capítulo 32.

32.7K 2.2K 1.3K
                                        


meta: 400 votos, 600 comentários! bom dia!


CASSIE.


Pisei na areia fofinha e sorri de felicidade, Gabriel segurava minha mão com uma expressão parecida com as dos meus primos de sete anos quando querem aprontar — dei uma gargalhadas sincera.

— Você parece uma criancinha.— disse, largando a bolsa ali na areia mesmo e puxando o kimono que cobria meu corpo.

— É pra você ir se preparando quando a gente tiver as nossas criancinhas.— Gabriel respondeu simples, tirando a blusa também e quando eu virei para encará-lo esse sorria grande.

— O que foi que você disse?— pisquei, me fazendo de sonsa e ele abraçou a minha cintura.

— Que eu quero ter filhos com você ou algo assim.— respondeu novamente, deixando um selar nos meus ombros descobertos e eu o olhei surpresa.

— Seriam crianças lindas.— respondi quando consegui, me afastando para que outras pessoas que estavam ali não nos denunciasse.

Vai que! Quando chegamos fiquei sabendo que aqui em Dubai tinham dias, e eram apenas dois, em que as mulheres e crianças eram permitidas frequentar a praia. Nunca estive tão chocada ao descobrir algo, na minha cabeça a praia era um lugar que morando perto ou não, você poderia ir quando quisesse.

— Seriam sim.— Martinelli me puxou até o mar, praguejando pela quentura da areia.— Eu seria o pai, não tem como sair feio.

— Eu já vi muitas crianças que eram feias mas tinham pais bonitos.— gargalhei.

— Eu vou soltar na internet que você disse isso.— apontou.— Vai ser um cancelamento lindo.

— Faz isso não, se eu vou ser a mãe dos seus filhos tenho que ter um histórico perfeito para seus fãs não terem motivos para me atacar.

Dei um sorriso em sua direção e Gabriel soltou uma risada nasalada. — Então quer dizer que você vai ser a mãe dos meus filhos?

— Você está com outra mulher e eu não sei, Gabriel?— cruzei os braços o desafiando e ele se virou para mim, a poucos passos do mar.

— Não, Cassandra, que ideia!

— Então se não vai ser eu vai ser quem?— Ergui as sobrancelhas e ele riu, colocando a mão no queixo enquanto fingia pensar.

O empurrei na água, ele caiu que nem bosta e eu gargalhei até ele subir para me encarar com o sorriso mais diabólico do mundo, já tampei o nariz porque sabia que ele ia me puxar.

A água não era quente e nem muito gelada, bem mais ou menos. Tentei arrumar meu cabelo assim que levantei do mergulho, Gabriel me ajudou e logo foi para o fundo.

Não sou doida, fiquei bem no raso mesmo.

— Vem pra cá.— me chamou.— Oh, eu fico em pé, de boa.

Fui nadando cachorrinho e ele começou a rir da minha cara. Segurei seu bíceps assim que cheguei perto, tentando encostar na areia mas não consegui nem na ponta do pé.

— Você é um mentiroso.— gritei, agarrando minhas pernas em seu tronco e ele agarrou minha bunda, me mantendo perto.

— Você não vai morrer afogada não, amor, nada cachorrinho abessa.— me zoou e eu o belisquei.

— Eu já fiz natação se você quer saber.— respondi debochada.— Você só é mais alto, mas não se garante muito.

— Ouch!— resmungou, antes de juntar nossos lábios e eu quase me entrego ao momento até lembrar de onde a gente estava. 

Em Off | Gabriel Martinelli Histórias para pegar e não largar. Descubra agora