Pov Robert Lewandowski
Dirijo meu carro em meio à noite e me encontro pensativo...
Dou uma rápida olhada no relógio em meu pulso, não estou com tempo para perder nesse trânsito.
Começo a pisar mais fundo no acelerador para sair logo desse trânsito da cidade.
Percebo o barulho do motor se torna ainda mais barulhento, assim como o vibrar do carro por conta da aceleração...
Já se se passaram mais de quinze minutos desde meu último contato com Marco, mas continuo atormentando minha mente com pensamentos sobre nossa conversa...
Seu pai era alguém totalmente oposto à pessoa que o Marco é hoje.
Não dá nem para acreditar que ele veio dele...
Imagino os traumas que passou quando era criança, meu coração se apertar, confesso que não sou a pessoa mais empática, mas isso... É algo muito cruel e que me deixa visivelmente desconfortável só de imaginar.
Arfo e carrego uma expressão de dor em minha face.
Se não tivesse que fazer uma reunião, estaria lá com ele agora.
Me deixa mal saber que o Marco teve essa experiência horrível com a sua figura paterna.
Principalmente porque eu amava meu pai...
De repente, após alguns segundos, sinto lágrimas começarem a escorrer de meus olhos.
Solto o pé do acelerador ao ver que logo em frente há um semáforo prestes a fechar.
Paro o carro e olho para cronometragem do sinal... Setenta segundos de espera.
Seco minhas lágrimas com o pulso e passo rapidamente a língua entre meus lábios.
Observo o alto do céu escuro da noite com estrelas brilhando, ainda sinto meus olhos um pouco marejados.
Respiro fundo...
O vento gelado do ar-condicionado bate contra meu rosto. Esfrego os dedos na ponta do nariz.
Agora não é hora para ficar chorando...
Quarenta e cinco segundos. Olho para as rosas em meu colo que Marco me deu...
O loiro tinha falado de alguma sigla no meio da conversa... Tal de PSPT se não me engano, o que é isso?
Retiro meu celular do bolso e abro o navegador e digito a sigla na barra de pesquisa. Aprender siglas em outro idioma não é fácil...
"Pertubação de stresse pós-traumático, perturbação mental que se pode desenvolver em resposta à exposição a um evento traumático. Crônico."
Marco...
Guardo o celular de volta em meu bolso e volto a fixar meus olhos para o trânsito, volto a dirigir logo após o semáforo abrir.
Noto a movimentação das avenidas diminuir gradativamente, falta pouco para entrar na BR.
Começo a me lembrar de quando o havia recém-trago para minha casa.
Estava na academia me exercitando quando de repente Marco começou a gritar e chorar, voltei para o quarto e o vi em desespero na cama enquanto ainda dormia, imediatamente subi na cama para acorda-lo.
Ao acorda-lo, ele mal conseguia se manter consciente e estava quase desabando em minha frente, seus cabelos loiros estavam bagunçados e ele suava frio, detestei vê-lo dessa forma, tentei conforta-lo falando que era apenas um pesadelo.
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Leweus - Fica Comigo
FanfictionMarco Reus, jovem policial, trabalha com um novo agente, ele tem uma sensação estranha do que está acontecendo, não sabe o porquê, nem o que é, mas algo indica que o novo agente não é o que parece.
