capítulo 19.

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CASSIE.

Quando descobri que no hotel havia uma praia privada, decidi que ali seria meu lugar favorito, então quando não estava conhecendo Doha com meus pais, ficava pegando sol e tomando banho de mar.

Hoje seria o primeiro jogo do Brasil e eu já estava pronta, uma blusa do Martinelli na cor amarela e com o número dele logo abaixo do meu peito junto com uma saia preta de couro.

— Vamos, Bolsonara.— meu pai chamou, batendo na porta e eu peguei o celular na cama para sair.

— Deus me livre e guarde.— gargalhei, só faltava ele pintar o rosto porque de resto….. estava de verde e amarelo dos pés à cabeça.

— Se vocês não querem se atrasar, é bom irmos logo!

Meu pai andou abraçado comigo enquanto minha mãe ia andando na frente. Só depois fui reparar que ela usava a camisa com o número de Gabriel também, fiquei sorrindo que nem besta.

Quando chegamos no estádio, ambas seleções já estavam se aquecendo pelo campo e apesar da minha visão horrível, consegui enxergar o Gabriel na altinha com o Jesus.

Ele pareceu sentir meu olhar e olhou para as arquibancadas, tinha tanta gente que ele não conseguiu me achar. Até que Antony falou alguma coisa no ouvido dele e ele olhou exatamente na minha direção. Prendi a respiração na hora, levantando o braço e acenando, ficando em cima do banco em que deveria me sentar. Ele abriu um sorriso e eu apontei para o número da minha camisa, ele pareceu surpreso ao levar as mãos até o peito e sorrir ainda mais.

Me mandou uma piscadela antes de voltar a se aquecer e eu fiquei sentada ali, observando a vibração das torcidas que iam enchendo o estádio.

O primeiro tempo me fez gritar tanto que eu quase perdi a voz, alguns gols perdidos bem na cara e outros que o goleiro teve a proeza de agarrar. Ele estava fazendo o trabalho dele, mas eu o xinguei tanto que eu cheguei a me sentir mal quando o primeiro tempo acabou.

Esperei ansiosamente pelo segundo tempo, e meus olhos encheram de água ao ver que o Gabriel ia finalmente entrar em campo. Da onde eu estava, consegui ver seu rostinho focado e sério.

— ELE ENTROU!— Meu pai gritou, apontando como se eu não tivesse visto. Eu concordei, sorrindo.

Estava tão feliz. Observei com puro nervosismo Gabriel correr pelo campo, passando a bola e driblando qualquer um que entrasse em seu caminho.

Aos dezessete minutos, eu só vi o Neymar entregando a bola nos pés do meu branquelo, mas o goleiro acabou retirando a mesma com uma batida de suas mãos, fazendo a bola ir para o lado e o Gabriel não conseguir marcar. Fechei os olhos e a gritaria veio.

— RICHARLISON PORRA! É O HOMEM!

O segundo gol acabou sendo do mesmo loiro, e foi simplesmente um ESPETÁCULO. Eu nem havia me recuperado do susto e o jogo já estava 2x0. Meu pai já estava passando mal e até a minha mãe gritava com a imensidão verde e amarela.

Só consegui respirar quando o juiz apitou o fim do jogo e o Brasil havia ganhado. Mais comemorações foram feitas, os jogadores andaram até o setor que nós estávamos e começaram mais uma festa.

— MARTINELLI VOCÊ É FODA DEMAIS, GAROTO! RICHARLISON, EU TE AMO!

Meu pai gritava desesperado.

— Ele não tem problema de coração não né?— perguntei à minha mãe ao ver o rosto vermelho do homem ao meu lado.

— Não, se tivesse ele nem estaria vivo agora.— suspirou, ainda sentada enquanto gravava o escândalo dele.

Voltei a atenção ao campo na mesma hora que o Gabriel tirou a blusa e eu percebi pela primeira vez o quanto seus músculos eram definidos.

Em Off | Gabriel Martinelli Histórias para pegar e não largar. Descubra agora