Após o casamento, Katsuki e eu preferimos não participar da festa.
Faltava pouco para a meia-noite, logo seria ano novo e nós gostaríamos de assistir a queima de fogos à sós na beira da praia.
Enquanto ele pisava descalço na areia, exalando felicidade eu tirava meus saltos para ter mais liberdade em acompanhá-lo.
Segurando meus sapatos com uma mão, ergui meu vestido com a outra e pisei na areia fina e gelada andando em passos lentos até ele.
Nós caminhamos até a parte rasa da água, ela me molhava na altura dos joelhos, minhas roupas já estavam completamente encharcadas.
Nós nos divertimos jogando água um no outro, fazendo piadas e até perseguindo um ao outro.
Um tempo depois finalmente paramos e nos sentamos no chão, sentindo as ondas molharem nossos corpos.
Sn - sabe... Eu gosto de passar esse tempo com você.
Katsuki - eu sei, também gosto da sua companhia. - sorriu gentilmente.
Ele parecia nervoso e inquieto.
Faltavam poucos minutos para os fogos começarem quando ele se levantou e estendeu a mão para mim, para que eu me levantasse também.
Nervosa com sua reação, levei minha mão até a dele e a segurei enquanto me levantava.
Parando em minha frente em um silêncio torturador, ele olhou no fundo dos meus olhos com uma feição serena.
Katsuki - Sn... Eu não sou muito bom com palavras, você sabe, eu costumo evitar o constrangimento e discursos me deixam nervoso, não é atoa que o romantismo não faz muito meu estilo. Mas eu queria que esse momento fosse especial para nós dois.
Apesar de suas palavras doces, ele permanecia sério.
Eu estava segurando o riso para não constrangê-lo, porque era muito estranho ver o Katsuki se declarando depois de tantos anos me tratando com patadas.
Katsuki - nós nos conhecemos no primeiro ano do ensino médio, eu era besta e imaturo. Te fiz sofrer e com muito custo consegui seu perdão, e acredite, valeu muito a pena o esforço.
Ok, se antes eu segurava gargalhadas, agora eu seguro o choro de pura emoção. Esse discurso do nada me deixava apreensiva, pensando em inúmeras coisas que ele realmente queria dizer.
Katsuki - nós passamos por coisas terríveis juntos, e quando tudo finalmente pareceu bem você teve que se afastar, o que causou sofrimento em nós dois. Pode não parecer mas esses quatro anos foram um tremendo tapa na minha cara para eu perceber que realmente errei, trazendo o meu amadurecimento.
Sn - Kacchan... - minha voz falhou em um sussurro.
Katsuki - hoje fazem oito anos que vivemos na companhia um do outro, grudados em todos os momentos e sentidos. Então, é diante a esse réveillon e nosso aniversário de namoro que eu me ajoelho e pergunto... - se ajoelhou tirando uma pequena caixa do bolso, enquanto segurava minha mão e olhava fixamente nos meus olhos. - Sn, quer casar comigo?
Minhas mãos estavam trêmulas, meu coração batia tão forte que eu sentia minhas bochechas responderem em um ardor intenso, podia jurar que eu iria desmaiar ali mesmo, mas antes eu precisava responder a pergunta dele.
Sn - sim, Katsuki Bakugo, eu aceito me casar com você!!!
Puxei ele pela gola de sua camisa social, o erguendo enquanto sentia seus lábios pressionarem contra os meus.
Ele pediu passagem com a língua e no mesmo instante eu concedi, sentindo a maciez de sua língua em contato com a minha.
Suas mãos seguraram minha cintura, enquanto ouvíamos o som alto dos fogos estourando no céu, fazendo lindos desenhos nele.
Nós paramos o beijo para admirar a beleza um do outro, enquanto a luz dos fogos iluminavam parte de nossos rostos.
Sn - feliz ano novo.
Katsuki - feliz ano novo, eu espero que eu possa te irritar o ano inteiro.
Sn - vai ser um prazer te arrebentar no soco se fizer isso.
Katsuki - aqui vai o primeiro de muitos "te amo" do ano. Sn eu te amo! - gritou alto para todos ouvirem, apesar de estarmos sozinhos.
Sn - eu também te amo, Katsuki! - gritei o mais alto possível - EU TE AMO KATSUKI BAKUGO!!
(...)
Na manhã seguinte eu acordei no quarto completamente iluminado, o barulho do chuveiro ligado me fazia ter certeza de que o Bakugo estaria tomando banho.
Me levantei, ficando sentada na cama enquanto esfregava constantemente os olhos.
Me levantei e andei até o banheiro, ele estava de costas então não me viu entrar.
Tirei minhas roupas e andei até ele, o abraçando por trás enquanto minhas mãos subiam por seu peitoral, no mesmo instante em que eu deixava pequenos e curtos beijinhos em suas costas largas.
Sn - bom dia!
Katsuki - bom dia.
Sn - amanhã nós vamos embora. Pra aproveitar o último dia, a Uraraka e o Midoriya nos chamaram pra ir no cinema. O que você acha?
Katsuki - tanto faz... Por que o Kaminari não vai também?
Sn - ele está tendo um momento fofo com a Jiro, não desgruda dela desde que ela contou que está grávida.
Katsuki - ah, entendi.
Sn - eu saquei sua preferência de casal, sei que não suporta ficar perto do Midoriya.
Katsuki - é bom você saber. - se virou - mas já que você gosta da companhia deles por conta da sua amiga, eu não vou opinar.
Seus braços me fecharam contra a parede, enquanto ele me encarava com um olhar predador.
Sn - mas não vou te obrigar a ir, a escolha é sua.
Katsuki - claro, claro...
Seu olhar passeou pelo meu corpo brevemente, até que em um movimento rápido ele me ergueu enquanto se encaixava entre as minhas pernas, me tocando com um beijo feroz.
(...)
Depois de quase quatro horas de sexo, ele finalmente parou para que nós fossemos comer alguma coisa, mas ainda sim não estava satisfeito.
Vestimos nossas roupas e descemos até o restaurante. Eu comi macarrão com caldo de feijão e o Katsuki preferiu carne de panela.
Nós nos sentamos pra comer enquanto conversávamos sem rodeios.
À noite, nós saímos pra ir no cinema.
Nós íamos assistir um filme lançamento da Marvel, mesmo negando até a morte, eu sei que o Katsuki é fã da Marvel tanto quanto era fã do All Might.
Compramos os ingressos, além de doces, pipoca, refrigerante e chocolates para comer enquanto assistíamos o filme.
Nossas poltronas eram as da última fileira no fundão, quase vazio.
Katsuki se sentou ao meu lado esquerdo, já a Ochaco do mei lado direito e o Izuku do lado dela.
A pipoca acabou antes mesmo do filme começar.
Passei o balde para minha amiga ao meu lado e abri a minha barrinha de chocolate.
A mão do meu namorado que descansava em cima da minha coxa subiu por baixo da minha saia até chegar em minha intimidade.
Eu estava fingindo demência após sentir ele começar a me estimular.
(...)
Quando o filme acabou, eu sentia minhas pernas amolecerem devido ao fato de ter gozado várias vezes seguidas sem poder fazer nenhum ruído sequer.
Quando voltamos pro hotel, eu me joguei na cama e não demorou muito para eu apagar.
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𝙷𝚎 𝙸𝚜 𝙰𝚋𝚕𝚎 𝚃𝚘 𝙻𝚘𝚟𝚎 - 𝓚𝓪𝓽𝓼𝓾𝓴𝓲 𝓑𝓪𝓴𝓾𝓰𝓸
Fanfiction{Finalizada // em revisão} Após anos vivendo com seus pais nos EUA, Sn se muda com a família para sua cidade natal, por conta do trabalho de seus pais. Ela e o irmão terão que estudar em uma nova escola, onde conhecerão novos amigos e possíveis pret...
