CASSIE.
O lance da minha casa ontem a noite não deu em nada, a verdade foi que a gente chegou aqui no meu apartamento e caímos no sono antes mesmo de qualquer outra coisa. Mas a manhã começou agitada, primeiro porque Gabriel tinha acordado cedo e não parava de se mexer na cama, e segundo, porque a gente começou a se atracar indevidamente.
Eu já estava sem shorts, e ele já estava sem blusa por ter adormecido sem. Fechei os olhos com força ao sentir seus dedos gelados passando pela minha barriga, tentei usar a força que me restava para virar, mas Gabriel jogou a perna por cima da minha e me impediu de sair do lugar.
— Eu quero me mexer.
— Não.— riu, ainda me segurando. Seus dedos se entrelaçaram em meu abdômen e eu respirei fundo, tentando não me irritar.
— Me deixa virar.
— Não.— repetiu, deixando um beijo na minha nuca.— E não tenta tirar a blusa também.
Olhei para baixo, claro que o filho da mãe estava querendo me deixar de blusa, era uma com seu nome e número ali nas minhas costas, o manto rosa que eu havia roubado do próprio.
— Que fetiche estranho, amor.— resmunguei, completamente cínica e senti um beliscão na coxa.
— Po, você não dá uma moral mesmo hein.— Por mais que eu não conseguisse enxergar seu rosto, sabia que ele havia revirado os olhos.
Pois é, vai chegando uma fase em que você sabe até a feição da pessoa do outro lado só pelo tom de voz, e/ou, por apenas conhecê-la demais.
— Mas eu quero virar pra te beijar, se eu não dou moral a culpa é de quem?.— reclamei.
— Sua.— riu.— Sem beijo, já escovou os dentes?
Gargalhei, negando com a cabeça. A gente nem chegou a levantar da cama, como eu poderia ter feito isso? Nem mesmo ele escovou os dele.
— Você está me chamando de balada ou é impressão minha?— foi a vez dele rir alto.
— Impressão, amor.— garantiu, deixando um beijinho na minha nuca pela milésima vez.— Agora podemos continuar?
— Não está mais aqui quem atrapalhou.
Gabriel tirou a perna que me prendia no lugar e levou a mão até a minha coxa, quando entendi o recado, o ajudei a dobrar a minha perna para que ele tivesse mais acesso ao meu corpo. Mordi os lábios com força ao sentir os dedos dele brincando com a barra da minha calcinha, levei minha mão até lá para o impedir mas não adiantou e eu desisti.
Quase com o rosto enterrado no travesseiro, soltei um gemido ao sentir seus dedos roçarem por cima do pano da calcinha, só escutei sua risadinha batendo contra a minha nuca.
— Já, amor?— perguntou baixo, fazendo uma pressão bem ali no meio e eu fechei os olhos, me segurando para não acertar um tapão na fuça dele.
— Não era pra eu estar excitada?— perguntei de volta, fechando as pernas e prendendo a mão dele ali.— Perdão, Gabriel.— debochei.
Ele não respondeu, mas senti sua respiração ainda mais próxima e seu peito colocado em minhas costas. Arfei, mas ele segurou a minha cintura contra a sua e minha bunda foi de encontro a sua virilha. Quando seu dedo me penetrou, eu abri os olhos em pura surpresa, mal dando tempo de reagir ao sentir o segundo dedo me adentrando também.
Abri a boca, deixando que meus gemidos escapassem em um tom baixo e rouco, Gabriel respirava pesado atrás de mim e seu nariz em contato direto com a minha nuca fazia com que meus pelinhos ficassem arrepiados.
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Em Off | Gabriel Martinelli
Fan-Fiction"Escondido é mais gostoso." era o que sempre falavam, mas Cassie sabia que na verdade as coisas eram bem diferentes quando se tratava de famosos e a perseguição da mídia sobre eles. - Gabriel Martinelli fanfic. +18
