capítulo 40.

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CASSIE.

Abri um sorriso assim que o meu homem apareceu com o uniforme do time, caminhando desleixadamente em minha direção.

Acenei timidamente, apesar dele obviamente ter me visto esperando ele do lado de fora do campo do CT, só tinha eu ali e minha entrada foi permitida pelos seus superiores, só não sei como. A condição para estar ali seria eu não ver o treino, mas não liguei porque cheguei quando já estava no final.

— Oi.— me levantei do banco, Gabriel se abaixou para deixar um selar meus lábios.

— Oi vida. — sorriu também. — Vou só pegar a bolsa e a gente vai embora, tá?

Balancei a cabeça em concordância, vendo mais alguns de seus colegas de time entrarem pela porta. Eles pararam para nos olhar com curiosidade e eu senti minhas bochechas queimarem.

Tinha "intimidade" com o time brasileiro mas aqui, não conhecia ninguém, então quis me enfiar em um buraco e sair dali rápido. Gabriel pareceu perceber meu desconforto e encarou os amigos de volta.

— Qual foi?

— Nada.— o sotaque era forte, o capitão do time sorriu em minha direção antes de se aproximar e estender a mão.— Odegaard, prazer.

— Olá, meu nome é Cassandra.— cocei a garganta, me forçando a falar e apertei suas mãos. Ele sorriu.

— Eu sou o Fábio, o Gabriel deve ter falado de mim, o cara mais bonito do time.

Bem sagaz da parte dele falar isso do lado do meu namorado e do capitão de time, que cá entre nós, tinha uma beleza de tirar o fôlego.

— Pode crer que eu não falei de nenhum de vocês.— Gabriel revirou os olhos.— Agora podem ir, o negócio aqui é de casal.

— Pensei que íamos almoçar juntos.— Odegaard cerrou os olhos em sua direção e eu fiz o mesmo.

Gabriel coçou a nuca, tentando se decidir mas mantinha a expressão culpada.

— Nem vai dar, né amor.— me cutucou, o olhei de rabo de olho, me neguei a decidir por ele e tomar a culpa, os dois à nossa frente deram risada.

— Deixa pra próxima então.— Odegaard piscou.— Até mais, vou tomar um banho.

Gabriel foi junto para pegar a bolsa que havia trago, como sempre e eu fiquei em pé o esperando. Alguns jogadores que passavam ali pareciam ver um fantasma quando olhavam em minha direção, e eu estava cada vez mais inquieta.

Cadê o Jesus? Não tive contato com ele no Qatar, mas ainda sim seria mais familiar ver seu rosto no meio de tantos desconhecidos.

— Bora.— Gabriel estendeu a mão, e eu a segurei na mesma hora, indo com ele em uma direção que eu não conhecia.— Meu carro ficou lá fora.

— Por que?— perguntei, olhando para o tanto de árvores que tinham à nossa volta, aqui era realmente agradável. Ele deu de ombros.

— Se eu saísse pelo estacionamento lá atrás ia ter que parar o carro só pra tirar foto, deixei lá fora logo do outro lado do quarteirão.

— Nem fudendo que você vai fazer eu andar isso tudo de novo.— choraminguei, ajeitando os óculos de sol em meu rosto.

— Foi mal.— gargalhou.— Você virou assunto lá no CT, falaram que não acreditaram que era você.

— Como assim?

— Resumindo, muita areia pro meu caminhãozinho.— revirou os olhos, e eu ri incrédula. — Mas não se preocupe, não fiquei abalado, acho que somos lindos igualmente.

Em Off | Gabriel Martinelli Histórias para pegar e não largar. Descubra agora