POV GIZELLY
-Já vai? – Estava vestindo a blusa quando Izabella acordou com a cara amassada. – Toma café comigo?
-Hoje não dá, estou indo encontrar o Renato. – Me aproximei e dei um selinho nela. – A gente se vê depois?
Ela suspirou e se levantou sem dizer nada e seguiu pro banheiro. Já estávamos ficando a quase um mês e eu sei que ela pode estar confundindo as coisas, principalmente por eu dormir no apartamento dela todas as vezes, preciso arrumar um lugar pra mim, pois na casa da minha mãe eu não tenho muita privacidade.
-Hey, preciso ir tá? – Fui até ela e a abracei pela cintura.
-Ok, te vejo mais tarde. – Ela selou nossos lábios. – Mas queria que saíssemos pra jantar.
-A gente pode pedir comida aqui, e depois namorar um pouco. – Dei um sorriso tentando contornar a situação.
-Você entendeu o que eu quero dizer. – Ela se soltou e apertou a corda do roupão. – Não estou mais na idade de sexo casual, Gizelly.
-Podemos conversar sobre isso depois? – Passei a mão nos cabelos.
-Queria entender o motivo de você fugir tanto, do que você tem medo? – Ela perguntou de forma analítica. – O que acontece pra você se resguardar tanto?
-Hey, vamo parar? Minha psicóloga fica na Oxford Street, do lado do prédio da H&M. – Sorri pra ela, mas Izabella continuava séria. – Olha só, eu curto o que nós temos, gosto de você, mas eu não estou pronta pra me relacionar..
-E eu não quero ficar nesse lance de adolescentes, eu quero poder fazer programa de casal, quero te apresentar pra minha família, quero fazer passeio de casuais no domingo à tarde. – Ela se aproximou e colocou meu cabelo atrás da orelha. – Eu não quero perder tempo.
-Me desculpe. – Me afastei e ela se sentou com a mão no cabelo. – Eu nunca quis magoar você, mas eu não estou na mesma vibe, e você sabe que eu não pretendo ficar no Brasil.
-Ok Gizelly, te vejo na reunião mais tarde. – Izabella nem ao menos me olhou, suspirei e peguei minha bolsa.
Sai rapidamente, me senti um pouco culpada, mas sempre tem algo que me trava, eu não consigo me entregar, não consigo me permitir sentir essas coisas, Izabella é uma pessoa incrível, seria uma namorada perfeita, pois pelo pouco que estamos convivendo, sei que ela cuida de todos ao seu redor, mas eu não consigo. Me livrei dos meus pensamentos e fui encontrar com Renato.
Consegui que o Seu Sebastião cumprisse prisão domiciliar, ele era idoso e isso facilitou meu trabalho, mas ainda precisa esperar o julgamento. Estávamos indo resolver algumas pendências, e depois eu precisava trabalhar no caso do Deputado Magno, Charlles estava otimista e sabia que íamos conseguir.
-Bom dia Doutora. – Renato me esperava na porta do fórum, ao lado do pai.
-Bom dia Tato, Bom dia seu Sebastião. – O homem me deu a mão.
-Bom dia doutora, e eu gostaria de agradecer pelo que tem feito por mim. – De início o homem não confiava muito no meu trabalho, mas agora ele viu que eu não estou pra brincadeiras. – Você deu seu nome, e eu tive um pré julgamento sobre você.
-Não precisa agradecer, é o meu trabalho. – Apertei a mão dele e entramos.
Hoje ele viria assinar alguns papéis e precisava da minha presença, ele cumpriria prisão domiciliar e usaria tornozeleira eletrônica. Resolvemos todas pendências e agora ele estava liberado para ir pra casa, mas não poderia sair de lá sem permissão, ele compreendeu minhas orientações e Tato foi deixá-lo em casa.
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Without me
Fiksi PenggemarMalvina Bicalho é um dos nomes mais temidos no meio da moda. Por onde passa deixa as pessoas de cabelo em pé, Miranda Priestly teria medo dela, a única pessoa que debatia de frente com a mulher, era sua filha Gizelly, que apesar de ser bocadura com...
