Capítulo 34

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Chegamos no jogo, Bruno segurou minha mão e caminhamos até a arquibancada. Nos sentamos próximos de onde sua família estava e Vitória quis se sentar ao meu lado.

- Eu queria te ver jogar! - a pequena comentou, puxando papo comigo, eu sorri.

- Terça eu vou jogar!

- Eu posso vim? - ela perguntou animada, fazendo com que eu e Bruno ríssemos.

- Se alguém te trouxer, pode sim!

- Espera aí! - ela se levantou e foi falar algo com seu pai.

- Você roubou a minha irmã de mim, Laura! - Bruno comentou, fingindo indignação.

- Não posso fazer nada se eu sou mais legal que você! - ele riu e ficou me olhando, com um sorriso no rosto - O quê foi que você tá me olhando?

- Só reparando no quanto você linda! - eu sorri.

- Para de me deixar sem graça, Bruno! - ele riu e se ajeitou na cadeira, passando o braço atrás de mim. Nesse meio tempo, Vitória voltou com um saquinho de pipoca nas mãos.

- Meu pai disse que a gente vai vim assistir o jogo terça! - ela comentou, se sentando novamente ao meu lado, comendo.

- Então vou poder contar com você torcendo pela gente? - ela assentiu sorrindo e me abraçou.

- Fico muito feliz que vocês se dêem bem! - Bruno comentou depois de um tempo, enquanto observamos as meninas entrarem em quadra - A Vitória é apaixonada por você!

- Então já são dois da família? - eu perguntei brincando e ele riu.

- Já são todos, mas eu bem mais! - ele piscou para mim e eu sorri. Voltamos nossa atenção para a quadra, onde tudo já estava preparado para começar.

A primeira partida do time era contra a seleção russa. Elas iriam começar sacando e quando todas já estavam em suas posições, a juíza autorizou o início do jogo. Com um saque por baixo, a número 6 das rivais não conseguiu fazer com que a bola passasse para o outro lado da quadra.

A torcida e todos nós ali comemoramos o primeiro ponto da partida e Jaque foi para o saque, também por baixo, mas com uma trajetória flutuante, dificultando um pouco para as russas.

A líbero se esticou toda para fazer a defesa da bola, a levantadora delas fez uma ótima jogada porque a bola veio como uma bomba em cima da Gabi. Garay correu para tentar salvar a bola, mas não deu tempo.

- Que droga! - eu comentei e Bruno concordou comigo. Uma das russas foi para o saque e a torcida começou a vaiar. Eu a Vitória ficávamos comentando todas as jogadas junto com o Bruno.

Cada bola do jogo era disputada e erros eram quase intoleráveis nesse set. Eu senti que estava vendo uma final olímpica porque jogo era intenso demais. O time russo ganhou o primeiro set com pouca vantagem.

Já o segundo, Zé Roberto fez algumas mexidas que deram resultado, pois estávamos 11 pontos a frente, com o set point nas mãos. Gattaz sacou lindamente mas depois de três toques bem trabalhados das russas, a bola voltou. Tandara fez a recepção e Macrís o levantamento para a Fernanda.

- Graças a Deus! - eu comentei respirando fundo quando Garay colocou a bola no chão, fechando o segundo set para nós. Bruno riu e segurou minha mão, a beijando.

- Calma! - ele pediu.

Respirei fundo no início do terceiro set que foi bem mais tranquilo quebo início da partida. As russas estavam já perdidas no jogo então as meninas que não são bobas nem nada, aproveitaram para fazer mais um set.

Só que no quarto set, a seleção rival veio ligada no 220V, porque, explorando nosso bloqueio e sacando com perfeição, elas souberam dar a volta por cima e fechar o set.

- Odeio tiebreak! - eu comentei - O jogo já tava ganho! - eu lamentei.

- Eu tô nervosa com esse jogo! - Vitória comentou e eu ri, mas concordando com ela.

Eu agradeci mentalmente pelo time ter começado o último set ganhando, porque depois de ter perdido o quarto tempo, sempre dá uma abalada na gente.

Depois de muito nervoso, meu corpo relaxou quando Jaque colocou no chão a última bola do jogo. Coloquei minhas mãos sobre o rosto, suspirando aliviada.

- Meu Deus, obrigada! - eu comentei mais para mim mesma. Vitória batia palmas ao meu lado, toda feliz e Bruno também aplaudia as meninas que agradeciam a torcida.

Gabi e Carol me viram e fizeram corações com as mãos em minha direção, o que me fez rir. Fiz o mesmo para elas, que me mandaram beijos e acenaram.

Eu, a família do Bruno e ele voltamos para o hotel juntos. O jogador e eu ficamos conversando com Lucão e Lucarelli antes de almoçarmos e depois de ter comido, resolvi que subiria para tomar banho.

Bruno me acompanhou e até subiu de escadas comigo, o que eu achei muito fofo da parte dele. Quando cheguei no meu quarto, deixei meu celular em cima da cama e guardei minha bolsa na minha parte do armário.

Procurei por uma roupa para vestir e fui para o banheiro. Fiquei um tempo lá para tirar a maquiagem e tomar banho. Já sai do cômodo vestida, escutando meu celular apitar freneticamente. O peguei e fui ver que eram as notificações do Instagram e do Twitter, várias pessoas marcando o Bruno e eu. Meu coração gelou! Abri uma postagem daqueles perfis de fofoca no Instagram, como fotos minha e do Bruno, no jogo de hoje.

"Parece que o romance está no ar! @bruninho1 e @lauraf foram vistos juntinhos, com direito a mãos dadas e olhares nada discretos no jogo de hoje da Seleção Feminina de Vôlei, junto com a família do jogador. Laura também faz parte do time, mas não jogou por conta de uma recente lesão. E aí, o que vocês acham desse casal?" - dizia a legenda.

Me sentei no chão, ao lado da cama e resolvi ler os comentários.

"Nossa, eu amei os dois juntos!"

"Olha lá a menina querendo fama em cima do Bruno já!"

" Foram convocados para jogar ou para ficarem de namoro?"

"Essa Laura mal jogou na Seleção e já garantiu a fama dela rsrsrs"

"Como garantir sua vaga na Seleção, apresentado por Laura Fernandes"

"Queria muito alguém que olhasse para mim do mesmo jeito que o Bruninho olha para a Laura!"

"Essa foi esperta!"

" Foi assistir o jogo é porque já tá boa, podia ter jogado!"

"Ela nem quer fama..." - eu não consgui terminar de ler porque meu celular foi tomado da minhas mãos pela Thaísa. Eu não tinha reparado a presença dela e nem da Macris ali. Thaísa bloqueou a tela e se abaixou ao meu lado, me abraçando. Só ali percebi que estava chorando.

Destino - B. RezendeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora