Epílogo 3/6

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LAURA POV:

Bruno e eu estávamos almoçando juntos num restaurante antes dele ir para a concentração do seu jogo pelo Modena hoje à noite.

- Vou no banheiro, já volto! - disse me levantando.

- Tudo bem, amor! - Bruno disse, antes de tomar um gole do seu suco.

Usei o banheiro e aproveitei para retocar meu batom e enquanto caminhava em direção à mesa, vi que meu esposo conversava animadamente com uma loira, que tinha surgido sabe-se lá de onde [talvez do inferno] e que ocupava a minha cadeira.

- Voltei! - sorri cinicamente para Bruno, que percebeu que eu não havia gostado nenhum pouco da cena - Quem é você?

- Sou Giovanna e você? - perguntou me olhando e eu fui obrigada a rir. Falsa!

- Laura Rezende! - estendi a mão para ela que pegou e a apertou.

- Sua irmã, Bruno? 

- Não, minha esposa! - a loira arregalou os olhos.

- Não sabia que já tinha se casado, Bruninho! 

- Tem quase um ano!

- Ah, sim! - cocei a garganta.

- Se você puder me dar licença, mas eu estava sentada aí! 

- Sério? - riu e eu revirei os olhos.

- Pois é! 

- Escuta, Luana! Tá aproveitando muito a Itália para fazer compras? O Bruninho ganha bem então provavelmente você passa o dia todo no shopping! Eu faria muito isso se tivesse um marido para me sustentar! - ela me perguntou e eu percebi, além de tudo, que ela não levantou da cadeira.

- É Laura e eu não passo o dia todo torrando o dinheiro do Bruno não, até porque eu também ganho o meu!

- Sério? Você trabalha com o quê?

- Ela também joga vôlei! - Bruno comentou, segurando a minha mão e a acariciando, tentando me pedir calma de forma discreta.

- Jura? Eu não tô me lembrando de ter te visto jogar!

- Não viu as Olímpiadas, querida?

- Ah! - ela ficou muda. Foi a vez de Bruno coçar a garganta.

- Escuta, Gio! - GIO? QUE INTIMIDADE É ESSA? - Se você pudesse nos dar licença para a gente terminar de almoçar...! - a loira levantou.

- Tudo bem! - abraçou meu marido - Foi muito bom te ver, me liga qualquer dia desses! - Bruno assentiu, sem graça e eu me sentei novamente, vendo a mulher se afastar e se sentar em outra mesa, um pouco mais distante.

- Amor... - Bruno começou a dizer - Me desculpa por isso! - eu não respondi nada, apenas tomei um gole do meu vinho, enquanto aguardava o prato principal - Você não vai dizer nada? - ele me perguntou, olhando para mim.

- Com licença! - o garçom surgiu, colocando os nossos pratos na mesa.

- Obrigada! - eu disse ao garçom, que sorriu e se afastou.

- Laura, para com isso!

- Isso o quê, Bruno?

- Me ignorar, não tive culpa!

- Da onde você conhece ela?

- Ela era uma amizade antiga que fiz na Itália, na primeira vez que morei aqui!

- Amizade?

- Eu juro que sim! Nunca fiquei com ela.

- Não parece! 

Destino - B. RezendeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora