psicopata querendo abusar dela, então o senhor pode fazer o favor de soltar o meu braço e me dar licença? - ele arregalou os olhos.
- Se isso for verdade mesmo, pode ser um escândalo para o hotel!
- E vai ser! A polícia já tá vindo por aí! - meu pai comentou.
- Não! - o homem passou a mão pelo rosto - Qual quarto o senhor disse mesmo?
- 302! - ele assentiu e pediu um momento. Conversou algo com a portaria e voltou com uma chave.
- Vou acompanhá-los! - concordei e então adentramos finalmente no elevador.
Chegamos no andar em questão de segundos. O funcionário ficou um tempo tentando abrir a porta e quando finalmente ele conseguiu fazer isso, eu adentrei abruptamente, dando de cara com Leonardo.
- Que porr.. - ele não terminou de dizer, porque o segurei pela gola da camisa e acertei um soco na sua cara. Leonardo cambaleou um pouco, mas veio em minha direção, na tentativa de revidar, mas dei um chute, o fazendo se contorcer de dor, caindo no chão.
- BRUNO! - meu pai me segurou, me impedindo de acertar mais um soco na cara do idiota - A polícia já está vindo, deixa eles resolverem isso! - assenti, ainda não muito satisfeito. Assim que olhei para a Laura, praticamente nua e em prantos abraçada com o Douglas, a raiva me consumiu ainda mais, só que agora Lucarelli também me segurava.
- Me solta, vou ver a Laura! - pedi e eles me obedeceram. Antes de caminhar em direção à ela, aproveitei para dar mais um golpe, bem no meio da cara de Leonardo.
Douglas ajudava Laura a se vestir. Me aproximei dela, tirando minha jaqueta e colocando sobre seu ombro. A puxei para um abraço e ela me apertava fortemente, tremendo um pouco. Fiquei ali, com ela em meus braços até a polícia chegar.
Leonardo, ainda meio zonzo, foi levado preso. Uma policial veio conversar com a Laura, mas ela não conseguia dizer nada, somente chorar e ver o quanto ela estava assustada partia meu coração. A agente pediu se eu poderia acompanhar a Laura até a delegacia para terminar o boletim de ocorrência e eu concordei, enquanto Lucarelli, Douglas e e meu pai voltariam para o hotel.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Destino - B. Rezende
Fiksi PenggemarMal sabia ela que a primeira convocação para a Seleção Feminina de Vôlei traria muito mais mudanças além de sua carreira profissional.
