capítulo 23.

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MARTINELLI.

Estava deitado na barriga de Cassandra, ela fazendo carinho no meu cabelo com uma mão e a outra estava no celular, pesquisando alguma coisa. Fechei os olhos, usando meu polegar para acariciar a sua cintura descoberta.

— Vida, qual você acha melhor?— levantei a cabeça, e ela me mostrou três opções de quadro.

— Sério que você está pesquisando quadros na Internet?

— Sim, estou em dúvida entre os três.— Me mostrou de novo.— Pensa bem, é 'pra minha sala de estar.

Olhei de novo, mas dei de ombros e ela bufou. — E a foto é de quem? Porque os quadros tem quase o tamanho da sua televisão!

— A foto que eu tirei com o Thiago Silva.— respondeu rápido e eu sentei na cama, a encarando sem acreditar, comecei a rir na hora que suas bochechas ficaram vermelhas.

— Eu nem vou te responder, Cassandra.— me deitei novamente.— Inacreditável, nem pra ser uma foto comigo, tem que ser a do Thiago!

— Não fica com ciúmes, amor.— beijou minhas costas e eu me arrepiei, reação involuntária.

— Você me chamou do que? Repete!

— De amor, foi sem querer.— se afastou e eu segurei seu rosto com as mãos, dando vários selinhos em sua boca.

— Sem querer nada, se me chamar de Gabriel a partir de hoje eu vou chorar.— avisei, fazendo um drama.

Ela lançou as pernas na minha cintura, colocando o corpo no meu. Que visão, ela sentada em mim e me olhando de cima. Até esqueci do ciúme que estava sentindo do meu capitão.

— Tá bom, amor.— respondeu se abaixando e juntando nossos lábios em um toque gentil.

Segurei logo em seu cabelo, os fios macios escapando das minhas mãos, pedindo que eu agarrasse ainda mais forte. Quando fiz, ela sorriu de leve contra a minha boca, sem parar o beijo. Desci uma mão até a sua coxa, apertando ali com força, enquanto pedia passagem com a língua, até que ela cedesse.

— Você me deixa louco, Cass.— choraminguei, nossos narizes se tocavam de tão perto que a gente estava.

— Hm.— resmungou, segurando ambos os lados do meu rosto e selando nossos lábios.— Você acha que tem um momento certo 'pra tudo?

— Como assim?

— Tipo, vamos esperar ou vamos deixar acontecer logo.— disse em um tom ansioso, e eu entendi o que ela queria dizer mas fiquei calado, sem saber o que responder.

— Não sei.— respondi sincero, descansando minhas mãos em sua bunda.— Mas se você continuar no meu colo não vai demorar muito 'pra acontecer.

Ela riu, se jogando do meu lado na cama e me encarando. Ficamos nos olhando por um tempo, em completo silêncio, até ela me beijar de novo.

Me amarrava quando nosso ritmo era mais lento, o prazer que eu sentia era surreal, deixava minha língua explorar cada canto de sua boca com calma, me deliciando com o momento. Suas unhas arranhavam minhas costas de leve, e eu grunhi com a sensação. Puxei o cobertor, levantando o mesmo até minha barriga e deixei que minha mão voltasse a sua bunda, apertando ali.

As coisas esquentaram rápido debaixo do lençol, Cassandra levou a mão até meu abdômen, usando os dedos para acariciar a minha pele e eu terminei nosso beijo, apenas para observar sua expressão. Os fios de cabelo bagunçados, a boca entreaberta e o peito subindo e descendo rapidamente.

Em Off | Gabriel Martinelli Histórias para pegar e não largar. Descubra agora