Capítulo 37.

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Corro dali direto pro carro. Aí me lembro que a chave do carro está com o Nathan, e decido ir direto pra casa, andando. Ou melhor, correndo.

Tiro o meu scarpin e corro o mais rápido que consigo. No meio do caminho, piso em uma pedra, meu pé corta e começa a sangrar muito... o que mais pode acontecer comigo?

Vejo um carro parar ali perto e alguém sair dele. Tudo só piora...

-- Moça, está bem? -- um rapaz me pergunta.

Viro pra olha-lo e confirmo pra mim mesma que tudo so ta piorando neste dia terrível.

-- Caíque?

-- Vicky? Que bom te ver por aqui. -- ele abre um sorriso enorme -- Por que seu pé ta sangrando?

-- me cortei em uma pedra. Estava correndo do Nathan.

-- Ele te fez alguma coisa?! -- ele estava preoucupado.

-- Sim, fez. Ele me traiu também. Com uma ex namorada piriguete. Todos os homens são iguais, ou sou eu que não tenho sorte mesmo de encontrar um namorado fiel a mim.

-- Calma. Eu vou te levar até em casa. -- me pegou ao colo estilo noiva e me levou até seu carro.

Meu Deus, eu queria poder matar agora aqueles dois sem vergonhas... principalmente o Nathan, ainda não acredito que ele pôde ter feito aquilo comigo. Ele sempre dizia que me amava muito e sempre tomava muita distância da Karolayne. Distância... talvez ele só mantinha para poder afastar as vontades de ficar novamente com ela! Argh, minha cabeça ta dando voltas e mais voltas...

(...)

-- Chegamos.

Desencosto a cabeça da janela e olho pro lado de fora. Que bom poder está em casa, mas só vim aqui para fazer um negócio bem rápido.

-- Obrigada Caíque. Tchau. -- abro a porta e saio.

-- Vicky! Espera!

-- Que foi?

-- Volta pra mim? Por favor?

-- An? Sério? Desculpe, mas nós já acabamos a tempos, e o que eu menos quero agora é voltar a ter relacionamento com alguém. E ainda mais, você tem uma mulher e uma filha, fica com elas, elas devem estar precisando de você. Obrigada mais uma vez, mas agora tenho que ir.

Me virei e fui direto pra porta, já tenho um negócio em mente. Mas vou precisar de um carro...

-- CAÍQUE! -- ele olha pra mim assustado e ~corre~ até mim.

-- Que foi? Aconteceu alguma coisa?

-- Poderia me esperar um pouco e me levar até um lugar?

-- Que lugar?

-- Não faça perguntas, apenas responda.

-- Tá. Quanto tempo terei que esperar?

-- Uns 15 minutos, prometo que serei rápida.

-- Posso entrar então?

-- Tá, entra.

Abri a porta e nós dois entramos. Ele se sentou ao sofá e eu subi correndo pro meu quarto, me arrependi, pois meu pé doeu. Peguei uma pequena mala e botei as roupas mais caras e as que eu mais gostava dentro dela. Peguei minha bolsa e lá botei bastante dinheiro, e meu celular. Logo fechei a mala e desci.

-- Vamos. Rápido. Sem perguntas, por favor. Quero só que me leve pro aeroporto.
-- Vicky, o que está fazendo? Você e o Nathan brigaram feio né? Eu sempre soube que ele não seria bom pra você.

-- Parece que nenhum homem é bom pra mim, pois todos fazem isso. Thiago, Caíque e Nathan. Os homens cafajestes.

-- Por favor, só quero que alguma vez me perdoe Vicky. Desde o dia que você me largou eu me arrependi muitíssimo.

-- Vamos logo! -- ignorei o que ele disse antes.

Ele suspirou pesadamente e concordou com a cabeça.

~muitas horas depois~

Brasil! Como eu senti sua falta! Eu decidi vim pro Brasil pra me manter completamente longe do Nathan, e também pra visitar a minha segunda mãe, a Kamila. É pra casa dela que eu estou indo agora.

(...)

-- Mãe! -- a abraço fortemente.

Depois que me afasto olho bem pra ela. Ela estava chorando!

-- Mãe, por que estava chorando?

-- Por favor Vicky, não quero que se preocupe.

-- Mas você é a minha mãe!

-- Não! Eu sou só a moça da história que cuida da menina abandonada e depois os pais aparecem e ela volta a viver com os pais e esquece a moça.

-- Jamais! Você é minha mãe sim! Eu nunca esquecerei de você! No entanto que vim ficar aqui com você durante uns tempos. Mas antes me diga, por que estava chorando?

-- Promete não ficar com peninha de mim?
-- Prometo. Agora me conta.

-- Eu estava me sentindo mal nesses dias e fui ao médico, nele ele me disse que eu fui diagnosticada com câncer... -- Ela começou a chorar muito.

Apenas diferente.Onde histórias criam vida. Descubra agora