capítulo 11.

37.1K 2.8K 814
                                        

+80 comentários para desbloquear o próximo caos! 😈

CASSIE.

Martinelli voltou no dia seguinte com uma roupa de treino e uma bolsa nas mãos, eu atendi ele e voltei a me sentar no chão, terminando de digitar um e-mail para enviar ao Tyler.

— Nossa, nem me deu atenção.— revirou os olhos, sentando no sofá em minha frente.

— Dois minutinhos, prometo que vai ser rápido.— não tirei os olhos do teclado.

Quando terminei, fechei o notebook e sorri, olhando para a carinha de emburrado dele. Me levantei, me sentando em suas pernas.

— Oi.— beijei sua bochecha, ele nem piscou.— Martinelli…..

— Espera dois minutinhos.— levantou a mão, eu gargalhei, abraçando seu pescoço e jogando minha perna para seu lado, ficando de frente para ele.— Assim não vale.

— Já acabei.— disse, entrelaçando meus dedos atrás de sua nuca e mantendo sua cabeça na direção da minha.

Ele mordeu os lábios, desviando o olhar.

— Trouxe pra você usar amanhã.

Abri a sacola e tirei uma blusa vermelha de dentro, tinha o número dele, só não tinha o nome mas era igual à que ele usava quando jogava. Segurei a vontade de beijar ele ali mesmo.

— Eu ia comprar uma amanhã.— sorri agradecida.— Obrigada, meu bem.— beijei seu rosto, dos dois lados.

— Não é do Thiago Silva mas espero que tenha sido do seu agrado.— zombou, de cara fechada.

— É uma pena mesmo, mas eu amei.— Entrei na brincadeira e ele ficou ainda mais sério.— Vai treinar?

— Aham.— resmungou, dando um beijo no meu maxilar.— Já tenho que ir, até amanhã?

Ele parecia incerto, não acreditando que eu iria mesmo o ver jogar, por mais que eu tivesse passado os últimos dias confirmando minha presença.

— Até amanhã.— concordei, segurando seu rosto e juntando nossos lábios, num selar demorado.

——— •

O estádio estava lotado, para onde você olhava tinha alguém de vermelho, rosto pintado e bandeiras. Eu não costumava frequentar estádios de futebol, mas a vice de estar ali era surreal.

— Amiga, a gente pegou um lugar tão bom.— Sabrina dizia ainda chocada.— Mas é a área que os familiares costumam ficar, você sabe né?

— Não tem como trocar o ingresso não?— perguntei, passando a mão no rosto. Nem havia percebido que tinha alguma diferença da onde eu estava para os outros.

— Não, a gente já sentou.— riu.

Por baixo do meu óculos de sol, esperei o estádio terminar de encher para o jogo finalmente começar. Sabrina apertou a minha mão assim que um pequeno grupo chegou perto.

— O que foi? Reconheceu algum ficante seu aqui?— perguntei, tirando minha mão de seu aperto, já estava com a pele vermelha.

— Bate na madeira.— não tinha, então ela bateu no ferro.— Esses dois que chegaram agora são da tua família, menina!

A olhei confusa enquanto ela voltava a falar no meu ouvido.

— A mãe e o pai do Martinelli.— apontou com a cabeça para o casal poucas fileiras antes.— E a loira….. Meu Deus Cassandra!

Em Off | Gabriel Martinelli Histórias para pegar e não largar. Descubra agora