Eu levo você embora!

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POV RAFAELLA

Eu até consegui me divertir, Manu tinha razão, eu me pressionava demais e às vezes é bom distrair a cabeça. Nem me lembro a hora que fomos dormir, só sei que depois que Ivy e Gizelly sumiram o pessoal logo foi se ajeitar nos quartos. Manu e eu ficamos lá fora conversando até a Claudia avisar que precisava se recolher e acabamos indo também. Claudia nos levou até o quarto e Manu tagarelava com ela sem parar, a mulher disse que ficou contente em ver que Gizelly fez novos amigos, pois sentia que a menina era muito fechada. Claudia não me era estranha e eu sentia que a conhecia de algum lugar. Demos boa noite e fomos ao enorme quarto que tinha duas camas enormes e confortáveis.

-Esse quarto é do tamanho da minha casa, Manu. —Manoela gargalhou e foi até o banheiro. —Olha isso?

-Não exagera Rafa. —Não era exagero. —Mas me conta, você e a Gi, sumiram aquela hora.

-O que? De onde você tira essas coisas, Manu? —Manoela imaginava coisas onde não tinha. —Apenas fui ajudar ela com a Luiza.

-Uai, mas você que tá imaginando coisas. —Ela disse despretensiosamente.

-Te conheço Manu, você tá aí com essa cabecinha imaginando coisas. —Me sentei na cama e tirei minha sandália.

-Você que tá aí com esse cabeção, achando que eu tô inventando coisas. —Manu retirou a jaqueta e se sentou também.

-Vamos dormir, pois seu mal é sono. — Joguei um travesseiro nela e fomos nos preparar pra dormir.

{...}

Acordei muito antes do dia clarear, olhei pro lado e Manu dormia encolhidinha na cama ao lado. Me levantei com cuidado vesti uma roupa que eu trouxe e resolvi dar uma volta lá embaixo, eu não conseguiria dormir novamente mesmo. A mansão de Gizelly estava em completo silêncio e eu passei a observar os detalhes do lugar, haviam várias decorações, esculturas e quadros famosos, e eu sonhava desejando que um dia eu teria a minha casa com a minha cara, tenho fé que um dia eu chegaria lá.

-Bom dia! —Claudia se aproximou com seu jeito formal. —Deseja alguma coisa, senhorita?

-Bom dia Claudia, estou bem obrigada. — Sorri de lado e ela continuou me encarando.

-Me desculpe, mas acho que conheço você de algum lugar. — Ela disse meio receosa. —Você é filha da dona Gê, né?

Meu coração gelou na hora, me lembrei de onde conheço ela, ambas são contratadas da mesma empresa de limpeza e eu já vi ela em algumas festas de fim de ano.

-Me desculpe, eu não quero parecer intrusa. —Ela começou a se desculpar.

-Está tudo bem, Claudia. —Suspirei e sorri de lado. —Sou filha dela sim.

-Tem tempos que não a vejo, ela está bem?

-Está sim, graças a Deus. — Eu fiquei receosa. —Claudia, se você puder manter isso entre a gente, a galera não sabe quem é a minha mãe, e não pense que é por vergonha, é que eu tenho medo de me expor assim.

-Eu jamais falaria algo minha querida, não se preocupe. —Ela sorriu simpática. —Agora eu preciso ir orientar a preparação do café da manhã, com licença.

Ela saiu e eu fiquei ali pensando, talvez eu precise me libertar desse medo todo, Manu tem razão, se eles são meus amigos eles continuarão ao meu lado, independente de quem eu seja filha.

-Bom dia Rafinha. —Eusébio desceu ao lado de Enzo. —Caiu da cama?

-A eu não durmo até tarde. Bom dia meninos.

Without meOnde histórias criam vida. Descubra agora