capítulo 22.

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CASSIE.

Melhorei horas depois de tanto soro na veia. Gabriel não estava mais lá quando eu acordei, porém me mandou mensagem o tempo inteiro, querendo saber se eu estava bem mesmo ou mentindo para sair da enfermaria do hotel.

Diferente do que eu esperava, não o vi nesse final de semana, já que os jogadores passaram o tempo que tinham treinando para enfrentar a Coreia do Sul nas oitavas.

— Eu não acho esse estádio muito agradável.— Meu pai comentou ao chegarmos em frente do mesmo, hoje seria no estádio 974.

— Ih, está com medo de cair, Marcos?— o João perguntou, seu tom brincalhão de sempre.

Eles se encontraram no dia que eu passei mal e foi exatamente o que Gabriel disse: Doha ficaria muito pequena com os dois juntos. Marcaram de ver outros jogos e tudo, meu pai já estava o chamando de parceiro e tudo.

— Claro que estou.— Meu pai revirou os olhos.

— Deixa de ser doido, não tem como você cair, você vai estar sentado.— minha mãe respirou fundo.— Ele vai ser desmontado no final, não vai ser o seu peso que vão fazer ele cair não.

— Que humilhação!

Elizabete riu, a mesma estava caminhando quieta ao meu lado. Quando nos vimos mais cedo ela perguntou se eu estava melhor, bem mais simpática do que antes. Entramos todos juntos, João guiando a gente para o setor certo.

Primeira fileira de assentos, nem preciso falar o quanto estou chique, né. Na nossa frente ficaria apenas a imprensa, já no gramado.

— Ela veio!— Júlia sorriu, acenando. Beijei sua bochecha, acenando para as outras meninas que estavam mais longe um pouco.— Está melhor, gata?

— Cem porcento, minha linda.— respondi, me sentando ao seu lado.

— Eles vão sair 'pra aquecer daqui a pouco.— Júlia informou.— Menina, ainda bem que você não passou raiva com a gente no último jogo!

— Eu estava apagada, ainda bem.— gargalhei.— Nem cheguei a ver o gol do Gabriel.

— Pena que foi anulado, foi uma cena linda.— murmurou.— Espero que o de hoje seja tranquilo.

Ficamos batendo papo ali, meus pais e os de Gabriel estavam do nosso lado, conversando entre si. Quando os meninos entraram em campo para aquecer, ambas torcidas ainda enchiam as arquibancadas. Troquei olhares com Gabriel assim que o vi pisar no gramado, ele sorriu acenando na nossa direção, olhando pros lados para ver se alguém ia ver ele me mandando um beijinho. Meu foco se tornou todo dele a partir desse momento, fiquei vidrada em seus movimentos.

— Seus seguidores sabem que você está está Doha?— Júlia perguntou, sem tirar os olhos do celular.

— Acho que não, só postei foto no restaurante mas nem coloquei localização.— dei de ombros.— Por quê?

Em Off | Gabriel Martinelli Histórias para pegar e não largar. Descubra agora