capítulo 36.

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CASSIE.

A diferença de temperatura já estava me fazendo mal, meu corpo depois de quase dois meses fora de Londres, já estava acostumado com o sol quente que fazia pelos Emirados, e agora que voltei para casa, a neve já caía pelas ruas lá fora e o feio se tornava demais.

Desci enrolada na coberta, Gabriel estava na minha frente para me impedir de tropeçar e cair, e fomos até a sala.

Acordamos mais cedo do que o necessário, tomamos banho e agora estamos indo até a sala, esperando os pais de Gabriel acordarem para tomarmos café.

— Vou avisar meu pai que já cheguei, ele já deve estar acordado para trabalhar.— resmunguei, me sentando ao lado do branquelo.

Gabriel abriu os braços e eu me aconcheguei ali, mas ele não aceitou ser coberto porque a calça que já usava parecia suficiente para não deixá-lo passar frio.

— Ele trabalha com o que?— ele perguntou, focado em ligar a televisão que estava a poucos metros de distância.

— Meu pai é da área de administração, minha mãe é da área de arquitetura e design de interiores.— expliquei, digitando a mensagem.

— Foda.— concordou.— Vou colocar um desenho, faz tempo que eu não vejo.

Gargalhei. — Sério? A gente vai ver desenho?

— Sim e vai ser a casa do Mickey porque é a única coisa que passa na Disney essa hora.— me deu um beijo na testa.

Depois de enviar a mensagem, deixei o celular do meu lado e me enrolei no Gabriel. Estava quentinho e confortável, fechei meus olhos pronta para pegar no sono de novo.

— Amor, vê o desenho.

— Não gosto de Mickey.— revirei os olhos.

— Gosta de Ben10?

— Não.— ri baixo.— Gosto de barbie.

— Vamos ter que ter dois filhos então, um que veja Mickey comigo e uma que veja Barbie com você.

— Para de falar de filhos assim do nada.— coloquei a mão na minha barriga, como se fosse impedir algo.— Uma criança que veja os dois é suficiente.

— Bom dia.— João desceu as escadas animado.— Cadê a minha nora, Gabriel?

Eu ri, ainda sem sair da posição em que estávamos e Gabriel soltou um resmungo de indignação.

— Foram tempos em que eu era o favorito.— falou alto, para que seu pai escutasse. João e Elizabete chegaram na sala no mesmo instante.— Ainda bem que eu tenho a minha mãe.

Gabriel se levantou para abraçá-la e eu sorri com a cena, acenando para João que veio se sentar ao meu lado.

— Que saudade.— Elizabete fez um carinho no rosto de Gabriel. Quando os observava de perto, conseguia ver semelhanças entre os mesmos.

— Também senti, mãe.— deu um beijo na testa dela, e a mulher o abraçou novamente fazendo o João rir.

— Vamos tomar café logo.— nos chamou.— Olá Cassandra, bom dia, como você está?

— Bom dia, estou bem.— sorri, me levantando para acompanhá-los. Elizabete e João foram na frente e eu me virei para dobrar o edredom.

— Deixa aí, depois eu taco ele lá no quarto.— Gabriel me chamou e eu neguei.

Em Off | Gabriel Martinelli Histórias para pegar e não largar. Descubra agora