Epílogo 2/6

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BRUNO POV:

- Como foi a viagem, irmão? - Thiaguinho perguntou assim que atendi a chamada de vídeo, ajeitando meus fones de ouvido.

- Graças a Deus foi tranquila!

- Cadê a Laurinha? - Ney perguntou.

- Tá acabando de se arrumar lá dentro no quarto! - olhei em volta - Será que ela vai aceitar? - eu perguntei um tom mais baixo, só para meus amigos ouvirem.

- Pelo amor de Deus, Bruno! Vocês namoram tem quase três anos e você acha que ela não vai aceitar? -Zulu me questionou.

- Casamento é um compromisso maior do que namoro! Sabe lá se ela vai querer isso!  - Thiaguinho riu.

- Relaxa, parça! Vai dar tudo certo!

- Espero que sim! - eu comentei e me assustei quando Laura apareceu na porta da varanda.

- Tô pronta! - ela disse e eu fiquei reparando no quanto ela estava linda.

- Ah! - eu ainda estava desnorteado com a beleza dela. Ouvi os meninos rirem no fone - Eu vou desligar, galera! - eu comentei com eles, voltando a realidade.

- Tudo bem, Capita! Boa sorte! - Gabriel disse e eu desliguei a chamada depois de me despedir deles.

- Estava falando com os meninos? - ela me perguntou, adentrando no quarto novamente e pegando a sua bolsa e seu casaco.

- Estava! - tirei meus fones e os guardei e me aproximei dela, dando um selinho - Está muito linda! - ela sorriu.

- Obrigada! Vamos então? 

- Vamos! - eu conferi discretamente se as alianças estavam no meu bolso e peguei minha carteira. Saímos do hotel e caminhamos sem muita pressa pelas ruas em Nova York.

Fomos jantar e logo depois eu a levei ao Empire State. Há anos atrás, esse era meu plano para pedi-la em namoro, mas por conta do Leonardo tudo deu errado. Eu resolvi refazer meu plano, só que agora para a proposta de casamento.

- Nem acredito que finalmente estou aqui em cima! - ela comentou e eu ri. Fiquei a observando, com os olhos brilhando olhando a vista.

- Então...! - cocei a garganta, atraindo seu olhar para mim - Aqui era para ser o começo de tudo, quer dizer, o começo do nosso relacionamento, mas não deu muito certo!- ri sem muita graça - Mas eu queria fazer com que essa cidade fosse especial para nós, não que não seja, até porque passamos bons momentos aqui, mas eu acho que sempre lembramos bem mais das ruins! - ela concordou - Enfim, eu estive pensando nos últimos meses o quanto eu amo estar do seu lado e o quanto eu sou feliz desde o dia que nos conhecemos por isso resolvi te trazer aqui para essa viagem! - Me ajoelhei e tirei o par de aliança do bolso da minha jaqueta - Laura, você aceita passar o resto da sua vida ao meu lado? Formar uma família comigo? Me fazer o homem mais feliz do mundo? - ela sorriu - Você aceita se casar comigo?  

- Sim, sim, sim! - sorri e me levantei, ficando de frente para seu rosto - Aceito, Bruno! - ela disse antes de juntar nossos lábios.

LAURA POV:

- Eu tô nervosa! - comentei, sentindo meus olhos se encheram de lágrimas.

- Para, Laura! - disse me abanando - Se você chorar, vai borrar a maquiagem toda!

- O Bruno tá aí já? - perguntei para a Júlia.

- Há um tempão! - ela comentou, rindo.

- É a noiva que atrasa, filha! 

- Vai saber se ele desistiu da ideia!

- Acho bem difícil! - minha sogra comentou rindo.

- Tudo certo então? - a cerimonialista perguntou, adentrando no cômodo e fechando a porta rapidamente.

- Acho que sim!

- Ótimo! Vamos então mãe do noivo e madrinha que tenho que ajeitar tudo para a gente iniciar tudo! - dona Vera assentiu e veio me abraçar, igualmente a Júlia, antes de saírem.

- Papai tá aonde? - perguntei, me sentando. Eu e Bruno escolhemos entrar ao lado dos nossos pais, ao invés dele entrar somente com a mãe e eu somente com meu pai.

- Deve tá andando por aí! Você sabe bem que o seu pai não consegue ficar parado! - ela comentou e eu ri. A porta se abriu e o bendito apareceu, todo sorridente e começou a chorar ao me ver.

- Minha filha, como você está linda! - ele disse se aproximando de mim e eu me levantei para abraça-lo.

- Jorge, pelo amor de Deus, não faz essa menina chorar não! - minha mãe comentou e nós dois começamos a rir. A cerimonialista veio nos avisar que já estava começando o casamento e que assim que todos entrassem, ela viria nos chamar para nos colocar na posição de entrada.

Ouvimos a música tocar e eu senti meu coração disparar. Estava acontecendo!

Longos minutos depois fomos liberados para a sair dali e nos encaminhamos para a entrada da igreja. Respirei fundo, segurando os braços dos meus pais, um em cada lado meu. A porta se abriu, revelando todos de pé enquanto a marcha nupcial tocava e nós três começamos a caminhar em direção ao altar.

Bruno sorriu ao trocar olhares comigo e logo começou a chorar, o que me fez querer fazer o mesmo, mas engoli o choro enquanto caminhava em direção ao meu futuro marido, mas não pude evitar de deixar escapar algumas lágrimas.

- Cuida dela para mim, Bruno! - meu pai disse assim que ele se aproximou de nós, abraçando meu noivo.

- Prometo! - eles sorriram um para o outro e minha mãe foi o abraça-lo também e quando meus pais se afastaram, Bruno olhou para mim e sorrimos um para o outro. Ele beijou a minha testa - Está maravilhosa! 

- Você também! - ele me estendeu a mão e caminhamos em direção ao altar.

A cerimônia não era demorada e logo chegou o momento que mais aguardávamos: a entrada das alianças. Giulia, a afilhada de Bruno, e sua irmã entraram sorridentes e seguravam uma cestinha que trazia os anéis. Meu [quase] marido desceu o altar e pegou as alianças. O padre nos orientou e entregou a minha aliança para o Bruno e pediu que ele repetisse o que ele iria falar, enquanto colocava a aliança no meu dedo anelar esquerdo.

- Eu Bruno, te recebo por minha esposa e prometo ser fiel, te amar e te respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida! - ele disse me olhando e sorrindo e beijou a minha mão assim que terminou de colocar a aliança em meu dedo.

- Agora é você, Laura! - assenti e peguei o outro anel e segurei a mão esquerda do Bruno.

- Eu Laura, te recebo por meu esposo e prometo ser fiel, te amar e te respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida! - eu disse e também beijei a mão dele. 

- Pelo poder que em mim foi investido, eu vos declaro marido e mulher, pode beijar a noiva! - o padre disse e eu olhei para Bruno sorrindo, o vendo de aproximar e juntar nossos lábios.

- Eu só posso estar sonhando! - eu comentei no seu ouvido, depois que separamos nossas bocas e nos juntamos num abraço.

-Não está não, Laura Rezende!

Destino - B. RezendeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora