Capítulo 2

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Enquanto guardava minhas roupas num guarda roupa, Jaqueline entrou no quarto e eu fiquei paralisada ao vê-la ali.

- Oi! - ela me disse sorridente, carregando sua mala e pondo-a sobre a outra cama - Você é a Laura, né?

- S-Sim! - respondi, gaguejando e Jaque riu - Me desculpa! Estou um pouco nervosa.

- Te entendo! Primeira convocação e tudo mais.

- Sim! Não estou acostumada a ver meus ídolos do vôlei sempre.

- Você é uma jogadora excelente! Zé fez bem em te achar no time que estava.

São Bernardo era o time que eu jogava atualmente e também foi o time pela qual eu fui revelada, mas apesar de gostar muito do time paulista, sabia que não tinha muito prestígio e era realmente uma surpresa eu estar ali.

- Obrigada, Jaque! Espero fazer o meu melhor no time.

- Vai dar tudo certo, Laura! - ela sorriu pra mim e eu retribui. Com mais ou menos 20 minutos, eu terminava de arrumar minhas coisas, enquanto Jaqueline iniciava sua arrumação.

- Vou dar uma volta por aí! - comentei  - Espero não me perder! - ri e ela me acompanhou.

- Depois você se acostuma!

- Espero! - ela sorriu e eu saí do quarto.

Fui andando pelo corredor e fui passando por diversos quartos na ala feminina, passei pela entrada da ala masculina, pelo refeitório, pela ala médica, da comissão técnica e finalmente onde eu queria: quadra. Quando adentrei na quadra ela estava vazia. Ela era enorme.

Peguei uma bola de vôlei que estava guardada numa cesta cheia delas. Comecei a quicar ela no chão e a joguei sobre a rede, que estava centralizada na quadra. Corri até o outro lado e a peguei novamente. Joguei-a novamente, mas só que desta vez ela bateu na trave e seguiu na direção da entrada da quadra e acertou em cheio a cara do BRUNINHO.

-Ai! - o jogador exclamou, me fazendo ficar super envergonhada.

- Cacete! - corri até ele - Me desculpa! Machucou? - olhei em seu rosto, que estava vermelho.

- Relaxa! Estou bem. Você tem força nas mãos, hein - ele riu e minha bochecha com certeza deve estar muito corada.

- Me desculpa mesmo! - peguei a bola no chão - Acho melhor eu voltar pro meu quarto - caminhei até o cesto e guardei a bola.

-Ei! Não precisa ir! - ele correu até o cesto e pegou a bola novamente - Vamos jogar?

- Não sei! - disse receosa. Eu estava morrendo de vergonha!

- Qual é? O pior que pode acontecer é a gente se suar todo, Laura! - COMO ASSIM ELE SABIA MEU NOME? Tá certo que eu sou jogadora mas não sabia que Bruno FUCKING Rezende me conhecia.

- Tudo bem, então! - respondi caminhando e me posicionando de um lado da rede. Bruno fez o mesmo.

Nós mais ríamos do que jogávamos. Jogar sozinho numa quadra daquele tamanho não era de Deus. Nossos lances eram horríveis e engraçados.

- Chega! - disse ofegante e me sentando no chão da quadra.

- Concordo! - ele guardou a bola e se sentou ao meu lado - Foi um ótimo jogo!

- Você quis dizer foi uma ótima tentativa de jogar não? - rimos.

- É, acho que essa soa melhor - sorrimos.

- Vou para meu quarto e tomar um banho! - disse me levantando.

- Tudo bem! Vou fazer o mesmo - ele disse se levantando também - Até o jantar, então? - ele me olhou.

- Até!

Destino - B. RezendeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora